{"id":70193,"date":"2026-05-26T20:08:00","date_gmt":"2026-05-26T23:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70193"},"modified":"2026-05-26T20:08:00","modified_gmt":"2026-05-26T23:08:00","slug":"defeitos-em-calcadas-fazem-42-dos-idosos-terem-medo-de-cair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70193","title":{"rendered":"Defeitos em cal\u00e7adas fazem 42% dos idosos terem medo de cair"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p><strong>Quatro em cada dez idosos que vivem em \u00e1reas urbanas relatam medo de cair por causa de defeitos em cal\u00e7adas, passeios ou vias p\u00fablicas pr\u00f3ximas de suas casas.<\/strong> O receio \u00e9 maior entre as mulheres cujo \u00edndice chega a 50,5%. Entre os homens, o percentual \u00e9 de 31,9%.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779911755_603_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779911755_581_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O temor de sofrer quedas por problemas na infraestrutura urbana varia tamb\u00e9m conforme a idade: atinge 35,2% das pessoas entre 60 e 69 anos, sobe para 47,1% entre 70 e 79 anos e alcan\u00e7a 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais.<\/p>\n<p>Os dados foram apresentados pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durante a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Sa\u00fade dos Idosos (Elsi-Brasil).<\/p>\n<p>A pesquisa aponta que fatores urbanos e estruturais impactam diretamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade, mostrando que envelhecer no pa\u00eds envolve desafios que v\u00e3o muito al\u00e9m da aus\u00eancia de doen\u00e7as.\u00a0<\/p>\n<p>A coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa, avalia que <strong>os dados refor\u00e7am a urg\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o das cidades para uma popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 envelhecendo. Segundo a pesquisadora, as prioridades devem incluir acessibilidade, seguran\u00e7a vi\u00e1ria, mobilidade e planejamento urbano inclusivo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia urbana tamb\u00e9m gera inseguran\u00e7a cont\u00ednua. O estudo mostra que 12,1% dos idosos brasileiros consideram a vizinhan\u00e7a muito insegura. Esse percentual representa aproximadamente 3,8 milh\u00f5es de pessoas vivendo em contextos marcados pelo medo e pela vulnerabilidade social. A percep\u00e7\u00e3o aparece de forma homog\u00eanea entre homens e mulheres de diferentes idades, afetando diretamente a sa\u00fade mental e a circula\u00e7\u00e3o social desse grupo.\u00a0<\/p>\n<h2>Hipertens\u00e3o<\/h2>\n<p>A hipertens\u00e3o arterial sist\u00eamica segue como uma das condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas mais preocupantes na terceira idade. A pesquisa realizou a aferi\u00e7\u00e3o domiciliar da press\u00e3o arterial e identificou que 34,4% dos idosos apresentam n\u00edveis compat\u00edveis com a doen\u00e7a (press\u00e3o igual ou superior a 14 por 9). O registro equivale a cerca de 11 milh\u00f5es de brasileiros que necessitam de acompanhamento m\u00e9dico para prevenir infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), insufici\u00eancia renal e dem\u00eancia vascular.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia da hipertens\u00e3o aumenta progressivamente com o tempo: afeta 31,9% das pessoas entre 60 e 69 anos e chega a 40,1% entre os indiv\u00edduos com 80 anos ou mais. N\u00e3o houve diferen\u00e7as significativas nos \u00edndices entre homens e mulheres. Como a hipertens\u00e3o frequentemente \u00e9 assintom\u00e1tica, os pesquisadores destacam a import\u00e2ncia do rastreamento regular na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria para evitar o subdiagn\u00f3stico e poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a.<\/p>\n<h2>Mobilidade<\/h2>\n<p>A perda da capacidade funcional \u00e9 outro eixo central do relat\u00f3rio. Os resultados apontam que 20,4% dos idosos brasileiros (cerca de 6,5 milh\u00f5es de pessoas) t\u00eam dificuldade para realizar pelo menos uma atividade b\u00e1sica di\u00e1ria, como se vestir, tomar banho, comer, usar o banheiro ou levantar da cama.<\/p>\n<p>A limita\u00e7\u00e3o funcional afeta 23,1% das mulheres e 17% dos homens. A progress\u00e3o por idade avan\u00e7a de 13,9% (entre 60 e 69 anos) para 44,2% (no grupo com 80 anos ou mais).<\/p>\n<p>A rede de apoio a essas pessoas tamb\u00e9m apresenta fragilidades graves:<\/p>\n<ul>\n<li>Apenas 37,9% dos idosos com limita\u00e7\u00f5es di\u00e1rias recebem ajuda para suas atividades<\/li>\n<li>Somente 5,8% dos cuidadores relataram ter recebido algum tipo de treinamento para a fun\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Esse cen\u00e1rio evidencia a aus\u00eancia de pol\u00edticas estruturadas para suporte a cuidadores familiares e aponta para a necessidade urgente de servi\u00e7os de cuidado de longa dura\u00e7\u00e3o e apoio domiciliar.<\/strong><\/p>\n<h2>Papel do SUS<\/h2>\n<p>Os resultados reafirmam ainda o <strong>papel central do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) como principal base de cuidado para a popula\u00e7\u00e3o idosa brasileira<\/strong>. Cerca de dois ter\u00e7os das pessoas com 60 anos ou mais dependem exclusivamente do SUS para cuidados de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia (ESF) atende 69,2% dos idosos brasileiros, o que representa o acompanhamento de 22,2 milh\u00f5es de pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>A coordena\u00e7\u00e3o do estudo afirma que o SUS e a ESF s\u00e3o estruturas essenciais para promover o envelhecimento saud\u00e1vel em um cen\u00e1rio nacional marcado por desigualdades socioecon\u00f4micas.<\/p>\n<p>\u201cOs dados refor\u00e7am evid\u00eancias de que o SUS e a ESF constituem estruturas essenciais para a promo\u00e7\u00e3o do envelhecimento saud\u00e1vel, especialmente em um pa\u00eds marcado por desigualdades sociais e econ\u00f4micas\u201d, afirma a coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernando Lima-Costa.<\/p>\n<h2>Painel<\/h2>\n<p>O novo painel de indicadores lan\u00e7ado pelo Elsi-Brasil permitir\u00e1 o acesso p\u00fablico e ampliado a informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre as m\u00faltiplas dimens\u00f5es do envelhecimento. A ferramenta digital foi criada para apoiar gestores p\u00fablicos, cientistas e profissionais de sa\u00fade no monitoramento cont\u00ednuo das demandas da popula\u00e7\u00e3o idosa.<\/p>\n<p>A plataforma est\u00e1 alinhada \u00e0 D\u00e9cada do Envelhecimento Saud\u00e1vel (2021-2030) da ONU e adota um conceito ampliado sobre envelhecimento, que incorpora dimens\u00f5es como autonomia, seguran\u00e7a e bem-estar ambiental como pilares da sa\u00fade.<\/p>\n<p>O Elsi-Brasil integra o grupo das principais pesquisas globais sobre o tema e adota uma metodologia harmonizada internacionalmente. A primeira onda da pesquisa ocorreu em 2015-2016, a segunda em 2019-2021 e a terceira compreendeu o per\u00edodo de 2023-2024.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Mat\u00e9ria republicada \u00e0s 15h do dia 28 de maio<\/em><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Ag\u00eancia Brasil*<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-05\/defeitos-em-calcadas-fazem-42-dos-idosos-terem-medo-de-cair\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro em cada dez idosos que vivem em \u00e1reas urbanas relatam medo de cair por causa de defeitos em cal\u00e7adas, passeios ou vias p\u00fablicas pr\u00f3ximas de suas casas. O receio \u00e9 maior entre as mulheres cujo \u00edndice chega a 50,5%. 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