Neste Dia das Mães, história de Raíssa Nascimento, mãe da pequena Alice, de 9 meses, mostra como orientação e cuidado foram decisivos para superar a amamentação e para a decisão de doar leite materno
O que começa, muitas vezes, como um momento de incerteza pode se transformar em um ato de amor capaz de alcançar outras vidas. Neste Dia das Mães, a história de Raíssa do Carmo Alves Silva Nascimento, de 27 anos, moradora do Parque Maíra, em Pinheiral, evidencia o papel fundamental do Banco de Leite Humano de Volta Redonda no acolhimento às mães e no incentivo à doação de leite materno.
Mãe da pequena Alice, hoje com 9 meses, Raíssa enfrentou dificuldades logo nas primeiras semanas após o nascimento da filha. “Eu estava com muita dificuldade de amamentar e sofri bastante nesse início. Foi quando vi no Instagram uma publicação sobre o Banco de Leite e resolvi buscar ajuda”, relembra.
O atendimento imediato foi determinante para mudar sua realidade. “Quando cheguei, estava muito abalada, chorava por não conseguir amamentar. A enfermeira Rosângela me acolheu, disse que ia me ajudar e posicionou a Alice corretamente. Naquele momento, eu consegui amamentar. Foi um alívio muito grande.”
A experiência marcou o início de uma nova fase. Com orientação adequada e acompanhamento profissional, Raíssa ganhou confiança e conseguiu estabelecer a amamentação. “A gente vai aprendendo aos poucos, mas ter alguém ali, que te orienta e te acalma, faz toda a diferença. Eu realmente achei que não conseguiria.”
O suporte do Banco de Leite não parou no primeiro atendimento. Ao longo dos meses, Raíssa continuou recebendo orientações e acompanhamento, fortalecendo não apenas a alimentação da filha, mas também sua segurança como mãe.
“Eles sempre me ajudam, explicam tudo, acompanham. Sou muito grata por todo o auxílio. Hoje vejo a Alice saudável, crescendo bem e lembro de tudo que passei. Sem esse apoio, teria sido muito mais difícil.”
O impacto desse cuidado vai além da relação entre mãe e filha. A partir da experiência positiva, Raíssa também decidiu se tornar doadora de leite materno. “Depois que passei por todo esse processo, percebi o quanto esse apoio é importante. E poder ajudar outras mães e bebês também é uma forma de retribuir.”
Neste Dia das Mães, Raíssa celebra não apenas sua primeira data com a filha nos braços, mas também a superação de um momento delicado com o apoio de uma rede de cuidado. “Ser mãe é algo que a gente não consegue explicar. É intenso, desafiador, mas também muito gratificante. E poder viver isso sabendo que também ajudo outras mães torna tudo ainda mais importante.”
Banco de Leite oferece suporte completo
O Banco de Leite Humano de Volta Redonda, que funciona no Hospital São João Batista (HSJB), oferece todo o suporte necessário às mães, desde o auxílio na amamentação até o acompanhamento das doadoras. A unidade orienta sobre a extração e o armazenamento do leite, além de manter contato contínuo durante todo o processo.
O serviço também fornece um kit com frascos esterilizados e realiza a coleta domiciliar das doações. Após chegar ao banco, o leite é processado e distribuído aos bebês em até 48 horas, garantindo qualidade e segurança alimentar.
Como ser doadora?
Para ser doadora, é necessário estar amamentando, ser saudável, apresentar exames pré ou pós-natal compatíveis com a doação e não fazer uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação.
O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, pelos telefones (24) 3512-8348 e (24) 3512-8305. Em Barra Mansa, o contato é (24) 3512-0719, com funcionamento do posto de coleta das 7h às 14h.
Fotos de Cris Oliveira – Secom/PMVR.





