Polícia Civil realiza operação contra rede de exploração sexual de adolescentes

Policiais civis da 74ª DP (Alcântara) deflagraram, nesta quarta-feira (28/10), a Operação NXIVM contra um esquema de escravidão sexual de adolescentes. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão contra envolvidos em uma rede criminosa investigada por produzir vídeos de exploração sexual de menores, com registros de estupros coletivos, torturas, ameaças e chantagens. As diligências contam com apoio de diversas unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana. Até o momento, seis criminosos foram capturados.
A investigação teve início em julho, com a prisão de um assessor parlamentar pelo estupro de vulnerável de uma adolescente de 16 anos, em Icaraí, Niterói. Na ocasião, os agentes apreenderam dois notebooks e celulares na casa do preso. A análise dos dispositivos eletrônicos e de imagens de câmeras de segurança permitiu avançar na desarticulação do esquema criminoso.
O trabalho investigativo desvendou uma grande rede de geração de vídeos de pornografia com adolescentes, em esquema de escravidão sexual, na qual os autores se autodenominavam “senhores”, enquanto as vítimas eram tratadas como “escravas”. De acordo com os elementos reunidos, os criminosos produziam registros audiovisuais de violência sexual e utilizavam o material para torturar e ameaçar as adolescentes com a divulgação das imagens. O mecanismo de chantagem, associado a agressões físicas e psicológicas, era empregado para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos.
O caso chegou à 74ª DP após a adolescente procurar a unidade, acompanhada dos pais, para denunciar as violências sofridas. A vítima relatou um cenário de humilhações e sofrimento extremo, com consequências graves para sua integridade física e emocional.
A ação desta quarta-feira tem como objetivo aprofundar a análise das provas reunidas, esclarecer a participação dos envolvidos e identificar outras possíveis vítimas.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio






