{"id":8180,"date":"2022-07-13T10:10:00","date_gmt":"2022-07-13T13:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/coluna-em-casa-basquete-paralimpico-do-brasil-mira-topo-da-america\/"},"modified":"2022-07-13T10:10:00","modified_gmt":"2022-07-13T13:10:00","slug":"coluna-em-casa-basquete-paralimpico-do-brasil-mira-topo-da-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=8180","title":{"rendered":"Coluna &#8211; Em casa, basquete paral\u00edmpico do Brasil mira topo da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O primeiro grande desafio do basquete em cadeira de rodas brasileiro rumo \u00e0 Paralimp\u00edada de Paris (Fran\u00e7a), em 2024, ap\u00f3s ficar fora dos Jogos de T\u00f3quio (Jap\u00e3o), no ano passado, come\u00e7a nesta quarta-feira (13). A partir das 15h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia), a sele\u00e7\u00e3o feminina estreia na Copa Am\u00e9rica da modalidade, diante do Canad\u00e1. Mais tarde, \u00e0s 19h, ser\u00e1 a vez da equipe masculina debutar, tamb\u00e9m contra os canadenses.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1657785197_176_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1657785197_719_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O evento ser\u00e1 no Centro de Treinamento Paral\u00edmpico, em S\u00e3o Paulo. A entrada \u00e9 gratuita e pode ser adquirida mediante cadastro. O equipamento fica no quil\u00f4metro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, zona sul de S\u00e3o Paulo. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhar <em>online<\/em>, no canal da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC) no YouTube. A cerim\u00f4nia de abertura ser\u00e1 \u00e0s 17h, mas a bola j\u00e1 subiu pela manh\u00e3, com Venezuela e Porto Rico abrindo o torneio masculino.<\/p>\n<p>A Copa Am\u00e9rica re\u00fane sete sele\u00e7\u00f5es no torneio dos homens e oito no das mulheres. Os quatro participantes mais bem colocados no masculino e os tr\u00eas no feminino garantem lugar no Campeonato Mundial de Dubai (Emirados \u00c1rabes Unidos), em novembro.<\/p>\n<p>Na primeira fase da Copa Am\u00e9rica, as equipes est\u00e3o divididas em dois grupos, onde jogam entre si. Todos v\u00e3o \u00e0 fase seguinte no masculino, com os duelos servindo para definir os confrontos eliminat\u00f3rios. O l\u00edder do Grupo A (o \u00fanico que possui quatro times) vai direto \u00e0s semifinais. No feminino, somente os dois primeiros de cada chave se classificam \u00e0 semifinal.<\/p>\n<p>Entre os homens, o Brasil figura no Grupo B. Al\u00e9m do Canad\u00e1, tr\u00eas vezes campe\u00e3o paral\u00edmpico, a Argentina (atual campe\u00e3 sul-americana) integra a chave. O M\u00e9xico seria o quarto membro, mas desistiu do torneio. No Grupo A, est\u00e3o Estados Unidos (nove ouros em Paralimp\u00edadas, inclusive em T\u00f3quio), Venezuela, Porto Rico e Col\u00f4mbia. Esta \u00faltima venceu os brasileiros nas quartas de final dos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), em 2019, que serviram de classificat\u00f3rio para o megaevento no Jap\u00e3o. Os colombianos foram dirigidos pela paulista Ana Cardoso, que assumiu a sele\u00e7\u00e3o masculina verde e amarela ap\u00f3s a competi\u00e7\u00e3o em solo nip\u00f4nico.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil, hoje, ainda n\u00e3o est\u00e1 no cen\u00e1rio que deveria no basquete em cadeira de rodas. Outras sele\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica est\u00e3o passando. Ent\u00e3o, temos de voltar a esse cen\u00e1rio, ter uma representatividade e galgar nosso espa\u00e7o. Temos de estar atentos \u00e0 nossa chave, primeiro, depois pensar nos cruzamentos. \u00c9 um campeonato de alto n\u00edvel e o Brasil est\u00e1 crescendo&#8221;, disse Ana, que tamb\u00e9m j\u00e1 trabalhou no basquete para cadeirantes na It\u00e1lia e na Let\u00f4nia, \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>No feminino, as anfitri\u00e3s ter\u00e3o Bol\u00edvia, Guatemala e Canad\u00e1 como advers\u00e1rias, tamb\u00e9m pelo Grupo B. As canadenses, rivais da estreia, s\u00e3o as atuais campe\u00e3s parapan-americanas, respons\u00e1veis por deixarem o Brasil fora de T\u00f3quio e despontam como principais concorrentes na primeira fase. No Grupo A, aparecem Estados Unidos (tetracampe\u00f5es paral\u00edmpicos), Argentina, Chile e M\u00e9xico. As brasileiras, assim como no masculino, est\u00e3o sob nova dire\u00e7\u00e3o desde o segundo semestre do ano passado. O atual treinador \u00e9 Rog\u00e9rio Pinheiro, que estreou com o t\u00edtulo sul-americano, alcan\u00e7ado na capital argentina Buenos Aires, contra as donas da casa.<\/p>\n<p>&#8220;A gente fez teste com quase 30 atletas diferentes para chegar no grupo que est\u00e1 hoje. Al\u00e9m da vaga para o Mundial, tem a situa\u00e7\u00e3o das meninas quererem subir mais um degrau. Elas sempre v\u00eam chegando em segundo ou terceiro [na Copa Am\u00e9rica]. Talvez, seja a nossa hora, aproveitarmos que estaremos dentro de casa, ter a for\u00e7a da torcida empurrando o time para, quem sabe, subirmos esse degrau&#8221;, comentou Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p>Tanto Ana como Rog\u00e9rio tiveram a miss\u00e3o de renovar as respectivas sele\u00e7\u00f5es na jornada rumo \u00e0 Paris. A masculina, segundo a treinadora, tem metade do elenco formada por caras novas. Algumas, inclusive, fizeram parte do grupo que se classificou para o Campeonato Mundial sub-23 (na Tail\u00e2ndia, ainda este ano, sem data definida), como S\u00e9rgio J\u00fanior (18 anos) e Cristiano Clemente (23 anos). A outra metade \u00e9 de veteranos, como Anderson Ferreira, de 43 anos, que ap\u00f3s 16 anos defendendo o Brasil, sonha chegar \u00e0 primeira Paralimp\u00edada da carreira.<\/p>\n<p>&#8220;Por mais que alguns de n\u00f3s j\u00e1 tenham experi\u00eancia, depois do baque que tomamos [por ficar fora de T\u00f3quio], a gente come\u00e7ou do zero. O processo que estamos fazendo aqui \u00e9 para chegarmos ao Mundial e buscar um lugar entre os quatro melhores. Enquanto estiver treinando no alto rendimento, buscarei esse sonho [de ir a uma Paralimp\u00edada]. E sonho alto, quero voltar com medalha&#8221;, projetou Anderson.<\/p>\n<p>No time feminino, de acordo com Rog\u00e9rio, seis das 12 convocadas j\u00e1 representaram o pa\u00eds anteriormente em Copas Am\u00e9ricas e outras seis disputar\u00e3o o torneio pela primeira vez. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do torneio ocorreu h\u00e1 cinco anos, em Cali (Col\u00f4mbia). Na ocasi\u00e3o, as mulheres conquistaram a medalha de bronze e a equipe masculina ficou em quarto. Ambos se classificaram para o Mundial de 2018, em Hamburgo (Alemanha).<\/p>\n<p>&#8220;A gente v\u00eam em uma crescente. Cada competi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia, um aprendizado, para que a gente n\u00e3o cometa os mesmos erros. Estamos muito esperan\u00e7osas, trabalhando muito f\u00edsica e taticamente, onde a gente, \u00e0s vezes, deixa a desejar, acho que pelo nervosismo. Estamos trabalhando isso para entrarmos mais centradas e desenvolvermos um \u00f3timo trabalho&#8221;, concluiu Perla Assun\u00e7\u00e3o, dez anos de sele\u00e7\u00e3o e eleita a melhor jogadora do pa\u00eds no ano passado, no Pr\u00eamio Paral\u00edmpicos.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da EBC<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-07\/coluna-em-casa-basquete-paralimpico-do-brasil-mira-topo-da-america\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro grande desafio do basquete em cadeira de rodas brasileiro rumo \u00e0 Paralimp\u00edada de Paris (Fran\u00e7a), em 2024, ap\u00f3s ficar fora dos Jogos de T\u00f3quio (Jap\u00e3o), no ano passado, come\u00e7a nesta quarta-feira (13). A partir das 15h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia), a sele\u00e7\u00e3o feminina estreia na Copa Am\u00e9rica da modalidade, diante do Canad\u00e1. 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