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Polícia Civil prende criminoso que lavava dinheiro para o Comando Vermelho durante compras em joalheria de luxo em São Paulo

Por Redação, com informações de Polícia Civil do Estado do Rio
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Polícia Civil prende criminoso que lavava dinheiro para o Comando Vermelho durante compras em joalheria de luxo em São Paulo

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) prenderam, neste sábado (07/11), um bandido conhecido como “Rei da Sucata”. Ele é integrante de uma estrutura empresarial utilizada para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas do Comando Vermelho. O criminoso usava companhia de metais para repassar R$ 4,6 milhões a operador financeiro do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”. O homem foi localizado em um shopping de alto padrão da capital paulista, enquanto fazia compras em uma joalheria de luxo. A ação foi em conjunto com o Grupo de Segurança Institucional do Ministério Público de Minas Gerais (GSI/MPMG) e contou com o apoio do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A investigação da DRE identificou uma estrutura interestadual de movimentação e ocultação de recursos ligada a “Rabicó”, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. O trabalho revelou que empresas do ramo de reciclagem, sucatas e metais foram utilizadas para movimentar valores provenientes do tráfico, por meio de contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie e transferências entre pessoas físicas e jurídicas sem relação econômica aparentemente compatível.

O levantamento financeiro que fundamentou a Operação Contenção, deflagrada em 29 de maio deste ano, identificou movimentações superiores a R$ 453 milhões. Na ocasião, 24 criminosos foram capturados. O preso neste sábado não foi localizado durante aquela fase e permaneceu foragido.

De acordo com a investigação, o preso exercia, de fato, a administração de uma empresa do ramo de fundição de metais não ferrosos, formalmente vinculada a seu pai, também preso em maio. A apuração aponta que a companhia foi inserida na estrutura financeira utilizada para lavar dinheiro da organização criminosa.

A análise de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou transferências da empresa diretamente para contas de um homem apontado como principal operador financeiro de “Rabicó”. Entre abril de 2023 e setembro de 2024, os repasses individualizados somaram aproximadamente R$ 4,6 milhões. A DRE também identificou movimentações de cerca de R$ 1,6 milhão para contas vinculadas a outras empresas do mesmo circuito empresarial.

As apurações indicaram que os recursos percorriam uma rede de empresas e pessoas interpostas antes de serem reinseridos na economia formal. Dessa forma, o dinheiro do tráfico não circulava apenas por contas diretamente ligadas aos integrantes da facção, mas também por negócios aparentemente regulares, especialmente dos setores de reciclagem, sucatas e metais.

A prisão foi resultado de cinco meses de trabalho de inteligência e monitoramento. O criminoso deixou o país e chegou a estar nos Estados Unidos durante o período em que permaneceu foragido. Após a deflagração da operação, os agentes da DRE e do GSI/MPMG acompanharam os deslocamentos do bandido, que também constava em alerta vermelho da Interpol. O trabalho conjunto permitiu identificar seu retorno ao Brasil, no início de outubro, e acompanhar seus movimentos até a prisão em São Paulo.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, empresas, bens e valores relacionados à organização criminosa.

Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio

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