{"id":71738,"date":"2026-06-25T07:28:00","date_gmt":"2026-06-25T10:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=71738"},"modified":"2026-06-25T07:28:00","modified_gmt":"2026-06-25T10:28:00","slug":"calor-intenso-e-desafio-dentro-e-fora-de-campo-na-copa-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=71738","title":{"rendered":"Calor intenso \u00e9 desafio dentro e fora de campo na Copa do Mundo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O duelo entre Brasil e Esc\u00f3cia nessa\u00a0quarta-feira (24), pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo, foi quente. E n\u00e3o somente pelo que se viu em campo.<strong> No momento em que a bola come\u00e7ou a rolar em Miami (Estados Unidos), \u00e0s 19h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, 18h local), os term\u00f4metros marcaram\u00a0temperatura de 30\u00baC. Isso no fim da tarde e come\u00e7o da noite por l\u00e1.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782385441_867_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782385441_479_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpresa. Uma pesquisa da Queen&#8217;s University Belfast, da Irlanda do Norte, identificou que 14 das 16 sedes da Copa &#8211; que tamb\u00e9m inclui M\u00e9xico e Canad\u00e1 &#8211; poderiam registrar n\u00edveis &#8220;potencialmente perigosos&#8221; de calor. O estudo levou em conta informa\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas dos \u00faltimos 20 anos e foi publicado no\u00a0International Journal of Biometeorology\u00a0em janeiro do ano passado.<\/p>\n<p><strong>Em artigo escrito em maio, a um m\u00eas do Mundial, a\u00a0World Weather Attribution Initiative\u00a0(WWA), uma associa\u00e7\u00e3o internacional de pesquisadores clim\u00e1ticos, chamou a\u00a0aten\u00e7\u00e3o para os jogos marcados para o M\u00e9xico e para interior e sul dos Estados Unidos<\/strong>. O receio era\u00a0o alto n\u00edvel de umidade em regi\u00f5es do litoral e do centro-oeste norte-americano, que torna o calor mais perigoso &#8211; especialmente na pr\u00e1tica do futebol.<\/p>\n<p><strong>A Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Associa\u00e7\u00f5es de Futebolistas Profissionais (FIFPro), que \u00e9 o sindicato global dos jogadores, recomenda que jogos com temperatura a partir de 30\u00baC tenham, obrigatoriamente, pausas para hidrata\u00e7\u00e3o<\/strong>. Se chegar a 36\u00baC, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 pela interrup\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo o adiamento da partida, at\u00e9 que, diante das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, todos (atletas, comiss\u00f5es t\u00e9cnicas, arbitragem e torcedores) estejam em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>A WWA recorda que a Copa de 1994, tamb\u00e9m nos Estados Unidos, teve epis\u00f3dios de calor, mas em condi\u00e7\u00f5es menos severas<\/strong>. <strong>Segundo o artigo, a expectativa para este ano \u00e9 a de 26 jogos realizados a pelo menos 30\u00baC<\/strong>. No Mundial de 32 anos atr\u00e1s, foram 21 partidas nessas condi\u00e7\u00f5es. Eram esperados\u00a0ainda\u00a0cinco confrontos com a temperatura partir de 36\u00baC, dois a mais que na edi\u00e7\u00e3o anterior em solo estadunidense.<\/p>\n<p><strong>Na fase de 16 avos de final, o Brasil ter\u00e1 pela frente o segundo colocado do Grupo F, que pode\u00a0ser Holanda, Jap\u00e3o ou Su\u00e9cia. O jogo ser\u00e1 em Houston (Estados Unidos), marcado para iniciar \u00e0s 12h pelo hor\u00e1rio local &#8211; ou 14h pelo de Bras\u00edlia. A previs\u00e3o \u00e9 que a temperatura, na hora de a bola rolar, esteja na casa dos 33\u00baC<\/strong>. Menos mal que o est\u00e1dio, casa do Houston Texans, uma das equipes da NFL, maior liga de futebol americano do mundo, disp\u00f5e de teto retr\u00e1til e ar-condicionado.<\/p>\n<h2>Beba \u00e1gua<\/h2>\n<p><strong>Em nota \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil, a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol (Fifa) enumerou a\u00e7\u00f5es que &#8211; segundo ela &#8211; visam preservar a sa\u00fade dos envolvidos nas partidas.<\/strong> Conforme a entidade, o calend\u00e1rio foi pensado para equilibrar &#8220;exig\u00eancias esportivas, operacionais e de transmiss\u00e3o&#8221; e que os jogos ao ar livre nos hor\u00e1rios de maior calor &#8220;foram estrategicamente limitados e priorizados para est\u00e1dios cobertos, sempre que poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Outra medida foi tornar a pausa para hidrata\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria nas 104 partidas da Copa, independentemente do clima.<\/strong> A interrup\u00e7\u00e3o de tr\u00eas minutos em cada tempo divide opini\u00f5es de t\u00e9cnicos, atletas e torcedores &#8211; que t\u00eam vaiado a paralisa\u00e7\u00e3o. H\u00e1\u00a0ainda\u00a0cr\u00edticas ao uso comercial do intervalo, o que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, recha\u00e7ou em fala ao <em>site<\/em> da entidade. Segundo ele, &#8220;\u00e9 puramente uma quest\u00e3o esportiva&#8221;.<\/p>\n<p>A FIFPro informou que, em pesquisas eletr\u00f4nicas com capit\u00e3es e t\u00e9cnicos de sele\u00e7\u00f5es nacionais sobre as condi\u00e7\u00f5es de calor nos torneios de futebol, metade dos atletas afirmou que as interrup\u00e7\u00f5es para hidrata\u00e7\u00e3o eram &#8220;adequadas&#8221;. Conforme o sindicato, uma minoria dos treinadores disse levar o clima em considera\u00e7\u00e3o na hora de escalar os titulares ou definir um plano t\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Por outro lado, 20 cientistas de renome n\u00e3o somente dos Estados Unidos, mas de pa\u00edses como Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Jap\u00e3o, Reino Unido, Fran\u00e7a, Espanha e Noruega, avaliaram, em carta aberta divulgada em maio deste ano, que essa pausa deveria ser maior, de pelo menos seis minutos<\/strong>. Para eles, tr\u00eas minutos s\u00e3o &#8220;insuficientes para gerar um impacto significativo na reidrata\u00e7\u00e3o e no resfriamento corporal&#8221;.<\/p>\n<p>Os especialistas ainda refor\u00e7aram que o calor extremo n\u00e3o pode ser enfrentado apenas com paralisa\u00e7\u00f5es para resfriamento, mas com o combate \u00e0 queima de combust\u00edveis fosseis. Algo que o artigo da WWA tamb\u00e9m menciona, lembrando que riscos clim\u00e1ticos \u00e0 sa\u00fade tamb\u00e9m est\u00e3o fora de campo, na &#8220;exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos jogos, nas aglomera\u00e7\u00f5es ao ar livre, celebra\u00e7\u00f5es e outras formas de participa\u00e7\u00e3o social associadas ao futebol&#8221;.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da EBC<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2026-06\/calor-intenso-e-desafio-dentro-e-fora-de-campo-na-copa-do-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O duelo entre Brasil e Esc\u00f3cia nessa\u00a0quarta-feira (24), pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo, foi quente. E n\u00e3o somente pelo que se viu em campo. 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