{"id":72809,"date":"2026-07-14T11:56:00","date_gmt":"2026-07-14T14:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72809"},"modified":"2026-07-14T11:56:00","modified_gmt":"2026-07-14T14:56:00","slug":"mais-da-metade-dos-graduandos-ja-abdicaram-de-estudos-para-cuidar-de-f","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72809","title":{"rendered":"Mais da metade dos graduandos j\u00e1 abdicaram de estudos para cuidar de f"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Mais da metade (54,4%) das alunas e dos alunos de gradua\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve que trancar a matr\u00edcula ou mesmo desistir dos estudos para dar conta de cuidados com os filhos, de acordo com <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/julho\/arquivos\/relatorio-gt-permanencia-materna.pdf\">levantamento<\/a> produzido por um grupo de trabalho voltado a essa demanda espec\u00edfica, vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a porcentagem \u00e9 de 36,4%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1784041595_169_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1784041595_466_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>A maioria das mais de 7,4 mil pessoas participantes do estudo declara ser m\u00e3e (86,5%) e busca obter o diploma universit\u00e1rio por meio da gradua\u00e7\u00e3o. Nesse n\u00edvel de ensino, a m\u00e9dia de idade \u00e9 de 33 anos e os estudantes assistem \u00e0s aulas presencialmente (92,8%) e no per\u00edodo noturno (43,3%).\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outros dados permitem identificar o perfil da parcela predominante entre os graduandos: s\u00e3o pessoas solteiras (46%), negras (pretas e pardas &#8211; 60,2%), de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais (79,5%), t\u00eam somente um filho (59,6%), vivem com tr\u00eas pessoas (39%) e com at\u00e9 um sal\u00e1rio-m\u00ednimo (24,6%).\u00a0<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a alimentar dos filhos dos estudantes e das estudantes \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho. Os restaurantes universit\u00e1rios (RUs), de pre\u00e7o popular e, portanto, acess\u00edvel, representam um elemento central.\u00a0<\/p>\n<p>Mais da metade dos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o\u00a0com filhos (51,0%) e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u00a0(49,3%) declara que as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o nos RUs. Entre quem tem acesso, apenas 7,1% na gradua\u00e7\u00e3o e 2,9% na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o informaram ser gratuito.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O acesso mediante pagamento \u00e9 ligeiramente mais comum: 10,7% na gradua\u00e7\u00e3o e 9,2% na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Um dado ainda mais preocupante \u00e9 o elevado n\u00famero de estudantes que afirmaram n\u00e3o saber se seus filhos(as) t\u00eam esse direito (30,3% na gradua\u00e7\u00e3o e 38,0% na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o), o que sugere aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o clara por parte das institui\u00e7\u00f5es e fragilidade na comunica\u00e7\u00e3o institucional&#8221;, complementam os pesquisadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>As demais faixas de renda tamb\u00e9m confirmam elevado grau de vulnerabilidade social. A taxa de estudantes vivendo sem nenhum rendimento \u00e9 de\u00a016,1% e a dos que recebem at\u00e9 meio sal\u00e1rio-m\u00ednimo \u00e9 de 14,5%. Apenas 2,5% relataram renda acima de 10 sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/strong><\/p>\n<p>Outros dados igualmente importantes dizem respeito \u00e0 rede de apoio de que disp\u00f5em. O apoio pessoal (fam\u00edlia e amigos) \u00e9 o mais citado, por 43,3%. Para 32,9%, lidar com o dia a dia, muitas vezes, exaustivo, \u00e9 uma tarefa solit\u00e1ria, j\u00e1 que n\u00e3o contam com o suporte de ningu\u00e9m.\u00a0<\/p>\n<p>Do total de respondentes de gradua\u00e7\u00e3o, uma parcela \u00ednfima, de 5,9%, tem condi\u00e7\u00f5es de contratar servi\u00e7os com essa fun\u00e7\u00e3o, como bab\u00e1s. Outros 7,5% recorrem a servi\u00e7os p\u00fablicos e menos de 1% encontra ajuda atrav\u00e9s de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e projetos comunit\u00e1rios, lacunas que, segundo os especialistas que produziram o relat\u00f3rio, evidenciam a necessidade de haver pol\u00edticas p\u00fablicas para san\u00e1-las.<\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o a p\u00f3s-graduandas e p\u00f3s-graduandos, alguns \u00edndices se invertem. A maior parte, por exemplo, l\u00ea-se como branca (56,1%), ante\u00a042,1% de autodeclarados negros (pretos e pardos), 0,8% ind\u00edgenas e 0,9% amarelos. O estado civil prevalecente \u00e9 de casados\u00a0(50,6%).\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento aponta ainda uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica melhor entre os estudantes de especializa\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado, na compara\u00e7\u00e3o com os de gradua\u00e7\u00e3o. A propor\u00e7\u00e3o daqueles que sustentam suas fam\u00edlias com at\u00e9 meio sal\u00e1rio-m\u00ednimo cai para 1,1%. Mais de um ter\u00e7o (38,9%) vive com at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos; 23,1% com uma faixa que varia de cinco a dez e 13% com um valor superior a dez sal\u00e1rios-m\u00ednimos. O grupo dos que n\u00e3o t\u00eam nenhuma renda \u00e9 de 3,3%,\u00a0e 4,8% vivem com at\u00e9 um sal\u00e1rio-m\u00ednimo.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Letycia Treitero Kawada &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2026-07\/mais-de-54-dos-graduandos-ja-abandonaram-curso-para-cuidar-dos-filhos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade (54,4%) das alunas e dos alunos de gradua\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve que trancar a matr\u00edcula ou mesmo desistir dos estudos para dar conta de cuidados com os filhos, de acordo com levantamento produzido por um grupo de trabalho voltado a essa demanda espec\u00edfica, vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). 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