{"id":73864,"date":"2026-08-08T10:36:00","date_gmt":"2026-08-08T13:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73864"},"modified":"2026-08-08T10:36:00","modified_gmt":"2026-08-08T13:36:00","slug":"organizacoes-pedem-mais-agilidade-no-diagnostico-da-ame-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73864","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es pedem mais agilidade no diagn\u00f3stico da AME no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p><strong>Agosto \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). Entidades que representam pacientes alertam que a demora no diagn\u00f3stico e no in\u00edcio do tratamento da doen\u00e7a no Brasil pode comprometer a preserva\u00e7\u00e3o dos movimentos.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786207058_882_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786207058_429_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname) mostram que o diagn\u00f3stico da AME tipo 1 ocorre, em m\u00e9dia, aos 5 meses e 5 dias de vida. Entre a confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e o in\u00edcio do tratamento, o tempo m\u00e9dio de espera \u00e9 de 1,7 ano. Em outros pa\u00edses, esse intervalo pode ser inferior a um m\u00eas.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o instituto, um dos principais entraves \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.154\/2021, que ampliou o n\u00famero de doen\u00e7as rastreadas pelo teste do pezinho no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Cinco anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da norma, apenas Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul realizam a triagem ampliada. Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul est\u00e3o em fase de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade estabeleceu prazo at\u00e9 2030 para concluir a amplia\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Triagem Neonatal em todo o pa\u00eds. A AME, entretanto, est\u00e1 prevista apenas na \u00faltima etapa de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a presidente do Iname, Diovana Loriato, o diagn\u00f3stico precoce \u00e9 determinante para evitar perdas motoras irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>&#8220;A perda de neur\u00f4nios motores na AME tipo 1 \u00e9 r\u00e1pida e ocorre principalmente nos primeiros meses de vida. O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 a \u00fanica forma de evitar essa cascata de perdas.&#8221;<\/strong><\/p>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>O Cadastro Nacional da AME, que funciona como um censo da doen\u00e7a no Brasil, mostra altos \u00edndices de judicializa\u00e7\u00e3o para garantir o acesso ao tratamento.<\/p>\n<p><strong>Entre os pacientes com AME tipos 1 e 2, 39% s\u00f3 iniciaram o tratamento ap\u00f3s recorrer \u00e0 Justi\u00e7a. Na AME tipo 3, que ainda n\u00e3o tem tratamento dispon\u00edvel no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), esse percentual chega a 73,9%.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um exemplo do impacto do diagn\u00f3stico precoce \u00e9 a hist\u00f3ria da fam\u00edlia de Keila Barbosa Pereira Mendes, de 35 anos. Seus dois filhos, Heitor, de 6 anos, e Heloisa, de 4, t\u00eam AME tipo 1, mas tiveram desfechos distintos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;O Heitor foi diagnosticado aos tr\u00eas meses, ap\u00f3s uma parada respirat\u00f3ria. Foi encaminhado para a UTI, onde foi entubado e passou por traqueostomia. Ele vive em um hospital de Teresina por causa dos cuidados m\u00e9dicos. Ele n\u00e3o anda, n\u00e3o fala&#8221;, conta<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Quando a Heloisa nasceu, ela fez o teste gen\u00e9tico imediatamente. Com 15 dias, tivemos o resultado e, seis dias depois, ela j\u00e1 iniciou o tratamento. Ela n\u00e3o tem nenhum sintoma de AME, caminha, pula, vai \u00e0 escola. \u00c9 uma menina muito independente. S\u00e3o realidades totalmente diferentes&#8221;, acrescenta.<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil disp\u00f5e de terapias de alta tecnologia para o tratamento da AME, doen\u00e7a que ainda n\u00e3o tem cura. A Zolgensma, por exemplo, \u00e9 uma terapia g\u00eanica de dose \u00fanica oferecida pelo SUS e tem custo estimado em R$ 7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar disso, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter respiradores e outros equipamentos necess\u00e1rios ao tratamento domiciliar, o que faz com que alguns permane\u00e7am internados por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o da jornalista T\u00e2mara Freire<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><br \/>\n            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Alice Rodrigues*<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-08\/organizacoes-pedem-mais-agilidade-no-diagnostico-da-ame-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agosto \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). 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