Biblioteca Municipal Raul de Leoni recebe instalação sensorial que une memórias de crianças e idosos em Volta Redonda

Biblioteca Municipal Raul de Leoni recebe instalação sensorial que une memórias de crianças e idosos em Volta Redonda


‘Cabanas, Túneis e Refúgios’ foi criada pelo projeto Cidade, Cultura e Coletivos, da UFF, e convida o público de todas as idades a vivenciar experiências de memória, brincadeiras e pertencimento

A Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, está recebendo a instalação “Cabanas, Túneis e Refúgios: uma experiência entre memórias e panos de brincar” – um espaço sensorial e interativo voltado às infâncias de todas as idades. A instalação no equipamento da Secretaria Municipal e Cultura (SMC) é resultado do projeto de estágio Cidade, Cultura e Coletivos, desenvolvido pelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A proposta transforma a biblioteca em um ambiente de experimentação, imaginação e encontro, convidando crianças, jovens, adultos e idosos a ocuparem o espaço público de cultura por meio de tecidos, texturas, objetos, cartas, túneis, cabanas e múltiplas linguagens inspiradas nas experiências vividas ao longo das Oficinas das Memórias, realizadas durante o primeiro semestre de 2026.

As atividades envolveram estudantes das escolas municipais Otacília da Silva Stocker de Mendonça, Engenheiro Sérgio de Andrade Rocha e Lions Clube, além do coletivo de idosos do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Coqueiros. A partir da escuta realizada pelos estagiários Caio Gonçalves, Yasmin Mares e Caroline Barbosa, foram construídas experiências que deram origem à instalação.

Durante as oficinas, as crianças responderam à pergunta “O que eu não quero esquecer da infância?”, expressando suas lembranças por meio de histórias, desenhos, brincadeiras, objetos, personagens, lugares e palavras que desejam preservar.

Essas produções foram encaminhadas ao coletivo de idosos do Cras Coqueiros, que recebeu o desafio de responder à pergunta “O que eu trago da infância até hoje?”. Como resultado desse diálogo entre gerações, os participantes confeccionaram um grande pano de brincar, que integra a instalação e simboliza o encontro entre diferentes tempos da vida.

Coordenadora do projeto, a professora Ana Cabral Rodrigues destacou que a instalação é fruto da escuta sensível realizada durante todo o processo. “A instalação é um espaço sensorial construído a partir das experiências vividas nas Oficinas das Memórias. Ela nasce daquilo que os estagiários escutaram junto às crianças das escolas públicas e ao coletivo de idosos do Cras, criando um ambiente que convida todas as pessoas a ocuparem a biblioteca como uma verdadeira casa de histórias”, afirmou.

A instalação também foi concebida para oferecer ampla acessibilidade, acolhendo diferentes formas de percepção e modos de estar no mundo. Os visitantes encontram estímulos táteis, sonoros, visuais e sensoriais, em um ambiente pensado para receber pessoas de todas as idades, incluindo crianças neurodivergentes e pessoas com diferentes necessidades de acessibilidade.

Para Ana Cabral, a iniciativa reforça o papel da biblioteca como espaço público de convivência, pertencimento e garantia de direitos. “Queremos convidar a população a viver a biblioteca como um espaço de pertencimento. Os equipamentos culturais são espaços coletivos, comunitários e de conquista de direitos. Cultura é direito, é pertencimento e precisa ser acessível a todos”, disse.

Fotos de Divulgação/SMC.
Secom/PMVR

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