{"id":7995,"date":"2022-07-07T16:22:00","date_gmt":"2022-07-07T19:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/brasil-celebra-dia-mundial-do-chocolate-com-7o-lugar-em-exportacao\/"},"modified":"2022-07-07T16:22:00","modified_gmt":"2022-07-07T19:22:00","slug":"brasil-celebra-dia-mundial-do-chocolate-com-7o-lugar-em-exportacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=7995","title":{"rendered":"Brasil celebra Dia Mundial do Chocolate com 7\u00ba lugar em exporta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>Dados da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil) confirmam que o momento \u00e9 de celebra\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds neste dia 7, quando se comemora o Dia Mundial do Chocolate. O Brasil \u00e9 o 7\u00ba maior produtor de cacau no mundo e ocupa tamb\u00e9m a 7\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os maiores exportadores do produto e seus derivados.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1657224009_749_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1657224010_405_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias Processadoras de Cacau (AIPC), o Brasil exportou, no ano passado, 33,521 mil toneladas de chocolates e 54,756 mil toneladas de derivados do cacau, gerando US$ 226 milh\u00f5es de d\u00f3lares. O principal destino do chocolate brasileiro \u00e9 a Argentina, que \u00e9 seguida por Estados Unidos e Chile.\u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas de cacau, o volume vendido, em 2021, chegou a 567 toneladas, com expectativa de aumentar para 655 toneladas este ano.<\/p>\n<p>Ainda segundo a AIPC, no per\u00edodo de janeiro a maio de 2022, foram exportadas pelo Brasil 14,038 mil toneladas de chocolates, 20,232 mil toneladas de derivados e 273 mil toneladas de am\u00eandoas de cacau.<\/p>\n<p>A Apex salientou que no cen\u00e1rio do chocolate, que \u00e9 um dos doces mais consumidos em todo o mundo, o cacau fino produzido na Amaz\u00f4nia \u00e9 considerado um dos melhores. Em 2021, tr\u00eas produtores de cacau brasileiros foram premiados entre os 50 melhores do mundo no <em>Cocoa of Excellence Awards<\/em>. Tamb\u00e9m nesse ano, o chocolate belga Nicolas, produzido com am\u00eandoas do Par\u00e1, ficou em segundo lugar na premia\u00e7\u00e3o do concurso <em>Belgium Chocolate Awards<\/em> <em>2022<\/em>.<\/p>\n<h2>Internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A ApexBrasil promove a internacionaliza\u00e7\u00e3o do chocolate nacional, por meio do projeto setorial Brasil <em>Sweets <\/em>&amp;<em> Snacks<\/em>, desenvolvido desde 1998 em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras da Ind\u00fastria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). O projeto objetiva promover a imagem do cacau brasileiro como mat\u00e9ria-prima de qualidade para a produ\u00e7\u00e3o de chocolates finos e facilitar o acesso de empresas e produtores do setor aos principais mercados internacionais. A participa\u00e7\u00e3o em feiras e eventos no exterior \u00e9 uma das principais a\u00e7\u00f5es do projeto.<\/p>\n<p>Este ano, o Brasil <em>Sweets<\/em> &amp; <em>Snacks<\/em> levou seis empresas brasileiras do setor para participar da maior e mais importante feira de doces e biscoitos do mundo, realizada anualmente na Alemanha, a ISM Col\u00f4nia, quando foram gerados US$ 1,3 milh\u00e3o em neg\u00f3cios imediatos. Outras cinco empresas brasileiras participaram da maior exposi\u00e7\u00e3o de confeitaria e lanches na Am\u00e9rica do Norte, a <em>Sweets<\/em> &amp; <em>Snacks<\/em>, em Chicago. Ali, foram gerados US$ 580 mil em neg\u00f3cios imediatos e US$ 6 milh\u00f5es em expectativas de neg\u00f3cios para os pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Em Budapeste, na Hungria, a International Peanut Forum (IPF) recebeu quatro empresas brasileiras, com gera\u00e7\u00e3o de US$ 9,3 milh\u00f5es em neg\u00f3cios imediatos. Ainda neste m\u00eas de julho, o projeto levar\u00e1 empresas brasileiras para a feira Snackex, em Hamburgo, Alemanha; para o \u2018Salon du Chocolat\u2019, em Paris, Fran\u00e7a; e para a \u2018ISM Middle East\u2019, em Dubai, Emirados \u00c1rabes. O presidente-executivo da Abicab, Ubiracy Fonseca, destacou que \u201cabsorvemos recentemente o cacau fino e o \u2018tree e bean to bar\u2019 (da \u00e1rvore e do gr\u00e3o \u00e0 barra) em nosso Projeto Brasil Sweets &amp; Snacks. Estamos construindo um planejamento estrat\u00e9gico para 2023\/2024 e a ideia \u00e9 inserir um maior n\u00famero de a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o comercial. Queremos levar empresas brasileiras para exportar e\/ou promover a imagem do cacau fino brasileiro no mundo\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Reconhecimento<\/h2>\n<p>A gerente do Agroneg\u00f3cio da ApexBrasil, Paula Soares, lembrou que o Brasil foi reconhecido pela <em>International Cocoa Organization<\/em>\u00a0(ICCO) como produtor de cacau fino de aroma para exporta\u00e7\u00e3o em 2019. Ela considera esse reconhecimento importante para a competitividade do cacau brasileiro no mercado internacional. Ressaltou, por\u00e9m, que \u201cuma vez que o t\u00edtulo foi chancelado em meio \u00e0 pandemia, somente agora trabalharemos de forma mais robusta na sua divulga\u00e7\u00e3o. Este selo possibilita maior visibilidade, credibilidade e interesse no produto brasileiro, gerando mais oportunidades de neg\u00f3cios para os produtores\u201d, disse Paula Soares.<\/p>\n<p>O sucesso do produto nacional \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 qualidade da mat\u00e9ria-prima brasileira, a tecnologias de produ\u00e7\u00e3o inovadoras, <em>terroir<\/em>\u00a0diferenciado e ao est\u00edmulo e capacita\u00e7\u00e3o para a internacionaliza\u00e7\u00e3o realizados pelas a\u00e7\u00f5es da ApexBrasil. O termo franc\u00eas <em>terroir<\/em>\u00a0significa um conjunto de informa\u00e7\u00f5es adquiridas pelo produto, desde a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, qualidade do manejo, clima, cultura, hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o, que influenciam nas caracter\u00edsticas sensoriais. Tal qual o vinho, o cacau carrega caracter\u00edsticas do \u2018terroir\u2019, que s\u00e3o evidenciadas no chocolate, sustentou a ApexBrasil.<\/p>\n<h2>Qualifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A ApexBrasil tamb\u00e9m auxilia produtores de cacau a se destacarem e alcan\u00e7arem novos mercados por meio do Programa de Qualifica\u00e7\u00e3o para Exporta\u00e7\u00e3o (PEIEX). Exemplo disso \u00e9 a marca Cacau do Cerrado, do grupo Schmidt, que desenvolveu, no oeste da Bahia, uma nova tecnologia de reprodu\u00e7\u00e3o de cacaueiros no viveiro BioBrasil. Com apoio do projeto, a marca est\u00e1 preparada para exportar o produto.<\/p>\n<p>O PEIEX ajuda empresas a iniciarem o processo de exporta\u00e7\u00e3o de forma planejada e segura, informou a Apex, por meio de sua assessoria de imprensa. \u00c9 implementado em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds por meio de parcerias com institui\u00e7\u00f5es de ensino, entre as quais universidades, parques tecnol\u00f3gicos ou funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa, al\u00e9m de federa\u00e7\u00f5es da Ind\u00fastria, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela aplica\u00e7\u00e3o da metodologia do projeto na qualifica\u00e7\u00e3o de empresas.<\/p>\n<h2>Lideran\u00e7as<\/h2>\n<p>A Bahia e o Par\u00e1 s\u00e3o os maiores produtores de cacau no Brasil, respondendo por 90% da produ\u00e7\u00e3o nacional. O cacau brasileiro \u00e9 produzido com hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o, e em sistemas agroflorestais que preservam a mata Atl\u00e2ntica e a Amaz\u00f4nia, onde s\u00e3o produzidos. O presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca, informou que existem diversas variedades de cacau. Dependendo da regi\u00e3o onde s\u00e3o produzidos, elas possuem um <em>terroir<\/em>\u00a0diferenciado, \u201cisto \u00e9, um <em>terroir<\/em>\u00a0que s\u00f3 h\u00e1 no Brasil. Toda essa qualidade do cacau se reflete na produ\u00e7\u00e3o dos chocolates, seja de forma industrial ou artesanal, conferindo-lhes sabor, qualidade e reconhecimento, atrav\u00e9s de premia\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, explicou Fonseca.<\/p>\n<h2>Trimestre<\/h2>\n<p>Dados da Abicab, coletados pela KPMG, revelam que a ind\u00fastria de chocolate apresentou, no primeiro trimestre de 2022, expans\u00e3o de 6% na produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Foram produzidas 201 mil toneladas, contra 189 mil toneladas, em 2021. O setor gera cerca de 20 mil empregos diretos, no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O presidente da Abicab indicou que a retomada dos patamares de produ\u00e7\u00e3o vem ocorrendo de forma gradativa e sinaliza para bons resultados futuros. Afirmou que \u00e9 vital para o crescimento e manuten\u00e7\u00e3o do setor entregar produtos de qualidade com pr\u00e1ticas respons\u00e1veis. \u201cPor isso, as ind\u00fastrias investem na cadeia produtiva e, tamb\u00e9m em seu portf\u00f3lio, para atender os consumidores, focando constantemente em inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a ComexStat\u00a0(sistema para consultas e extra\u00e7\u00e3o de dados do com\u00e9rcio exterior brasileiro), o Brasil exportou para mais de 169 pa\u00edses em 2021, totalizando valor aproximado de US$ 610,9 milh\u00f5es. \u201cEstamos otimistas para este ano, com a produ\u00e7\u00e3o de chocolate crescendo 6% neste primeiro trimestre\u201d, refor\u00e7ou Fonseca.<\/p>\n<p>No ano passado, a ind\u00fastria de chocolate somou 693 mil toneladas produzidas, segundo dados da Abicab, coletados pela KPMG. O \u00edndice aponta para evolu\u00e7\u00e3o em torno de 36%, comparativamente ao mesmo per\u00edodo de 2020, quando a produ\u00e7\u00e3o foi de 510 mil toneladas.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es do Instituto Kantar, a ind\u00fastria de chocolates teve faturamento estimado de R$ 13 bilh\u00f5es, em 2021, com alta de 15,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2020.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o fale sobre expectativas, Ubiracy Fonseca admitiu que, pelos resultados obtidos no final de 2021 e agora neste primeiro trimestre, \u00e9 poss\u00edvel notar que o mercado vem se recuperando gradativamente desde o come\u00e7o da pandemia. Isso \u00e9 explicado porque \u201cas ind\u00fastrias est\u00e3o sempre evoluindo junto com sua cadeia de produ\u00e7\u00e3o e procurando trazer novidades e inova\u00e7\u00f5es para os consumidores, acompanhando muito de perto a evolu\u00e7\u00e3o do perfil do p\u00fablico-alvo e mudan\u00e7a de comportamento para atender suas prefer\u00eancias e necessidades\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-07\/brasil-celebra-dia-mundial-do-chocolate-com-7o-lugar-em-exportacao\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Dados da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil) confirmam que o momento \u00e9 de celebra\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds neste dia 7, quando se comemora o Dia Mundial do Chocolate. 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