{"id":73398,"date":"2026-07-28T15:29:00","date_gmt":"2026-07-28T18:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73398"},"modified":"2026-07-28T15:29:00","modified_gmt":"2026-07-28T18:29:00","slug":"quase-metade-dos-jovens-argentinos-vive-em-vulnerabilidade-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=73398","title":{"rendered":"Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade social"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p><strong>Quase a metade (48,9%) dos jovens da Argentina vivem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, afirma pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA) divulgada nesta semana. Isso representa 4,1 milh\u00f5es de pessoas.\u00a0<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1785267009_162_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1785267010_892_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O estudo entende como\u00a0jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade quem tem\u00a0entre 18 e 29 anos, com algum n\u00edvel de \u201cpobreza econ\u00f4mica\u201d ou n\u00e3o terminou\u00a0os estudos b\u00e1sicos, tendo conclu\u00eddo, no m\u00e1ximo, o ensino fundamental.<\/p>\n<p><strong>Dos jovens vulner\u00e1veis, 57% afirmam que o dinheiro fruto do trabalho n\u00e3o chega ao final do m\u00eas e apenas 24,8%\u00a0continuam estudando.<\/strong> Ainda segundo o levantamento, dois em cada dez jovens argentinos n\u00e3o estudam, nem trabalham, enquanto 30% est\u00e3o desempregados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do desemprego, depress\u00e3o e uso de \u00e1lcool e outras drogas est\u00e3o entre os fatores que prejudicam a juventude do pa\u00eds vizinho. <strong>Aproximadamente 30% reconhece que n\u00e3o consegue controlar o pr\u00f3prio consumo de \u00e1lcool, cigarro ou outras drogas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEssas vulnerabilidades, no plural, portanto, se configuram de maneiras concretas no cotidiano: d\u00e9ficits materiais de moradia, fam\u00edlias numerosas, dificuldade ou impossibilidade de fechar as contas, interrup\u00e7\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o e trabalho informal\u201d, diz o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cbc.uba.ar\/docentes\/portal\/cbc-investiga.pdf\">informe<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>A equipe da UBA entrevistou 1.002 jovens de 18 a 29 anos em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, resultando no informe \u201cJovens Vulner\u00e1veis na Argentina: Condi\u00e7\u00f5es de Vida, Cren\u00e7as e Expectativas sobre o Futuro\u201d.<\/p>\n<h2>Emprego, sa\u00fade e seguran\u00e7a<\/h2>\n<p>A pesquisa da Universidade de Buenos Aires aponta que, entre os jovens que trabalham, apenas 15% t\u00eam emprego registrado, com 76% em trabalhos informais ou por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>\u201cO emprego concentra-se em atividades pouco qualificadas e altamente informais: com\u00e9rcio, constru\u00e7\u00e3o e trabalho por conta pr\u00f3pria, como venda ambulante ou online, limpeza e cuidados com idosos\u201d, destaca o documento.<\/p>\n<p>Entre os que trabalham, a maioria (56,1%) n\u00e3o estuda mais. Do total da popula\u00e7\u00e3o jovem argentina, 32% n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham, nem buscam trabalho.<\/p>\n<p>\u201cA taxa de emprego \u00e9 maior entre os homens do que entre as mulheres, e maior na Regi\u00e3o Metropolitana de Buenos Aires (AMBA) do que no resto do pa\u00eds\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa aponta que 78% dos jovens n\u00e3o t\u00eam plano de sa\u00fade, dependendo exclusivamente dos servi\u00e7os p\u00fablicos e 40% afirmam viver em bairros \u201cinseguros ou muito inseguros\u201d.<\/p>\n<h2>Sa\u00fade mental e redes sociais\u00a0<\/h2>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social se reflete na sa\u00fade mental dos jovens argentinos. <strong>Mais de 70% manifestaram ter \u201cproblemas frequentes\u201d de nervos ou ansiedade. E mais de 50% disseram sentir apatia ou depress\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs sinais de sofrimento psicol\u00f3gico n\u00e3o s\u00e3o experi\u00eancias excepcionais, mas sim parte do cotidiano, o que refor\u00e7a a multidimensionalidade da vulnerabilidade\u201d, diz o informe.<\/p>\n<p>O estudo ainda levantou que 66% dos jovens se informam dos temas da atualidade, principalmente, pelas redes sociais, com destaque para Instagram (36%) e Facebook (22%), Meios tradicionais, como a TV, ficaram\u00a0em terceiro colocado com 18%.<\/p>\n<p>\u201cN\u00edveis mais elevados de escolaridade est\u00e3o associados a uma maior centralidade do Instagram e a uma diversifica\u00e7\u00e3o das fontes digitais, enquanto em n\u00edveis mais baixos de escolaridade, o Facebook e a TV continuam sendo canais relevantes\u201d, pondera o estudo.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Lucas Pordeus Le\u00f3n  &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-07\/quase-metade-dos-jovens-argentinos-vive-em-vulnerabilidade-social\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase a metade (48,9%) dos jovens da Argentina vivem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, afirma pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA) divulgada nesta semana. 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