Fluxo integrado da rede de proteção ajuda na condução de caso de violência contra criança em Volta Redonda

Fluxo integrado da rede de proteção ajuda na condução de caso de violência contra criança em Volta Redonda


Protocolo criado no ano passado reúne órgãos públicos e instituições para agilizar acolhimento e proteção das vítimas

O fluxo integrado de atendimento e proteção às crianças e adolescentes vítimas de violência em Volta Redonda, criado no ano passado pela rede municipal de proteção, foi fundamental para auxiliar na condução do caso envolvendo um homem acusado de estuprar a própria filha, de 9 anos, no município. A atuação articulada entre secretarias municipais, conselhos tutelares e órgãos de segurança pública garantiu acolhimento rápido da vítima, encaminhamentos necessários e acionamento imediato dos serviços responsáveis pelo acompanhamento do caso.

O protocolo reúne diferentes órgãos da rede de proteção, como Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, direitos humanos, Conselho Tutelar, Fundação Beatriz Gama (FBG) e o Naca (Núcleo de Atenção à Criança e ao Adolescente) da Casa da Criança e do Adolescente. O objetivo é garantir atendimento humanizado, comunicação integrada e mais agilidade nos encaminhamentos, evitando a revitimização de crianças e adolescentes durante o processo de atendimento.

A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, destacou que o trabalho em rede fortalece a proteção das vítimas e permite respostas mais rápidas diante das situações de violência. “Esse fluxo permite que os órgãos atuem de forma integrada, garantindo mais agilidade, acolhimento e segurança para crianças e adolescentes em situação de violência. Quando existe comunicação entre os serviços, conseguimos oferecer uma proteção mais eficiente às vítimas e suas famílias”, afirmou.

Segundo a diretora do Departamento de Proteção Especial (DPES), Mariana Pimenta, a organização do fluxo facilita a identificação precoce dos casos e reduz falhas nos encaminhamentos. “Muitas situações começam a ser percebidas nas escolas, unidades de saúde ou nos atendimentos sociais. Ter um fluxo estruturado e alinhado entre os órgãos torna o atendimento mais eficiente e fortalece a proteção das crianças e adolescentes”, explicou.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Katya Aguiar, ressaltou que a atuação conjunta da rede é fundamental para garantir acolhimento adequado às vítimas. “Esse fluxo fortalece o trabalho integrado entre os órgãos e garante mais segurança nos atendimentos. O mais importante é assegurar que a criança seja acolhida desde o primeiro momento, com escuta qualificada e encaminhamentos adequados para cada situação”, destacou.

O fluxo intersetorial segue princípios previstos na Lei Federal nº 13.431/2017, que estabelece mecanismos de escuta protegida e integração entre os serviços, buscando evitar que crianças e adolescentes tenham que repetir diversas vezes relatos traumáticos de violência.

A rede de proteção reforça ainda a importância das denúncias de casos suspeitos de violência contra crianças e adolescentes, que podem ser feitas pelo Disque 100, Conselhos Tutelares e demais canais oficiais de proteção.

*Projeto aprovado na Câmara fortalece atuação integrada*

A Câmara Municipal de Volta Redonda aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 180/2025, de autoria da vereadora Carla Duarte, que transforma em lei municipal o fluxo integrado de atendimento e proteção às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

A proposta estabelece atuação conjunta entre escolas, unidades de saúde, assistência social, conselhos tutelares, órgãos de segurança pública, direitos humanos, FBG e o Naca para identificação, acolhimento, notificação e encaminhamento dos casos. O texto também prevê protocolos específicos para situações de suspeita, confirmação de violência ou revelação espontânea da vítima.

O projeto oficializa um fluxo que já vinha sendo aplicado pela rede de proteção do município por meio de resolução do CMDCA, buscando garantir mais segurança jurídica, continuidade administrativa e padronização dos atendimentos.

A vereadora Carla Duarte destacou a importância da proposta para fortalecer a atuação integrada da rede municipal. “Esse projeto consolida em lei um trabalho que já vinha sendo realizado pela rede de proteção de Volta Redonda. A proposta fortalece a integração entre os órgãos, organiza os fluxos de atendimento e ajuda a evitar a revitimização de crianças e adolescentes, reduzindo a repetição de relatos traumáticos. Além disso, garante mais segurança jurídica e continuidade a essa política pública de proteção”, afirmou.

Fotos de divulgação – Smas.
Secom/PMVR

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