{"id":7053,"date":"2022-06-22T12:38:00","date_gmt":"2022-06-22T15:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/estudo-avalia-eficacia-de-doses-menores-para-reforco-contra-covid-19\/"},"modified":"2022-06-22T12:38:00","modified_gmt":"2022-06-22T15:38:00","slug":"estudo-avalia-eficacia-de-doses-menores-para-reforco-contra-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=7053","title":{"rendered":"Estudo avalia efic\u00e1cia de doses menores para refor\u00e7o contra covid-19"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Mato Grosso e o Instituto Sabin de Vacinas iniciaram um estudo para avaliar se doses menores da vacina contra a covid-19 continuam eficazes na gera\u00e7\u00e3o da resposta imunol\u00f3gica do organismo. Com doses fracionadas, os\u00a0pesquisadores tamb\u00e9m querem reduzir as rea\u00e7\u00f5es adversas \u00e0 vacina. O estudo envolve apenas as doses de refor\u00e7o da vacina.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1655913610_364_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1655913610_455_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo a Fiocruz, o fracionamento das doses possibilita o aumento mundial da oferta de vacinas, al\u00e9m de orientar novas estrat\u00e9gias globais de imuniza\u00e7\u00e3o. De acordo com os dados do site <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ourworldindata.org\/covid-vaccinations\">Our World in Data<\/a>, uma iniciativa internacional que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre os grandes problemas da humanidade, at\u00e9 o momento 66,3% da popula\u00e7\u00e3o mundial recebeu ao menos uma dose de vacina contra a covid-19, por\u00e9m a propor\u00e7\u00e3o cai para apenas 17,8% nos pa\u00edses pobres.<\/p>\n<p>O site indica que j\u00e1 foram aplicadas globalmente 12 bilh\u00f5es de doses contra a covid-19 e a cada dia s\u00e3o vacinadas 6,33 milh\u00f5es de pessoas. Em muitos pa\u00edses da \u00c1frica, o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o, com duas doses ou dose \u00fanica, n\u00e3o chegou a 10% da popula\u00e7\u00e3o, ficando em 1,9% na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, 4,2% em Madagascar e 4,5% em Camar\u00f5es. O pa\u00eds no continente com a maior propor\u00e7\u00e3o de imunizados \u00e9 Mo\u00e7ambique, com 66,2%.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Europa, as menores propor\u00e7\u00f5es de esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o da Bulg\u00e1ria (29,9%) e Mold\u00e1via (26,4%). Os pa\u00edses europeus que mais vacinaram a popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o Portugal (87,3%) e Espanha (86,7%).<\/p>\n<p>O Brasil aparece no mapa do Our World in Data com 78,7% da popula\u00e7\u00e3o vacinada com o esquema inicial. Os <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/infoms.saude.gov.br\/extensions\/DEMAS_C19_Vacina_v2\/DEMAS_C19_Vacina_v2.html\">dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>\u00a0indicam 165,1 milh\u00f5es de pessoas imunizadas com duas doses ou dose \u00fanica, 91,6 milh\u00f5es com dose de refor\u00e7o e 7,8 milh\u00f5es com a\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT245_com_zimbra_date\" role=\"link\">quarta<\/span>\u00a0dose.<\/p>\n<h2>Estudo<\/h2>\n<p>O estudo sobre o fracionamento do refor\u00e7o \u00e9 financiado pela organiza\u00e7\u00e3o internacional Coaliz\u00e3o para Promo\u00e7\u00e3o de Inova\u00e7\u00f5es em prol da Prepara\u00e7\u00e3o para Epidemias (Cepi,\u00a0sigla em ingl\u00eas), com\u00a0US$ 6,3 milh\u00f5es (R$ 32,7 milh\u00f5es). A pesquisa est\u00e1 sendo feita tamb\u00e9m no Paquist\u00e3o, em parceria do Instituto Sabin com a Universidade de Aga Khan.<\/p>\n<p>Em cada pa\u00eds, participar\u00e3o da pesquisa 1.440 pessoas, que receber\u00e3o as vacinas Pfizer (dose cheia, metade ou um\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT246_com_zimbra_date\" role=\"link\">ter<\/span>\u00e7o), AstraZeneca (dose cheia ou meia) e Coronavac (dose cheia), sendo acompanhadas por seis meses.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0vice-presidente de Epidemiologia Aplicada do Instituto Sabin de Vacinas, Denise Garrett, a dose \u00e9 determinada nos est\u00e1gios iniciais do desenvolvimento das vacinas, equilibrando o m\u00e1ximo de efic\u00e1cia com o m\u00ednimo de efeitos colaterais. Como na pandemia havia urg\u00eancia para a disponibiliza\u00e7\u00e3o das vacinas, foi priorizada a efic\u00e1cia no processo.<\/p>\n<p>\u201cCom a pandemia, houve uma press\u00e3o muito grande por um imunizante que fosse eficaz. Est\u00e1vamos numa situa\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o poder\u00edamos correr o risco de falhar. Mas estamos num momento agora em que temos a oportunidade de otimizar essa dose.\u201d<\/p>\n<p>Ela destaca que uma dose de refor\u00e7o fracionada pode\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT247_com_zimbra_date\" role=\"link\">ter<\/span>\u00a0menos efeitos colaterais, aumentando a aceita\u00e7\u00e3o.\u00a0Al\u00e9m disso, o surgimento de variantes pode\u00a0levar \u00e0 necessidade de novas imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cCom as novas variantes, que trazem a necessidade de aplicar mais doses de refor\u00e7o, \u00e9 muito importante que se use a menor dose poss\u00edvel. Se a dose \u00e9 menor, mais toler\u00e2ncia haver\u00e1 e possivelmente mais refor\u00e7os poderemos aplicar\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, explica que, em Campo Grande, o estudo vai contar com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Secretaria Municipal de Sa\u00fade. Agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade far\u00e3o uma busca ativa de pessoas que ainda n\u00e3o tomaram a dose de refor\u00e7o, dando prefer\u00eancia para regi\u00f5es com menor cobertura vacinal.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um estudo cego, em que a maioria da equipe n\u00e3o saber\u00e1 qual a vacina aplicada. E haver\u00e1 uma unidade m\u00f3vel no bairro com m\u00e9dico, enfermeiro e farmac\u00eautica que vai fazer a manipula\u00e7\u00e3o da vacina, para estar pr\u00f3ximo do paciente se ele tiver qualquer necessidade\u201d, informou o pesquisador.<\/p>\n<p>Croda destaca que o objetivo \u00e9 ajudar com rapidez na tomada de decis\u00e3o sobre a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um projeto curto, de um ano no m\u00e1ximo, entre recrutamento e acompanhamento, justamente para poder gerar uma resposta r\u00e1pida. E deve beneficiar mais outros pa\u00edses do que o Brasil, especialmente os pa\u00edses mais pobres, no sentido de entender se a dose fracionada \u00e9 vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O estudo inclui quatro visitas aos participantes. Na primeira, a pessoa recebe todas as informa\u00e7\u00f5es, assina o termo de ades\u00e3o e toma o refor\u00e7o vacinal. Depois ser\u00e3o feitas as coletas de sangue para an\u00e1lise, com 28 dias, tr\u00eas meses e seis meses. Se, durante esse per\u00edodo de acompanhamento da pesquisa, o participante contrair covid-19 ou tiver alguma rea\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 atendido pela equipe m\u00e9dica.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Akemi Nitahara \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2022-06\/estudo-avalia-eficacia-de-doses-menores-para-reforco-contra-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Mato Grosso e o Instituto Sabin de Vacinas iniciaram um estudo para avaliar se doses menores da vacina contra a covid-19 continuam eficazes na gera\u00e7\u00e3o da resposta imunol\u00f3gica do organismo. Com doses fracionadas, os\u00a0pesquisadores tamb\u00e9m querem reduzir as rea\u00e7\u00f5es adversas \u00e0 vacina. 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