Atividades são realizadas em 76 grupos de convivência nos 35 Cras do município
Aos 71 anos, Iracy da Silva Campos Pinto já soma 23 anos de participação no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) São Carlos, em Volta Redonda. Nesse período, fez amizades, participou de atividades, passeios e viagens, e encontrou no grupo uma forma de manter uma rotina de encontros e de convivência.
“Eu gosto muito de estar com as pessoas, conversar, participar das atividades e encontrar os meus amigos. Quando a gente cria esse vínculo, passa a esperar pelo próximo encontro. É uma convivência que faz bem e que acaba se tornando parte da nossa vida”, conta Iracy.
A experiência da aposentada é compartilhada por participantes dos 76 grupos do SCFV, mantidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), através do Departamento de Proteção Social Básica em diferentes Cras de Volta Redonda.
A programação inclui rodas de conversa, oficinas, atividades culturais e de lazer, passeios e viagens. As ações são organizadas de acordo com cada grupo e têm como objetivo estimular a participação social e ampliar as oportunidades de convivência. Para a secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques, os encontros também contribuem para prevenir situações de isolamento social.
“Muitas vezes, a pessoa chega para participar de uma atividade, porque foi convidada por um amigo. A partir desse primeiro contato, conhece outras pessoas, passa a participar da programação e cria novas relações. Esses espaços são importantes para a qualidade de vida e para a integração com a comunidade”, afirma.
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é o ponto principal do trabalho do Cras, assim como o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) – ambos compõem a Proteção Social Básica e são desenvolvidas de acordo com as características de cada território e demandas dos bairros. Segundo a diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Cristiane Alves, a iniciativa também tem caráter preventivo.
“A participação em atividades coletivas amplia as relações sociais e fortalece as redes de apoio. Ter com quem conversar, compartilhar experiências e buscar ajuda quando necessário é importante para enfrentar situações de vulnerabilidade”, explica.
A realização do SCFV em diferentes espaços facilita o acesso dos participantes e aproxima as ações da Assistência Social dos bairros. Dessa forma, os encontros integram a programação das unidades socioassistenciais.
Para Iracy, depois de mais de duas décadas, o grupo já faz parte de sua história. “É muito bom estar com os amigos, conversar, participar das atividades e viver esses momentos juntos. A gente acaba criando uma história com o grupo”, afirma.
Fotos de divulgação – Smas.
Secom/PMVR





