{"id":70236,"date":"2026-05-28T08:13:00","date_gmt":"2026-05-28T11:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70236"},"modified":"2026-05-28T08:13:00","modified_gmt":"2026-05-28T11:13:00","slug":"mortalidade-materna-brasil-ainda-perde-centenas-de-mulheres-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70236","title":{"rendered":"Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano\u00a0durante a gesta\u00e7\u00e3o ou em\u00a0um per\u00edodo de 42 dias ap\u00f3s o fim\u00a0da gravidez.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779970221_535_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779970221_526_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>A raz\u00e3o de mortalidade materna no pa\u00eds\u00a0\u00e9 de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os \u00faltimos dados dispon\u00edveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 \u00f3bitos. A meta do pa\u00eds \u00e9 chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos at\u00e9 2030.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observat\u00f3rio da Sa\u00fade P\u00fablica. A maioria dessas mortes, nove em\u00a0cada dez, \u00e9 evit\u00e1vel,\u00a0segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas)\u00a0<\/p>\n<p><strong>O dia 28 de maio \u00e9 o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/conselho-nacional-de-saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/maio\/artigo-28-de-maio-dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna\">Dia Nacional de Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna<\/a>, data que tem como objetivo refor\u00e7ar a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es sobre a\u00a0sa\u00fade das mulheres em sua integralidade e de refor\u00e7ar os direitos da gestante e pu\u00e9rpera. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A chefe da Unidade da Sa\u00fade da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, refor\u00e7a que um atendimento de qualidade oferece mais seguran\u00e7a \u00e0\u00a0gestante.\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=463849:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/toms1415.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 26\/05\/2026 \u2013 A chefe da Unidade da Sa\u00fade da Mulher da Maternidade Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto posa para foto na institui\u00e7\u00e3o, na zona sul do Rio de Janeiro.&#13;&#10;Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/toms1415.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 26\/05\/2026 \u2013 A chefe da Unidade da Sa\u00fade da Mulher da Maternidade Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto posa para foto na institui\u00e7\u00e3o, na zona sul do Rio de Janeiro.&#13;&#10;Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=463849 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>\u00a0A chefe da Unidade da Sa\u00fade da Mulher da Maternidade-Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto, destaca import\u00e2ncia do pr\u00e9-natal bem feito &#8211; Foto\u00a0<strong>Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=463849--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente sabe que com um pr\u00e9-natal bem feito, de\u00a0qualidade, de prefer\u00eancia o mais precoce poss\u00edvel para pegar todas as vari\u00e1veis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local com\u00a0boa assist\u00eancia e com um desfecho favor\u00e1vel\u201d, diz.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A unidade \u00e9 refer\u00eancia no atendimento principalmente de casos de alto risco. \u201cAqui na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assist\u00eancia aos pacientes\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>As quatro principais <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/hubrasil\/pt-br\/hospitais-universitarios\/regiao-nordeste\/hujb-ufcg\/comunicacao\/noticias\/parto-seguro\">causas de morte materna<\/a> no Brasil, entre as obst\u00e9tricas diretas, s\u00e3o as s\u00edndromes hipertensivas, hemorragias, infec\u00e7\u00f5es puerperais e complica\u00e7\u00f5es do aborto. As causas obst\u00e9tricas diretas s\u00e3o respons\u00e1veis por 66% das mortes maternas no pa\u00eds.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, \u00e9 uma das pacientes da maternidade. Gr\u00e1vida de 18 semanas, ela \u00e9 acompanhada por causa\u00a0de um quadro de hipertens\u00e3o e pelo hist\u00f3rico de diabetes gestacional em gravidez anterior.\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=463850:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/toms1420.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 26\/05\/2026 \u2013  A gr\u00e1vida que faz tratamento na Maternidade Escola UFRJ, Fernanda Lopes de Almeida posa para foto na institui\u00e7\u00e3o, na zona sul do Rio de Janeiro.&#13;&#10;Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/toms1420.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 26\/05\/2026 \u2013  A gr\u00e1vida que faz tratamento na Maternidade Escola UFRJ, Fernanda Lopes de Almeida posa para foto na institui\u00e7\u00e3o, na zona sul do Rio de Janeiro.&#13;&#10;Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=463850 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Fernanda Lopes de Almeida \u00e9 acompanhada na Maternidade-Escola UFRJ\u00a0&#8211; Foto\u00a0<strong>Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=463850--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Na maternidade, foi orientada a mudar os h\u00e1bitos de alimenta\u00e7\u00e3o, fez exames e faz acompanhamento constante. \u201cSou muito bem atendida, me sinto segura\u201d, diz. \u201cFoi dif\u00edcil essa adapta\u00e7\u00e3o [da alimenta\u00e7\u00e3o] e at\u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o. Agora, acho que\u00a0estou curtindo bem melhor a gesta\u00e7\u00e3o, uma fase mais tranquila\u201d.<\/p>\n<h2>Equipe m\u00faltipla<\/h2>\n<p><strong>Al\u00e9m dos m\u00e9dicos, uma equipe de diferentes profissionais \u00e9 importante para garantir o atendimento adequado \u00e0s mulheres, defende o enfermeiro obst\u00e9trico Renn\u00e9 Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).<\/strong>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profiss\u00f5es. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , s\u00e3o a m\u00e3e e o beb\u00ea\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Renn\u00e9 Costa diz que tem assistido e participado de muitas experi\u00eancias positivas no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).\u00a0<\/p>\n<p>Como enfermeiro obst\u00e9trico, Renn\u00e9 Costa j\u00e1 fez mais de 5 mil partos\u00a0desde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Vi\u00e7osa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 mil habitantes, Vi\u00e7osa \u00e9 refer\u00eancia nessa \u00e1rea para mais\u00a0nove munic\u00edpios alagoanos.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=464078:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/renne_costa01.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 27\/05\/2026 \u2013  A mortalidade materna no Brasil est\u00e1 muito diferente do que foi h\u00e1 20 anos. E a mudan\u00e7a foi para melhor. A an\u00e1lise \u00e9 do enfermeiro obst\u00e9trico Renn\u00e9 Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).&#13;&#10;Forma\u00e7\u00e3o de enfermeiros obst\u00e9tricos contribui para redu\u00e7\u00e3o da mortandade materna.&#13;&#10;Foto: Renn\u00e9 Costa\/Arquivo pessoal\" title=\"Renn\u00e9 Costa\/Arquivo Pessoal\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/renne_costa01.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 27\/05\/2026 \u2013  A mortalidade materna no Brasil est\u00e1 muito diferente do que foi h\u00e1 20 anos. E a mudan\u00e7a foi para melhor. A an\u00e1lise \u00e9 do enfermeiro obst\u00e9trico Renn\u00e9 Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).&#13;&#10;Forma\u00e7\u00e3o de enfermeiros obst\u00e9tricos contribui para redu\u00e7\u00e3o da mortandade materna.&#13;&#10;Foto: Renn\u00e9 Costa\/Arquivo pessoal\" title=\"Renn\u00e9 Costa\/Arquivo Pessoal\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=464078 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><strong>Para Renn\u00e9 Costa, forma\u00e7\u00e3o de enfermeiros contribui para redu\u00e7\u00e3o da mortandade materna &#8211; Foto\u00a0Renn\u00e9 Costa\/Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=464078--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quando ele chegou ao Hospital Municipal de Vi\u00e7osa, eram realizados no local entre 80 e 90 partos por ano. \u201cDepois do meu trabalho l\u00e1, a gente passou a fazer 600 partos por ano\u201d. O enfermeiro\u00a0atribui essa expans\u00e3o \u00e0 autonomia dada \u00e0 enfermagem, ao enfermeiro obst\u00e9trico, que pode assistir ao parto de baixo risco amparado pela <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7498.htm\">Lei 7.498 de 1986<\/a>, a lei do exerc\u00edcio profissional da enfermagem.<\/p>\n<p>Ele defendeu que experi\u00eancias como essa deveriam ser multiplicadas pelo Brasil. Nos mais de 5 mil partos que realizou, Renn\u00e9 Costa n\u00e3o perdeu nenhuma crian\u00e7a e nenhuma mulher.<\/p>\n<h2>Acompanhamento ap\u00f3s o parto\u00a0<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=464074:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/dra._inessa_bonomi.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 27\/05\/2026 \u2013  Dra. Inessa Bonomi, A fase p\u00f3s-parto, chamada puerp\u00e9rio, \u00e9 uma parte nevr\u00e1lgica dentro da quest\u00e3o da mortalidade materna, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil a ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.&#13;&#10;Foto: PlayP\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"PlayP\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/dra._inessa_bonomi.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 27\/05\/2026 \u2013  Dra. Inessa Bonomi, A fase p\u00f3s-parto, chamada puerp\u00e9rio, \u00e9 uma parte nevr\u00e1lgica dentro da quest\u00e3o da mortalidade materna, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil a ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.&#13;&#10;Foto: PlayP\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"PlayP\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=464074 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">A m\u00e9dica Inessa Bonomi lembra que a fase p\u00f3s-parto, chamada puerp\u00e9rio, \u00e9 muito importante na quest\u00e3o da mortalidade materna\u00a0&#8211; Foto\u00a0<strong>PlayP\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=464074--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>A ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, vice-presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada em Gesta\u00e7\u00e3o de Alto Risco da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7a\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo), ressalta que o acompanhamento ap\u00f3s o parto \u00e9 tamb\u00e9m chave para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA mulher vai para casa e, muitas vezes, ela acaba sendo menos olhada pelos servi\u00e7os da rede de sa\u00fade e tamb\u00e9m pela fam\u00edlia\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O olhar um pouco menos atento para essa m\u00e3e pode fazer com que sinais de risco sejam percebidos tardiamente.\u00a0Essas complica\u00e7\u00f5es que surgem no per\u00edodo do puerp\u00e9rio muitas vezes se agravam, se complicam.<\/p>\n<p><strong>A ginecologista e obstetra assegura que os sinais de alerta no p\u00f3s-parto, no puerp\u00e9rio, n\u00e3o podem ser naturalizados. Entre esses sinais est\u00e3o sangramento vaginal al\u00e9m do habitual, febre, falta de ar, dor no peito, dor de cabe\u00e7a intensa e que n\u00e3o passa com o uso de analg\u00e9sico, altera\u00e7\u00e3o visual (escotomas ou pontinhos de luz que a paciente passa a enxergar), press\u00e3o que permanece alta e se mant\u00e9m com picos hipertensivos.<\/strong><\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o da especialista \u00e9 que essas pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal. Nos\u00a0primeiros sete dias e, no m\u00e1ximo, dez, elas devem retornar ao centro de sa\u00fade ou ao consult\u00f3rio do ginecologista e obstetra para que sejam avaliadas e se consiga fazer um acompanhamento das condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas pr\u00e9-existentes que elas t\u00eam.<\/p>\n<p><strong>A Febrasgo\u00a0ressalta\u00a0que um ponto que n\u00e3o pode ficar fora do acompanhamento puerperal \u00e9 a sa\u00fade mental<\/strong>. O sofrimento ps\u00edquico no p\u00f3s-parto pode se manifestar de v\u00e1rias formas: com tristeza intensa, ansiedade, ins\u00f4nia, medo de cuidar do beb\u00ea, sensa\u00e7\u00e3o de incapacidade, exaust\u00e3o extrema e dificuldade de v\u00ednculo com o rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p>Em casos mais graves, podem surgir ideias de autoagress\u00e3o, risco de viol\u00eancia contra si mesma ou contra o beb\u00ea e sintomas psic\u00f3ticos, situa\u00e7\u00f5es que exigem aten\u00e7\u00e3o imediata. Segundo\u00a0Inessa Bonomi, olhar para a sa\u00fade mental \u00e9 essencial para prevenir desfechos graves no puerp\u00e9rio.<\/p>\n<h2>Rede Alyne\u00a0<\/h2>\n<p><strong>No \u00e2mbito federal, em 2024, o governo federal lan\u00e7ou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% at\u00e9 2027. Em rela\u00e7\u00e3o a mulheres pretas, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzir a mortalidade em 50% no mesmo per\u00edodo. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa \u00e9 uma reestrutura\u00e7\u00e3o da antiga Rede Cegonha, de cuidados a gestantes e beb\u00eas na rede p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, gr\u00e1vida de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio de Belford Roxo (RJ), em 2002. Alyne tamb\u00e9m era m\u00e3e de uma crian\u00e7a de 5 anos.\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=399143:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/alyne-pimentel-1668199557635_v2_450x600.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 12\/09\/2024 - Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, gr\u00e1vida de 6 meses, por neglig\u00eancia m\u00e9dica. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Centro Brasileiro de Estudos da Sa\u00fade\" title=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\/Centro Brasileiro de Estudos da Sa\u00fade\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/alyne-pimentel-1668199557635_v2_450x600.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 12\/09\/2024 - Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, gr\u00e1vida de 6 meses, por neglig\u00eancia m\u00e9dica. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Centro Brasileiro de Estudos da Sa\u00fade\" title=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\/Centro Brasileiro de Estudos da Sa\u00fade\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=399143 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, gr\u00e1vida de seis\u00a0meses, por neglig\u00eancia m\u00e9dica &#8211; Foto\u00a0<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o\/Centro Brasileiro de Estudos da Sa\u00fade<\/strong><!--END copyright=399143--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A meta da Rede Alyne \u00e9 beneficiar mulheres com cuidado humanizado e integral, observando as desigualdades \u00e9tnico-raciais e regionais.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Mariana Tokarnia, Alana Gandra e T\u00e2mara Freire\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-05\/mortalidade-materna-brasil-ainda-perde-centenas-de-mulheres-por-ano\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano\u00a0durante a gesta\u00e7\u00e3o ou em\u00a0um per\u00edodo de 42 dias ap\u00f3s o fim\u00a0da gravidez.\u00a0 A raz\u00e3o de mortalidade materna no pa\u00eds\u00a0\u00e9 de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os \u00faltimos dados dispon\u00edveis, de 2024. 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