Campos dos Goytacazes Norte Fluminense
Humanização e acolhimento: terapia ocupacional do HGG leva dança sênior a pacientes
Um dos principais desafios para o paciente que está internado é manter a autonomia, a independência e a qualidade de vida. Pensando em ampliar esses cuidados aos adultos e idosos que estão em tratamento de hemodiálise no Hospital Geral de Guarus (HGG), o Projeto Humanizar elaborou um programa de terapia ocupacional direcionado a esse público. A cada 15 dias, a terapeuta ocupacional Fabíola Tinoco conduz os pacientes a movimentos corporais que promovem saúde.
Chamado “Dança sênior”, o encontro entre a música e o movimento corporal vai além da dança e estimula a memória, a força física e os sentidos dos participantes, por meio da atenção à coreografia, equilíbrio do corpo ao dançar e às sensações de ouvir a música e se auto observar. “Todo este conjunto é fundamental para promover a autonomia e o cuidado ao paciente, desenvolvendo sua independência física mesmo durante uma internação hospitalar. Além disso, a nossa interação contribui para a socialização e aumenta a autoestima do paciente fazendo com que ele esteja fortalecido física e emocionalmente para continuação do tratamento”, destacou Fabíola.
Sentados em cadeiras distribuídas em círculos, pacientes e acompanhantes guiados por Fabíola executam a dança sênior, com movimentos suaves e repetitivos que contribuem para a mobilidade articular. Sandra Nogueira é filha de uma paciente e participa da dança sênior. “É um projeto maravilhoso porque vai ao encontro das necessidades do paciente. Essas atividades são essenciais para mover o corpo e torná-los mais independentes”, disse Sandra.
Outro objetivo do projeto, de acordo com a diretora clínica do HGG, médica Luisa Barreto, é que os acompanhantes aprendam a dança sênior e pratiquem com seus familiares internados. “Além disso, a prática aperfeiçoa os movimentos transformando a dança sênior em um hábito. É mais um instrumento em favor da saúde que eles podem levar para casa e para a vida ao receberem alta hospitalar e praticarem em outros momentos, de acordo com a necessidade”, comemora Luisa.
De acordo com o superintendente do HGG, médico Vitor Mussi, os efeitos da terapia ficam registrados de forma positiva no corpo e na vida do paciente. “Os profissionais exercem um trabalho muito importante no desenvolvimento das crianças da nossa Pediatria e, agora, vai beneficiar também aos adultos e idosos internados, ampliando nossa rede de cuidado”, afirmou Mussi.
Por Girlane Rodrigues / Foto: Girlane Rodrigues
Fonte: Prefeitura de Campos dos Goytacazes



