{"id":70058,"date":"2026-05-25T15:56:00","date_gmt":"2026-05-25T18:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70058"},"modified":"2026-05-25T15:56:00","modified_gmt":"2026-05-25T18:56:00","slug":"estudo-usa-celulas-tronco-contra-complicacoes-do-transplante-de-medula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=70058","title":{"rendered":"Estudo usa c\u00e9lulas-tronco contra complica\u00e7\u00f5es do transplante de medula"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p><strong>Pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR) est\u00e3o desenvolvendo uma terapia avan\u00e7ada que j\u00e1 demonstrou desempenho promissor no controle de uma complica\u00e7\u00e3o grave que acomete muitos pacientes ap\u00f3s o transplante de medula \u00f3ssea e pode levar \u00e0 morte.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779738081_467_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779738081_336_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A doen\u00e7a do enxerto contra o hospedeiro (DECH) se instala quando as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas presentes na medula doada identificam o organismo do receptor como estranho e passam a atac\u00e1-lo.<strong> Os problemas podem surgir nos primeiros 100 dias ap\u00f3s o transplante, caracterizando uma doen\u00e7a aguda, ou at\u00e9 anos depois, na forma cr\u00f4nica.<\/strong><\/p>\n<p>As regi\u00f5es mais atacadas, nos casos agudos, s\u00e3o a pele e o sistema gastrointestinal, ocasionando sintomas como vermelhid\u00e3o, ard\u00eancia, n\u00e1useas, c\u00f3licas e mal funcionamento do f\u00edgado. J\u00e1 a DECH cr\u00f4nica pode atingir todo o corpo e, em casos graves, provocar rigidez nos movimentos, dificuldade de respira\u00e7\u00e3o e \u00falceras.<\/p>\n<p>O tratamento tradicional \u00e9 feito com corticosteroides, que diminuem a inflama\u00e7\u00e3o causada por esse ataque das c\u00e9lulas de defesa, trazendo al\u00edvio dos sintomas. No entanto, muitos pacientes apresentam resist\u00eancia a esses medicamentos de primeira linha, precisando de outros corticosteroides mais agressivos ou de imunosupressores.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 a alternativa que est\u00e1 sendo desenvolvida pela primeira vez no Brasil, chamada de MesenCell, utiliza c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, retiradas da medula \u00f3ssea de doadores, processadas em laborat\u00f3rio e congeladas\u00a0at\u00e9 o uso.<\/strong><\/p>\n<p>A respons\u00e1vel t\u00e9cnica do Centro de Tecnologia Celular da PUCPR e coordenadora do projeto, Carmen Kuniyoshi Rebelatto, explica que o objetivo \u00e9 atuar\u00a0na origem a doen\u00e7a.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Quem ataca principalmente s\u00e3o as c\u00e9lulas do tipo T e B, e a nossa terapia diminui a prolifera\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas. \u00c9 um efeito que a gente consegue ver at\u00e9 em laborat\u00f3rio. Ent\u00e3o, ela atua na base, liberando alguns fatores sol\u00faveis que v\u00e3o modular todo o sistema imunol\u00f3gico do paciente, diminuindo a prolifera\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas e melhorando toda a inflama\u00e7\u00e3o&#8221;, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A princ\u00edpio, o MesenCell seria indicado para pacientes que n\u00e3o melhoram com os rem\u00e9dios tradicionais, ou que n\u00e3o podem utiliz\u00e1-los, por conta da sua toxicidade. Al\u00e9m disso, nem todos os medicamentos recomendados est\u00e3o dispon\u00edveis no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).\u00a0<\/p>\n<p>O grupo de pesquisa j\u00e1 realizou um estudo-piloto com 11 pacientes de DECH cr\u00f4nica, utilizando as mesmas c\u00e9lulas-troncos, mas dilu\u00eddas com uma outra subst\u00e2ncia.<strong> Agora v\u00e3o fazer um novo estudo cl\u00ednico, com 20 pessoas, utilizando uma mistura que se mostrou mais vi\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Entre os pacientes do estudo-piloto, metade apresentou remiss\u00e3o completa. Mas o medicamento levou \u00e0 melhora de 75% dos comprometimentos gastrointestinais e 100% dos sintomas de pele, mesmo nos casos mais graves.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Esses pacientes desenvolvem esclerodermia, uma deposi\u00e7\u00e3o de fibrobastos na pele, e ela fica endurecida, como se fosse uma carapa\u00e7a, e a\u00ed o paciente vai perdendo mobilidade. A gente conseguiu reverter esse processo&#8221;, conta Carmen.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A nova fase de testes come\u00e7a em setembro<\/strong>, em tr\u00eas centros de refer\u00eancia no Paran\u00e1: Complexo Hospital de Cl\u00ednicas da Universidade Federal do Paran\u00e1, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Gra\u00e7as.<\/p>\n<p>A pesquisa est\u00e1 sendo custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Posteriormente, o grupo de pesquisa espera firmar parceria com alguma empresa farmac\u00eautica para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o do medicamento em larga escala.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, T\u00e2mara Freire &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-05\/estudo-usa-celulas-tronco-contra-complicacoes-do-transplante-de-medula\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR) est\u00e3o desenvolvendo uma terapia avan\u00e7ada que j\u00e1 demonstrou desempenho promissor no controle de uma complica\u00e7\u00e3o grave que acomete muitos pacientes ap\u00f3s o transplante de medula \u00f3ssea e pode levar \u00e0 morte. 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