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Quarta-feira, 21 de outubro Últimas

Campos dos Goytacazes Norte Fluminense

Hemocentro de Campos completa cinco anos como polo fixo de cadastro de doadores de medula óssea

Por Redação, com informações de Prefeitura de Campos dos Goytacazes
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Hemocentro de Campos completa cinco anos como polo fixo de cadastro de doadores de medula óssea

O Hemocentro Regional de Campos (HRC) completou, nesse domingo (18), cinco anos como polo fixo de cadastro de doadores de medula óssea. Inaugurado em 18 de outubro de 2021, o serviço ampliou o acesso ao cadastro para moradores de Campos e de outros municípios da região, que antes precisavam se deslocar até a capital fluminense para se tornarem doadores. Desde a implantação, 4.646 voluntários foram cadastrados na unidade.

A criação do polo foi resultado de uma grande campanha realizada nos dias 18 e 19 de outubro de 2019, no Ciep Dr. Nilo Peçanha, conhecido como Ciep da Lapa, em Campos. Na ocasião, foram registrados 3.750 cadastros, superando a expectativa inicial, que era de mil a dois mil voluntários. A mobilização foi realizada em parceria com o Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com os dados encaminhados ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

A diretora do Hemocentro Regional de Campos, médica Sandra Challub, lembra que o resultado da campanha mostrou a importância de facilitar o acesso ao cadastro de doadores no interior do Estado. “Em 2019, tivemos em nossa cidade um projeto de campanha de cadastro de doadores de medula óssea que foi a maior campanha do sistema Redome desde a sua criação. A partir do sucesso que tivemos, nos dispusemos a ter aqui no Hemocentro o primeiro polo de cadastro de doadores de medula óssea no interior, porque, até então, quem queria ser doador precisava se deslocar até o Inca ou a Uerj, no Rio de Janeiro”, explicou.

Segundo Sandra, a iniciativa trouxe benefícios tanto para os voluntários quanto para os pacientes que aguardam um transplante. Além de Campos, o Hemocentro recebe pessoas de outras cidades e já contou com caravanas de Maricá e, recentemente, de Cardoso Moreira. As coletas externas realizadas com o ônibus da unidade também são oportunidades para ampliar o número de cadastros.

“É uma questão de acessibilidade, principalmente. Qualquer pessoa da nossa região pode vir até Campos e, estando dentro dos padrões necessários, fazer o cadastro sem precisar se deslocar para o Rio de Janeiro, o que muitas vezes significava perder um ou dois dias de serviço. São dois ganhos: para o doador, que fica mais perto de casa, e para o paciente, porque, quanto mais doadores cadastrados, maior a chance de encontrar alguém compatível com a medula dele”, destacou a diretora.

Convocados para as etapas de compatibilidade

Desde a implantação do polo, 43 pessoas cadastradas no Hemocentro de Campos foram convocadas para avançar nas etapas de compatibilidade. Os registros informados pela unidade apontam uma convocação em 2021, quatro em 2022, oito em 2023, nove em 2024, 11 em 2025 e dez em 2026.

A convocação ocorre quando há uma possível compatibilidade genética entre o voluntário e um paciente que precisa de transplante. Nessa etapa, o doador pode ser chamado para realizar exames complementares e confirmar a compatibilidade.

Doação que pode salvar vidas

A importância do cadastro de doadores de medula óssea também faz parte da história de Fernando Costa, que mobilizou amigos e voluntários para a realização da campanha de 2019 em Campos. No início daquele ano, sua esposa foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda. Como não havia ninguém na família 100% compatível, a única alternativa seria o transplante alogênico de medula óssea. Na época, o filho do casal tinha apenas cinco meses de vida.

“Sabendo da dificuldade de se encontrar alguém 100% compatível e, principalmente, de se realizar o cadastro, tendo em vista que ele só poderia ser feito na capital, em dias úteis, busquei apoio do HLA, laboratório na Uerj, pelas campanhas estaduais. Depois de algumas negativas, busquei ajuda no Hemocentro de Campos, onde fui acolhido pela Dra. Sandra. Por mais que não estivesse nas mãos dela a realização de uma campanha, unimos forças e conseguimos a aprovação para realizar o evento, limitado a mil cadastros”, contou Fernando.

A partir dessa mobilização, começou um trabalho que reuniu amigos e voluntários em torno da causa. Durante a caminhada, Fernando também conheceu outros pacientes da região que enfrentavam a mesma luta para encontrar um doador compatível.

“Iniciamos aí um lindo trabalho, que só foi possível com o apoio de muitos amigos e de muitos voluntários, que nos apoiaram em todas as etapas. No decorrer dessa jornada, descobrimos queridos pacientes da região que também lutavam para encontrar um doador compatível. Lutamos juntos”, lembrou.

Nos dias 18 e 19 de outubro de 2019, a campanha alcançou mais de 3 mil cadastros, segundo o relato de Fernando, e se tornou um marco na mobilização pela doação de medula óssea no estado. O resultado contribuiu para que, em 2021, fosse inaugurado no Hemocentro de Campos o primeiro polo de cadastro de doadores de medula óssea fora da capital fluminense.

“Uma conquista enorme, que facilita a vida daqueles que querem se cadastrar como doadores, mas também daqueles que precisam realizar o teste confirmatório. Uma conquista de todos aqueles que se cadastraram, apoiaram e se voluntariaram. Uma conquista para todos!”, afirmou Fernando.

O transplante de medula óssea, também chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas, é indicado principalmente para o tratamento de doenças que comprometem a produção das células sanguíneas, como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e síndromes mielodisplásicas. Como a compatibilidade depende de características genéticas, ampliar o número de pessoas cadastradas aumenta as possibilidades de encontrar um doador adequado para cada paciente.

Como se cadastrar

Para se cadastrar como doador de medula óssea no Hemocentro Regional de Campos, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doenças ou condições que impeçam a doação, como determinadas infecções transmissíveis pelo sangue, doenças neoplásicas, hematológicas ou autoimunes.

Na unidade, o cadastro só é realizado por meio da doação de sangue. O Hemocentro Regional de Campos funciona diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos sábados, domingos e feriados, e fica anexo ao Hospital Ferreira Machado (HFM), na Rua Rocha Leão, nº 2, no bairro Caju, em Campos dos Goytacazes.

Por Isabella Corrê / Fotos: Fernando Costa e Isabella Corrêa

Fonte: Prefeitura de Campos dos Goytacazes

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