{"id":9651,"date":"2022-08-09T07:23:00","date_gmt":"2022-08-09T10:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/conquista-do-primeiro-ouro-olimpico-do-volei-completa-30-anos\/"},"modified":"2022-08-09T07:23:00","modified_gmt":"2022-08-09T10:23:00","slug":"conquista-do-primeiro-ouro-olimpico-do-volei-completa-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=9651","title":{"rendered":"Conquista do primeiro ouro ol\u00edmpico do\u00a0v\u00f4lei completa 30 anos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 30 anos, o camisa 1 da sele\u00e7\u00e3o brasileira masculina de v\u00f4lei se preparou para sacar. Ele foi \u00e0 linha de fundo e bateu a bola no ch\u00e3o por quatro vezes. Depois a segurou entre as m\u00e3os, arremessou\u00a0para o alto e saltou, bem alto, fazendo com que sua m\u00e3o direita tocasse na bola.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1660042193_773_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1660042194_935_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A batida foi certeira. A bola chegou \u00e0 quadra advers\u00e1ria com tamanha for\u00e7a e velocidade que foi imposs\u00edvel \u00e0\u00a0Holanda\u00a0defend\u00ea-la. Com o <em>ace<\/em> (ponto de saque) marcado por Marcelo Negr\u00e3o, o Brasil chegou ao 15\u00ba\u00a0ponto no terceiro <em>set<\/em> (\u00e0quela \u00e9poca, as parciais do v\u00f4lei terminavam\u00a0em 15) e ganhou a partida\u00a0por 15&#215;12, 15&#215;8 e 15&#215;5. A vit\u00f3ria, que marcou uma campanha de oito jogos com vit\u00f3rias em Barcelona (Espanha), deu ao pa\u00eds a conquista da primeira medalha de ouro ol\u00edmpica na modalidade.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNegr\u00e3o. Acabou. Acabou. O Brasil ganhou. O Brasil \u00e9 medalha de ouro no voleibol. O melhor voleibol do mundo\u201d, gritou o narrador, emocionado, ao fim\u00a0da partida.<\/p>\n<p>O <em>ace<\/em> de Negr\u00e3o foi comemorado por milhares de torcedores que ligaram a TV naquele dia\u00a09 de agosto\u00a0de 1992. Foi a primeira vez que os brasileiros puderam celebrar a conquista de uma medalha de ouro ol\u00edmpica\u00a0em um esporte coletivo. Depois desse t\u00edtulo, vieram outros. O pr\u00f3prio voleibol ainda trouxe mais quatro medalhas de ouro para o pa\u00eds: em 2004 e 2016, no masculino, e um bicampeonato em 2008 e 2012, no feminino.<\/p>\n<h2>Invicto<\/h2>\n<p>Em 1992, o Brasil foi soberano em quadra. Venceu todos os jogos, perdendo apenas tr\u00eas <em>sets<\/em>: para a Equipe Unificada\u00a0(nome usado por atletas e\u00a0times\u00a0desportivos\u00a0que formavam\u00a0a\u00a0Comunidade dos Estados Independentes\u00a0e que inclu\u00eda a R\u00fassia)\u00a0e para as dif\u00edceis sele\u00e7\u00f5es de Cuba e dos Estados Unidos. O elenco, comandado por Jos\u00e9 Roberto Guimar\u00e3es, teve\u00a0Amauri, Carl\u00e3o, Douglas, Giovane G\u00e1vio, Janelson, Jorge Edson, Marcelo Negr\u00e3o, Maur\u00edcio, Pampa, Paul\u00e3o, Talmo e Tande.<\/p>\n<p>\u201cLembro de tudo como se fosse\u00a0hoje. Lembro de todos os treinamentos, de tudo daquela \u00e9poca. Era uma equipe muito jovem, muito nova. Eu tinha 19 anos. Imagine: agora estou com quase 50\u201d, brincou Marcelo Negr\u00e3o, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>e \u00e0\u00a0<strong>R\u00e1dio Nacional<\/strong>. \u201cFoi um feito hist\u00f3rico, que marcou o nosso esporte e o pa\u00eds. E parece que foi\u00a0ontem\u201d. Para Talmo, levantador reserva de Maur\u00edcio, a equipe marcou \u00e9poca\u00a0e continua sendo grande refer\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0pouco tempo, Negr\u00e3o, que recentemente treinou a equipe do Mogi-SP, teve a chance de rever as partidas pela TV\u00a0junto com os companheiros de sele\u00e7\u00e3o. E diz que gostou do que viu. \u201cAssisti. E gostei demais.\u00a0Sent\u00e1vamos\u00a0[cada um em sua casa], faz\u00edamos\u00a0videochamada\u00a0e a\u00ed todo mundo\u00a0assistia ao jogo\u00a0batendo\u00a0papo, comentando e dando risada. O\u00a0Maur\u00edcio\u00a0falou comigo: \u2018Marcelo, n\u00e3o \u00e9 por nada n\u00e3o, mas voc\u00ea jogava bem&#8217;\u00a0[ele ri]. O\u00a0Maur\u00edcio\u00a0era um cara impressionante.\u00a0Era cada levantada!\u00a0Foi o maior levantador que j\u00e1 tive\u201d.<\/p>\n<p>Embora a sele\u00e7\u00e3o tenha jogado de forma\u00a0a encantar o mundo, o ouro chegou de forma inesperada.\u00a0Negr\u00e3o conta que a equipe\u00a0estava sendo preparada para a Olimp\u00edada seguinte, em Atlanta (Estados Unidos). Quando eles chegaram a Barcelona, em 1992, estavam sem\u00a0muita\u00a0expectativa. \u201cEra a minha primeira Olimp\u00edada. Tudo muito novo\u201d,\u00a0observou.<\/p>\n<p>O descr\u00e9dito inicial, no entanto, transformou-se na melhor campanha do v\u00f4lei brasileiro em uma Olimp\u00edada, com incr\u00edvel vit\u00f3ria nas semifinais sobre os Estados Unidos,\u00a0ent\u00e3o bicampe\u00e3o ol\u00edmpico. Para Negr\u00e3o, foi o jogo mais dif\u00edcil daquela conquista.\u00a0\u201cA escola americana \u00e9 muito dif\u00edcil de ser enfrentada. Eles adotam o princ\u00edpio de estudar muito o advers\u00e1rio. Os outros times estudam, mas eles s\u00e3o fi\u00e9is \u00e0quilo que combinaram, do come\u00e7o ao fim. Se voc\u00ea mudou alguma coisa, eles n\u00e3o mudar\u00e3o. V\u00e3o se adaptar e vai demorar muito para mudarem. Os Estados Unidos fazem doer a cabe\u00e7a\u201d, brincou.<\/p>\n<h2>Fam\u00edlia<\/h2>\n<p>Sob a batuta de Jos\u00e9\u00a0Roberto Guimar\u00e3es, a sele\u00e7\u00e3o brasileira, que fez hist\u00f3ria, uniu-se em torno de um objetivo e criou uma fam\u00edlia. \u201cOs reservas apoiavam os titulares. Eles sabiam que n\u00e3o iam jogar; como n\u00e3o jogaram, n\u00e3o entraram nos principais jogos. Mas estavam apoiando o time, torcendo o tempo inteiro. Estar num grupo em que voc\u00ea sabe que o cara quer derrubar o outro \u00e9 muito desgastante, muito ruim, a energia positiva acaba, n\u00e3o fica um clima bom. Mas conseguimos tirar isso da sele\u00e7\u00e3o brasileira e a\u00ed se criou realmente uma fam\u00edlia\u201d, disse Negr\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo com os holofotes\u00a0sobre a\u00a0equipe titular \u2013\u00a0o que muitas vezes significa tamb\u00e9m menos patroc\u00ednio\u00a0e visibilidade para os reservas -,\u00a0Talmo diz que, naquele momento, o pensamento era concentrado\u00a0em estar sempre bem preparado\u00a0para a eventualidade de\u00a0ter\u00a0que substituir Maur\u00edcio, que chegou a ser considerado o melhor levantador do mundo. \u201cNa minha cabe\u00e7a,\u00a0eu tinha que estar sempre muito bem preparado para suprir uma aus\u00eancia dele. Mas, em nenhum momento, eu torcia para estar no lugar dele&#8217;. Ent\u00e3o, esse foi o grande diferencial de toda a equipe, titulares e reservas: vibr\u00e1vamos com a vit\u00f3ria dos caras dentro de quadra. Bat\u00edamos palmas para que eles pudessem jogar o melhor mas, ao mesmo tempo, t\u00ednhamos que nos qualificar cada vez mais. Era preciso nos preparar e o treinamento era muito puxado. Nos dedic\u00e1vamos para estar todos no mesmo n\u00edvel. E, se precisasse, a gente entraria e conseguiria fazer um bom jogo, com vit\u00f3ria. Se n\u00e3o precisasse, aplaud\u00edamos e \u00edamos at\u00e9 o final. Acho que est\u00e1 a\u00ed a melhor campanha de todos os tempos do voleibol masculino, perdendo s\u00f3 tr\u00eas <em>sets<\/em>\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fam\u00edlia unida, a sele\u00e7\u00e3o inovou no modo de\u00a0jogar voleibol no mundo. \u201cT\u00ednhamos liberdade muito grande para criar. Eu sempre ficava atacando muitas bolas com o Maur\u00edcio e, quando come\u00e7amos a fazer as bolas um pouco mais r\u00e1pidas, o Giovane veio com uma jogada muito r\u00e1pida na ponta, que n\u00e3o existia no mundo. Eu vinha com uma bola r\u00e1pida do fundo, atacando na linha dos\u00a0tr\u00eas metros, o que tamb\u00e9m n\u00e3o existia\u201d, contou Negr\u00e3o.<\/p>\n<p>Algumas dessas jogadas ele guarda no celular para mostrar aos jogadores dos clubes que treina &#8211; inova\u00e7\u00f5es que foram criadas naquela \u00e9poca e que\u00a0hoje\u00a0seus jogadores acham dif\u00edcil realizar. \u201cEra uma bola r\u00e1pida, de dois tempos atr\u00e1s, jogadas que faz\u00edamos &#8211; e eu fiz em jogo, tenho gravado &#8211;\u00a0e dava certo\u201d, lembrou. \u201cO nosso modo de jogo, dois atacantes vindo na mesma bola ao mesmo tempo, era uma coisa que n\u00e3o existia e\u00a0hoje\u00a0tem isso tamb\u00e9m. Conseguimos dar uma revolucionada no voleibol mundial\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ex-levantador reserva da sele\u00e7\u00e3o, Talmo, que foi treinador do Al Hilal (Ar\u00e1bia Saudita) e\u00a0hoje\u00a0se dedica ao Atibaia-SP e tamb\u00e9m ao doutorado,\u00a0lembra ainda que o\u00a0voleibol mudou muito nos \u00faltimos 30 anos. \u201cAcredito que o esporte mudou e mudou numa velocidade r\u00e1pida. T\u00ednhamos um primeiro componente que era a vantagem &#8211; o v\u00f4lei ainda n\u00e3o tinha o ponto corrido -, n\u00e3o havia l\u00edbero e os jogadores de meio de rede, que\u00a0hoje\u00a0saem para a entrada de um l\u00edbero, tinham que fazer parte dentro de quadra. Os atletas precisavam de condi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e t\u00e1tica muito maior na nossa \u00e9poca. Todo mundo tinha que fazer tudo. O esquema t\u00e1tico que o Z\u00e9 arrumou para o time favoreceu a que jog\u00e1ssemos diferente de todas as Olimp\u00edadas, de todas as equipes, at\u00e9\u00a0hoje. Nenhuma equipe jogou com a velocidade que jog\u00e1vamos na \u00e9poca, puxando duas bolas r\u00e1pidas, acelerando o jogo o tempo inteiro\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u00c9 esse esp\u00edrito criativo, essa capacidade que tinham de jogar em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, que os dois atletas veem como resposta \u00e0s atuais sele\u00e7\u00f5es brasileiras. \u201cCom essa mudan\u00e7a do l\u00edbero\u00a0[jogador que atua com camiseta diferente dos outros do mesmo time, com fun\u00e7\u00e3o prioritariamente defensiva],\u00a0os atletas est\u00e3o se especializando muito mais precocemente e deixando de\u00a0ter\u00a0uma experi\u00eancia t\u00e9cnica que os favore\u00e7a em seu desenvolvimento em\u00a0longo prazo. Acho que esse \u00e9 um ponto que temos de pensar, repensar e encontrar maneiras de trabalhar com os atletas jovens para que possam\u00a0ter\u00a0a experi\u00eancia de varia\u00e7\u00e3o de movimentos. Isso dar\u00e1 qualidade a eles em\u00a0m\u00e9dio e longo prazo\u201d, disse Talmo.<\/p>\n<h2>Futuro<\/h2>\n<p>Trinta anos depois, o v\u00f4lei brasileiro se consagrou em quadra e na praia. De equipes vitoriosas comandadas por Z\u00e9 Roberto e Bernardinho, a duplas como Ricardo\/Emanuel e Jaqueline\/Sandra na praia, o Brasil conquistou muitas medalhas e inspirou o mundo. Agora passa por momento de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ciclo vitorioso, Bernardinho, por exemplo, foi substitu\u00eddo por Renan dal Zotto no comando t\u00e9cnico da equipe masculina. Z\u00e9 Roberto segue como t\u00e9cnico\u00a0da sele\u00e7\u00e3o\u00a0feminina, a \u00fanica a conquistar uma medalha o v\u00f4lei na \u00faltima\u00a0Olimp\u00edada: a prata em T\u00f3quio (Jap\u00e3o). O v\u00f4lei de praia, que sempre\u00a0rendeu\u00a0p\u00f3dios ao Brasil desde que come\u00e7ou\u00a0a fazer parte dos jogos, em 1996, passou em branco pela primeira vez.<\/p>\n<p>Para Negr\u00e3o, o que anda faltando no voleibol brasileiro \u00e9 inova\u00e7\u00e3o, a mesma caracter\u00edstica que o fez conquistar o primeiro ouro brasileiro na modalidade. \u201cEst\u00e1 faltando inovar. N\u00e3o em termos de jogadores, mas no modo de jogo. Acho que precisa soltar mais o jogador para ter a criatividade e implementar o fator surpresa que a gente sempre teve. Hoje,\u00a0estamos jogando de igual para igual com todo o mundo. E a\u00ed vai depender muito do dia, como o cara est\u00e1, como o cara do outro time est\u00e1. O jogo fica igual, muito parecido. Acho que essa inova\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Para o atleta, n\u00e3o \u00e9 falta de apoio, nem falta de treino. \u00c9 tempo, \u00e9 maturidade para poder melhor nas olimp\u00edadas\u201d, afirmou\u00a0o ex-oposto.<\/p>\n<p>\u201cNo feminino,\u00a0eu trabalhei com algumas atletas que t\u00eam potencial e precisam de tempo de matura\u00e7\u00e3o e, assim como no masculino, o feminino passa por renova\u00e7\u00e3o. Esse processo \u00e0s vezes d\u00f3i um pouco, \u00e0s vezes n\u00e3o est\u00e1 pronto, precisa ser constru\u00eddo. Precisamos\u00a0paci\u00eancia com essa reconstru\u00e7\u00e3o. Temos pessoas extremamente competentes dirigindo as sele\u00e7\u00f5es. O Z\u00e9 Roberto e o Renan, com as suas equipes, certamente t\u00eam qualidade \u00edmpar, \u00fanica e respeitada no mundo inteiro. Acho que n\u00f3s, no Brasil, temos que respeitar e entender esse processo\u201d, acrescentou Talmo.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do autor do \u00faltimo ponto brasileiro em 1992, as\u00a0sele\u00e7\u00f5es masculina e feminina de quadra e de praia chegar\u00e3o bem a Paris (Fran\u00e7a), pr\u00f3ximo destino ol\u00edmpico, em 2024. \u201cAt\u00e9 uma semifinal o Brasil vai, seja de v\u00f4lei de quadra ou de praia, masculino ou feminino\u201d.<\/p>\n<p>Em junho deste ano, Marcelo Negr\u00e3o concedeu entrevista ao programa <em>Sem Censura<\/em>, da <strong>TV Brasil<\/strong>, sobre a conquista do ouro ol\u00edmpico.\u00a0O programa pode ser assistido\u00a0no<em> <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/sem-censura\/2022\/06\/marcelo-negrao-relembra-conquistas-e-desafios-no-volei\">site<\/a><\/em><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/sem-censura\/2022\/06\/marcelo-negrao-relembra-conquistas-e-desafios-no-volei\">\u00a0do programa<\/a>.\u00a0 \u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Elaine Patricia Cruz e Lincoln Chaves \u2013 Rep\u00f3rteres da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-08\/conquista-do-primeiro-ouro-olimpico-do-volei-completa-30-anos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 30 anos, o camisa 1 da sele\u00e7\u00e3o brasileira masculina de v\u00f4lei se preparou para sacar. 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