{"id":72131,"date":"2026-06-30T14:42:00","date_gmt":"2026-06-30T17:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72131"},"modified":"2026-06-30T14:42:00","modified_gmt":"2026-06-30T17:42:00","slug":"denuncias-de-violencia-infantojuvenil-crescem-mais-de-120-em-5-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=72131","title":{"rendered":"Den\u00fancias de viol\u00eancia infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>As den\u00fancias de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes mais que dobrou no decorrer da d\u00e9cada, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <strong>Em 2020, o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan) recebeu 73.635 ocorr\u00eancias, n\u00famero que subiu para 165.413 em 2025, representando crescimento de 125%.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782842770_195_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782842771_861_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Os dados foram analisados pela Associa\u00e7\u00e3o Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e divulgados nesta ter\u00e7a-feira (30).<\/strong> <strong>Segundo a pesquisa, entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notifica\u00e7\u00f5es que envolviam v\u00edtimas de 0 a 18 anos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A grande maioria das den\u00fancias foram protocoladas por garotas. Enquanto os meninos aparecem em 38% dos casos, as meninas e adolescentes do sexo feminino representaram 62% das v\u00edtimas. <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao perfil racial, 49,1% das v\u00edtimas foram classificadas como pardas, 35,7% como brancas e 7,6% como negras.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia sexual apareceu como a ocorr\u00eancia mais frequente, ao concentrar 34% das notifica\u00e7\u00f5es. Em seguida aparecem casos de neglig\u00eancia e abandono, com 33,3%, e viol\u00eancia f\u00edsica, com 32,9%.<\/p>\n<p>O estudo ressalta que o ambiente dom\u00e9stico \u00e9 o local em que ocorre a maioria das agress\u00f5es. <strong>A m\u00e3e da v\u00edtima foi identificada como a agressora em 34% dos casos, enquanto o pai teve envolvimento em 26% das ocorr\u00eancias registradas.<\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\">&gt;&gt; Siga o canal da Ag\u00eancia Brasil no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p><strong>Na an\u00e1lise de faixa et\u00e1ria, a adolesc\u00eancia concentra 43% das notifica\u00e7\u00f5es, com 294.010 registros. Entre a primeira inf\u00e2ncia, que atinge crian\u00e7as de at\u00e9 6 anos, surgiram 256.601 casos (375), e na segunda inf\u00e2ncia, entre 7 e 12 anos, foram 135.018 casos (20%).<\/strong><\/p>\n<h2>Crescimento nacional<\/h2>\n<p><strong>Para o psiquiatra e presidente da SPDM Ronaldo Laranjeira, o volume de notifica\u00e7\u00f5es demonstra que a viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes segue como um grave e persistente problema no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando uma crian\u00e7a ou adolescente \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia, os impactos podem ultrapassar o momento da agress\u00e3o e se estender por toda a vida. Estamos falando de consequ\u00eancias f\u00edsicas, emocionais, sociais e educacionais que podem comprometer o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras. <strong>Por isso, \u00e9 fundamental fortalecer a atua\u00e7\u00e3o integrada entre sa\u00fade, assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o e sistema de justi\u00e7a\u201d, afirma Laranjeira.<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo analisado, todas as regi\u00f5es do Brasil registraram aumento nas notifica\u00e7\u00f5es. <strong>Os estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 52% de todas as notifica\u00e7\u00f5es registradas no per\u00edodo analisado.<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>Nordeste liderou o <em>ranking<\/em> de varia\u00e7\u00e3o percentual com um salto de 1.200%, seguido das regi\u00f5es Norte (809%), Centro-Oeste (508%), Sul (421%) e Sudeste (221%).<\/strong><\/p>\n<p>Para a SPDM, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia da qualifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais para identifica\u00e7\u00e3o precoce dos sinais de viol\u00eancia, do fortalecimento das redes de prote\u00e7\u00e3o e da amplia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o voltadas \u00e0s fam\u00edlias e comunidades.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>*Estagi\u00e1rio da Ag\u00eancia Brasil sob supervis\u00e3o de Odair Braz Junior<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, *Matheus Crobelatti<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-06\/denuncias-de-violencia-infantojuvenil-crescem-mais-de-120-em-5-anos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As den\u00fancias de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes mais que dobrou no decorrer da d\u00e9cada, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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