{"id":71899,"date":"2026-06-26T17:10:00","date_gmt":"2026-06-26T20:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=71899"},"modified":"2026-06-26T17:10:00","modified_gmt":"2026-06-26T20:10:00","slug":"divida-publica-sobe-266-em-maio-e-supera-r-9-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=71899","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica sobe 2,66% em maio e supera R$ 9 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>A emiss\u00e3o forte de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilh\u00f5es. <strong>Segundo n\u00fameros divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilh\u00f5es em abril para R$ 9,033 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta de 2,66%.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782505595_244_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782505595_475_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, o indicador havia superado a barreira de R$ 8 trilh\u00f5es. Apesar da alta, a d\u00edvida p\u00fablica est\u00e1 dentro do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\">DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilh\u00f5es e R$ 10,3 trilh\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) avan\u00e7ou 2,72%, passando de R$ 8,462 trilh\u00f5es em abril para R$ 8,692 trilh\u00f5es em maio<\/strong>. No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 135,61 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que resgatou, principalmente em pap\u00e9is ligados \u00e0 Selic. A alta foi refor\u00e7ada pela apropria\u00e7\u00e3o de R$ 94,17 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/p>\n<p><strong>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 166,23 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/strong> O principal fator foi a substitui\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic que venceram em mar\u00e7o, mais o lan\u00e7amento que atende \u00e0 demanda dos investidores em maio.<\/p>\n<p>Os resgates em maio somaram R$ 30,62 bilh\u00f5es, baixo para os padr\u00f5es do Tesouro Nacional. Isso porque tradicionalmente o segundo m\u00eas de cada trimestre concentra pouco vencimento de t\u00edtulos.<\/p>\n<p><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 335,88 bilh\u00f5es em abril para R$ 340,49 bilh\u00f5es em maio. O principal fator foi a alta de 1,37% do d\u00f3lar no m\u00eas passado.<\/strong><\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s quedas nos \u00faltimos meses, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) subiu. <strong>Essa reserva passou de R$ 1,091 trilh\u00e3o em abril para R$ 1,211 trilh\u00e3o em maio, o maior n\u00edvel desde novembro de 2025.<\/strong> O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emiss\u00f5es superiores aos resgates no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 9,14 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. <strong>Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,804 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/strong><\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Com a forte emiss\u00e3o de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, a composi\u00e7\u00e3o da DPF variou da seguinte forma de abril para maio:<\/p>\n<ul>\n<li>T\u00edtulos vinculados a Selic: 48,59% para 48,99%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 26,76% para 26,26%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos prefixados: 20,85% para 21%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3,8% para 3,75%.<\/li>\n<li>O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos encerrar\u00e3o o ano nos seguintes intervalos<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados a Selic: 46% a 50%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 23% a 27%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos prefixados: 21% a 25%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3% a 7%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Normalmente, os pap\u00e9is prefixados (com taxas definidas no momento da emiss\u00e3o) indicam mais previsibilidade para a d\u00edvida p\u00fablica, porque as taxas s\u00e3o definidas com anteced\u00eancia. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emiss\u00f5es caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do governo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is vinculados \u00e0 Selic (juros b\u00e1sicos da economia), esses t\u00edtulos est\u00e3o atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom). A d\u00edvida cambial \u00e9 composta por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p><strong>O prazo m\u00e9dio da DPF caiu de 4,12 para 4,07 anos<\/strong>. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n<h2>Detentores<\/h2>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o dos detentores da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna ficou a seguinte:<\/p>\n<ul>\n<li>Institui\u00e7\u00f5es financeiras: 31,54% do estoque;<\/li>\n<li>Fundos de pens\u00e3o: 22,92%;<\/li>\n<li>Fundos de investimentos: 21,74%;<\/li>\n<li>N\u00e3o-residentes (estrangeiros): 10,14%<\/li>\n<li>Demais grupos: 13,67%.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Com a maior tens\u00e3o no mercado financeiro em maio, com a guerra no Oriente M\u00e9dio, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) caiu em rela\u00e7\u00e3o a abril, quando estava em 10,38%<\/strong>. Quanto maior a fatia de estrangeiros na d\u00edvida interna, maior a confian\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-06\/divida-publica-sobe-266-em-maio-e-supera-r-9-trilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ A emiss\u00e3o forte de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilh\u00f5es. 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