{"id":73860,"date":"2026-08-08T10:41:00","date_gmt":"2026-08-08T13:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73860"},"modified":"2026-08-08T10:41:00","modified_gmt":"2026-08-08T13:41:00","slug":"controle-do-colesterol-deve-comecar-na-infancia-alerta-cardiologista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73860","title":{"rendered":"Controle do colesterol deve come\u00e7ar na inf\u00e2ncia, alerta cardiologista"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>No <strong>Dia Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Colesterol, comemorado neste s\u00e1bado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, refor\u00e7a que investir em preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor forma de evitar complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786199799_793_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786199799_786_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, <strong>o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas fa\u00e7am a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade<\/strong>. &#8220;O conselho que eu dou \u00e9 que todo mundo fa\u00e7a um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Alves, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental adotar h\u00e1bitos saud\u00e1veis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte n\u00edveis altos de colesterol, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar acompanhamento m\u00e9dico e seguir corretamente o tratamento prescrito.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o v\u00e1 atr\u00e1s de m\u00e9dicos que falam na internet para n\u00e3o tomar rem\u00e9dios contra colesterol, porque isso \u00e9 uma fal\u00e1cia&#8221;, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complica\u00e7\u00f5es. &#8220;Assim como acontece com diabetes e hipertens\u00e3o, o colesterol volta a subir quando a medica\u00e7\u00e3o \u00e9 suspensa.&#8221;<\/p>\n<h2>Dieta carn\u00edvora<\/h2>\n<p>A Sociedade Brasileira de Cardiologia tamb\u00e9m alerta que o colesterol elevado est\u00e1 associado a h\u00e1bitos de vida que comprometem n\u00e3o apenas a sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o, mas o metabolismo como um todo.<\/p>\n<p>Para Alves, a chamada dieta carn\u00edvora \u2014 baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal \u2014 n\u00e3o \u00e9 indicada para reduzir o colesterol.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo o cardiologista, uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel deve ser equilibrada, com prote\u00ednas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma\u00a0dieta baseada apenas em carne \u00e9 rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os n\u00edveis de LDL. Al\u00e9m disso, esse tipo de alimenta\u00e7\u00e3o pode aumentar o \u00e1cido \u00farico e favorecer a forma\u00e7\u00e3o de placas de gordura nas art\u00e9rias, elevando o risco cardiovascular.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 uma dieta aconselh\u00e1vel&#8221;, resumiu.<\/p>\n<h2>Estilo de vida<\/h2>\n<p><strong>Para reduzir o colesterol, a primeira recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 investir em alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e atividade f\u00edsica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, al\u00e9m da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A pior gordura que tem \u00e9 essa&#8221;, disse, referindo-se \u00e0 gordura trans.<\/p>\n<p><strong>O especialista explicou que mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da subst\u00e2ncia \u00e9 produzida pelo pr\u00f3prio organismo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alves pontuou que quando os n\u00edveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg\/dL), entretanto, h\u00e1 forte indica\u00e7\u00e3o de origem gen\u00e9tica. Nesses casos, al\u00e9m das mudan\u00e7as no estilo de vida, \u00e9 necess\u00e1rio tratamento medicamentoso.<\/strong><\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica tamb\u00e9m \u00e9 essencial. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 acumular entre 150 e 300 minutos de exerc\u00edcios por semana.<\/p>\n<p>O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglic\u00e9rides, gordura associada ao processo inflamat\u00f3rio das art\u00e9rias.<\/p>\n<p>&#8220;O processo de aterosclerose n\u00e3o acontece apenas pelo ac\u00famulo de gordura, mas tamb\u00e9m pela inflama\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O estresse tamb\u00e9m pode contribuir para elevar a press\u00e3o arterial e prejudicar o controle do colesterol.<\/p>\n<h2>Estatinas<\/h2>\n<p><strong>Nos casos de hipercolesterolemia de origem gen\u00e9tica, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um m\u00e9dico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;O paciente n\u00e3o deve interromper esse tratamento&#8221;, refor\u00e7ou.<\/strong><\/p>\n<p>Caso a estatina isoladamente n\u00e3o seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo m\u00e9dico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.<\/p>\n<p>Segundo Alves, atualmente existem vers\u00f5es gen\u00e9ricas das estatinas, que se tornaram mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Ele lamentou, por\u00e9m, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Vejo muitas pessoas, inclusive m\u00e9dicos, dizendo que colesterol n\u00e3o existe ou que estatinas fazem mal. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Muitas vezes \u00e9 marketing pessoal.&#8221;, avaliou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O cardiologista destacou que as evid\u00eancias cient\u00edficas sobre os benef\u00edcios das estatinas s\u00e3o consistentes h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 evid\u00eancias robustas de redu\u00e7\u00e3o de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doen\u00e7a cardiovascular.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo ele, a desinforma\u00e7\u00e3o sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares.<\/strong><\/p>\n<h2>Hipercolesterolemia familiar<\/h2>\n<p>Alves chamou aten\u00e7\u00e3o para a hipercolesterolemia familiar, doen\u00e7a gen\u00e9tica que pode provocar n\u00edveis extremamente elevados de colesterol ainda na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Existem casos em que crian\u00e7as apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coron\u00e1rias ainda na inf\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>Quanto mais cedo o diagn\u00f3stico e o in\u00edcio do tratamento, maiores s\u00e3o as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.<\/p>\n<h2>Obesidade<\/h2>\n<p>O cardiologista explicou que a obesidade est\u00e1 relacionada principalmente \u00e0 s\u00edndrome metab\u00f3lica, condi\u00e7\u00e3o que costuma estar associada a diabetes, hipertens\u00e3o e aumento da gordura abdominal.<\/p>\n<p>Essa gordura favorece altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que podem atingir \u00f3rg\u00e3os como f\u00edgado, rins e p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente n\u00e3o faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.<\/p>\n<h2>Fatores de risco<\/h2>\n<p><strong>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertens\u00e3o formam os principais fatores de risco para essas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>A obesidade tamb\u00e9m vem ganhando import\u00e2ncia diante do crescimento de sua incid\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Eu diria que ela j\u00e1 \u00e9 o quinto fator de risco&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas art\u00e9rias, aumentando o risco de infarto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da obesidade, outras doen\u00e7as inflamat\u00f3rias cr\u00f4nicas, como l\u00fapus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal, tamb\u00e9m podem contribuir para altera\u00e7\u00f5es nas art\u00e9rias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido \u00e0 menor frequ\u00eancia desses casos.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-08\/controle-do-colesterol-deve-comecar-na-infancia-alerta-cardiologista\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Colesterol, comemorado neste s\u00e1bado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, refor\u00e7a que investir em preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor forma de evitar complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares. 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