{"id":72492,"date":"2026-07-06T16:26:00","date_gmt":"2026-07-06T19:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72492"},"modified":"2026-07-06T16:26:00","modified_gmt":"2026-07-06T19:26:00","slug":"reforma-tributaria-poe-em-risco-credito-de-662-das-notas-fiscais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72492","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria p\u00f5e em risco cr\u00e9dito de 66,2% das notas fiscais"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p><strong>Em fase de testes em 2026 e com in\u00edcio efetivo em 2027, a reforma tribut\u00e1ria apresenta desafios sobre como as empresas controlam seus impostos e aproveitam cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783392215_831_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783392215_819_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Um levantamento da V360, empresa de tecnologia especializada na automa\u00e7\u00e3o de processos fiscais e de pagamento a fornecedores, aponta que 66,2% das notas fiscais eletr\u00f4nicas (NF-e) processadas por sua plataforma apresentam problemas que podem dificultar o aproveitamento desses cr\u00e9ditos no novo sistema.<\/p>\n<p>Os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios representam o abatimento de tributos pagos sobre os insumos ao longo da cadeia produtiva. <strong>T\u00eam o objetivo de prevenir a cobran\u00e7a em cascata (tributa\u00e7\u00e3o repetida sobre o insumo e o produto final).<\/strong> A reforma tribut\u00e1ria generalizou o regime de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, ao extinguir regimes especiais e cumulativos.<\/p>\n<p><strong>O estudo, chamado Term\u00f4metro do Cr\u00e9dito IBS\/CBS, analisou de forma an\u00f4nima mais de 6,4 milh\u00f5es de notas fiscais processadas pela plataforma da empresa.<\/strong> Desse total, 64,4% chegaram com os campos destinados ao Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) sem preenchimento.<\/p>\n<p>Em outros 1,8% dos documentos, foram encontradas diverg\u00eancias entre os c\u00e1lculos informados pelos fornecedores e os valores utilizados como refer\u00eancia para valida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Na pr\u00e1tica, mesmo quando uma nota fiscal \u00e9 emitida, erros ou informa\u00e7\u00f5es incompletas poder\u00e3o impedir que a empresa compradora aproveite integralmente os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios previstos pela reforma.<\/strong><\/p>\n<h2>Novo modelo<\/h2>\n<p><strong>O IBS e a CBS substituir\u00e3o gradualmente tributos atuais sobre o consumo. <\/strong>Nesse modelo, as empresas poder\u00e3o descontar dos impostos a pagar parte dos tributos recolhidos na compra de mercadorias e servi\u00e7os. Para isso, por\u00e9m, as informa\u00e7\u00f5es das notas fiscais precisar\u00e3o estar corretas e ser validadas ao longo de toda a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da emiss\u00e3o da nota, passam a ter import\u00e2ncia os chamados eventos fiscais, como a confirma\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, recusas e outras manifesta\u00e7\u00f5es registradas no documento eletr\u00f4nico.<\/strong> Essas informa\u00e7\u00f5es servir\u00e3o para comprovar o direito ao cr\u00e9dito perante o Fisco.<\/p>\n<p>Para o co-CEO da V360, Izaias Miguel, o maior desafio das empresas n\u00e3o estar\u00e1 na emiss\u00e3o das notas, mas na confer\u00eancia dos documentos recebidos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O mercado fala muito sobre como emitir a nota no novo modelo, mas o ponto cr\u00edtico para quem opera em grande escala ser\u00e1 receber, validar e garantir o cr\u00e9dito. Se a empresa n\u00e3o conseguir organizar o ingresso fiscal, ela pode ter nota emitida corretamente pelo fornecedor, mas ainda assim enfrentar diverg\u00eancias, atrasos e risco de perda de cr\u00e9dito&#8221;, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Cadeia de risco<\/h2>\n<p><strong>O levantamento mostra ainda que apenas 35,8% dos 139 mil fornecedores analisados preencheram corretamente os novos campos de IBS e CBS. Os demais 64,2% ainda n\u00e3o est\u00e3o adequados \u00e0s novas exig\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a V360, isso significa que o direito ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio depender\u00e1 tamb\u00e9m da qualidade das informa\u00e7\u00f5es prestadas pelos fornecedores, tornando a gest\u00e3o da cadeia de suprimentos um fator importante para evitar perdas financeiras.<\/p>\n<p><strong>Outro indicativo do est\u00e1gio inicial de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 que, entre mais de 10,8 milh\u00f5es de eventos registrados nas\u00a0Secretarias Estaduais da Fazenda (Sefaz), apenas 0,04% estavam relacionados \u00e0s novas funcionalidades previstas na reforma tribut\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<h2>Automa\u00e7\u00e3o ganha peso<\/h2>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Izaias Miguel, o novo modelo exigir\u00e1 processos mais integrados entre as \u00e1reas fiscal, financeira, compras, tecnologia e jur\u00eddica, al\u00e9m de maior uso de ferramentas de automa\u00e7\u00e3o para validar documentos em grande escala.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A reforma tribut\u00e1ria aumenta o custo do erro operacional. Uma diverg\u00eancia que antes gerava retrabalho interno pode passar a afetar cr\u00e9dito, caixa e conformidade fiscal. O destinat\u00e1rio passa a ter uma fun\u00e7\u00e3o muito mais ativa na cadeia tribut\u00e1ria&#8221;, adverte.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Ele afirma que a prepara\u00e7\u00e3o para a reforma vai al\u00e9m da atualiza\u00e7\u00e3o de sistemas e exige uma revis\u00e3o completa da forma como as empresas recebem, conferem e registram documentos fiscais.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Grandes empresas precisar\u00e3o sair de uma l\u00f3gica reativa para uma l\u00f3gica preventiva. N\u00e3o basta receber a nota e corrigir depois. Ser\u00e1 necess\u00e1rio validar antes, identificar riscos em tempo real e garantir que o cr\u00e9dito esteja protegido desde o in\u00edcio do processo&#8221;, aconselha.<\/p>\n<h2>Pequenas empresas<\/h2>\n<p>Segundo Miguel, a reforma afetar\u00e1 empresas de todos os portes, mas de maneiras diferentes.<\/p>\n<p><strong>Nas grandes companhias, o desafio ser\u00e1 a complexidade operacional.<\/strong> Essas empresas costumam ter v\u00e1rias unidades, grande volume de notas fiscais, diferentes \u00e1reas envolvidas no processo e sistemas de gest\u00e3o (ERPs) antigos ou altamente customizados, o que torna a adapta\u00e7\u00e3o mais demorada e aumenta o risco de inconsist\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Embora tenham opera\u00e7\u00f5es mais simples e menos sistemas para adaptar, as micro e pequenas empresas\u00a0enfrentam outra dificuldade.<\/strong> Com menos profissionais especializados, acompanham com menor frequ\u00eancia as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o e t\u00eam menor capacidade de investir em tecnologia. Com isso, correm o risco de deixar a adequa\u00e7\u00e3o para os \u00faltimos meses antes da entrada em vigor das novas regras.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-07\/reforma-tributaria-poe-em-risco-credito-de-662-das-notas-fiscais\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Em fase de testes em 2026 e com in\u00edcio efetivo em 2027, a reforma tribut\u00e1ria apresenta desafios sobre como as empresas controlam seus impostos e aproveitam cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. 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