{"id":69390,"date":"2026-05-12T18:03:00","date_gmt":"2026-05-12T21:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=69390"},"modified":"2026-05-12T18:03:00","modified_gmt":"2026-05-12T21:03:00","slug":"unesco-matriculas-no-ensino-superior-mais-que-dobraram-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=69390","title":{"rendered":"Unesco: matr\u00edculas no ensino superior mais que dobraram no mundo"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p><strong>O total de estudantes matriculados no ensino superior em todo o mundo mais que dobrou nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, passando de 100 milh\u00f5es, em 2000, para 269 milh\u00f5es, em 2024. Esse n\u00famero representa 43% da popula\u00e7\u00e3o em idade de frequentar o ensino superior que abrange, normalmente, entre 18 e 24 anos.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778620362_598_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778620362_994_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Apesar dessa expans\u00e3o, continuam a existir profundas disparidades regionais, uma vez que, enquanto 80% dos jovens da Europa Ocidental e Am\u00e9rica do Norte est\u00e3o matriculados no ensino superior, esse n\u00famero cai para 59% na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, 37% nos Estados \u00c1rabes, 30% no Sul e no Oeste da \u00c1sia e apenas 9% na \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>\u00c9 o que revela o primeiro relat\u00f3rio global da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) sobre tend\u00eancias do ensino superior, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (12), em Paris. <strong>O estudo re\u00fane dados de 146 pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es privadas permanecem representando um ter\u00e7o das matr\u00edculas em \u00e2mbito mundial, com a maior participa\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina e no Caribe (49% em 2023). <strong>Em pa\u00edses como Brasil, Chile, Coreia do Sul e Jap\u00e3o, quatro em cada cinco estudantes frequentam uma institui\u00e7\u00e3o privada de ensino superior. O relat\u00f3rio mostra que apenas um ter\u00e7o dos pa\u00edses estabelece legalmente o ensino superior p\u00fablico gratuito.<\/strong> A conclus\u00e3o dos estudos n\u00e3o acompanhou, entretanto, o ritmo das matr\u00edculas. A taxa bruta global de gradua\u00e7\u00e3o foi ampliada de 22%, em 2013, para 27%, em 2024.<\/p>\n<h2>Demanda<\/h2>\n<p>O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou que o novo relat\u00f3rio mostra a crescente demanda por ensino superior no planeta, \u201cque desempenha um papel insubstitu\u00edvel na constru\u00e7\u00e3o de sociedades sustent\u00e1veis\u201d. Observou, por\u00e9m, que essa expans\u00e3o nem sempre resulta em oportunidades equitativas. Da\u00ed a necessidade de surgimento de modelos inovadores de financiamento, que possam garantir um ensino superior inclusivo e de qualidade, avaliou.<\/p>\n<p><strong>Khaled El-Enany afirmou que por meio de iniciativas importantes, como a Conven\u00e7\u00e3o Global sobre a Educa\u00e7\u00e3o Superior e o Passaporte de Qualifica\u00e7\u00f5es, a Unesco vai continuar apoiando os pa\u00edses na oferta de oportunidades de ensino superior de alta qualidade para todas as pessoas.<\/strong><\/p>\n<h2>Mobilidade<\/h2>\n<p><strong>No per\u00edodo pesquisado, a mobilidade internacional triplicou, subindo de 2,1 milh\u00f5es, em 2000, para quase 7,3 milh\u00f5es de estudantes que realizam seus estudos no exterior, em 2024, sendo metade deles na Europa e Am\u00e9rica do Norte.<\/strong> Na an\u00e1lise da Unesco, embora o quantitativo tenha aumentado, a mobilidade beneficia somente 3% do total de estudantes no mundo, apresentando disparidades importantes entre as regi\u00f5es pesquisadas.<\/p>\n<p><strong>O conjunto de sete pa\u00edses formado pela Alemanha, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Reino Unido e R\u00fassia segue recebendo metade de todos os estudantes internacionais. <\/strong>Percebe-se, por outro lado, que pa\u00edses como a Turquia e os Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU) se tornam cada vez mais populares, revelando crescimento de, pelo menos, cinco vezes do n\u00famero de estudantes internacionais na \u00faltima d\u00e9cada. Turquia e EAU j\u00e1 se aproximam da Fran\u00e7a, indica o estudo.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, os estudantes internacionais preferem cada vez mais estudar em sua pr\u00f3pria regi\u00e3o. <strong>Um exemplo \u00e9 que na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, a propor\u00e7\u00e3o da mobilidade intrarregional subiu de 24% para 43% no per\u00edodo de 2000 a 2022, sendo a Argentina o principal destino.<\/strong> Os estudantes oriundos dos Estados \u00c1rabes cada vez se concentram mais nos pa\u00edses do Golfo e na Jord\u00e2nia, marcando mudan\u00e7a significativa em rela\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio da Europa Ocidental e da Am\u00e9rica do Norte existente uma d\u00e9cada antes.<\/p>\n<p>Por meio de sua Conven\u00e7\u00e3o Global sobre o Reconhecimento de Qualifica\u00e7\u00f5es relativas ao Ensino Superior e de seus instrumentos regionais equivalentes, j\u00e1 ratificados por 93 pa\u00edses, a Unesco\u00a0desempenha papel central na promo\u00e7\u00e3o da mobilidade estudantil internacional.<\/p>\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o estabelece mecanismos justos e transparentes de reconhecimento de qualifica\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, padr\u00f5es universais de garantia da qualidade, de modo a fortalecer a confian\u00e7a nos diplomas e nas qualifica\u00e7\u00f5es do ensino superior em todo o mundo.<\/p>\n<h2>G\u00eanero<\/h2>\n<p><strong>As mulheres j\u00e1 superam os homens no ensino superior em \u00e2mbito global, atualmente. \u00c9 o que revelam os n\u00fameros apurados: em 2024, havia 114 mulheres matriculadas no ensino superior para cada 100 homens. <\/strong>A paridade de g\u00eanero foi atingida em todas as regi\u00f5es, exceto na \u00c1frica Subsaariana, onde persistem menores taxas de matr\u00edcula e de conclus\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sinaliza avan\u00e7o significativo na \u00c1sia Central e no sul da \u00c1sia. De um total de 68 mulheres matriculadas por 100 homens, em 2000, as duas regi\u00f5es alcan\u00e7aram a paridade de g\u00eanero em 2023. Contudo, as mulheres permanecem subrepresentadas no n\u00edvel de doutorado e ocupam apenas cerca de um quarto dos cargos de lideran\u00e7a s\u00eanior no meio acad\u00eamico.<\/p>\n<p><strong>A Unesco identificou que equidade, qualidade e financiamento continuam sendo desafios urgentes para os estudantes do ensino superior global.<\/strong> Apenas um ter\u00e7o dos pa\u00edses implementou programas voltados ao acesso de grupos sub-representados ao ensino superior. Pa\u00edses como \u00c1frica do Sul, Chile, Coreia do Sul, Filipinas, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, Maur\u00edcio e M\u00e9xico reduziram ou eliminaram as taxas do ensino superior para grupos espec\u00edficos.<\/p>\n<p><strong>Embora tenha ocorrido aumento de nove vezes da quantidade de matr\u00edculas, que passou de 1%, em 2019, para 9%, em 2025, as pessoas refugiadas ainda enfrentam grandes obst\u00e1culos para acessar o ensino superior.<\/strong> Uma das principais barreiras \u00e9 o reconhecimento de qualifica\u00e7\u00f5es ausentes ou imposs\u00edveis de se verificar, especialmente no Sul Global.<\/p>\n<h2>Passaporte<\/h2>\n<p>A Unesco atua para enfrentar esse desafio por meio do Passaporte de Qualifica\u00e7\u00f5es. Essa ferramenta visa reconhecer qualifica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, profissionais e vocacionais de pessoas refugiadas e deslocadas \u00e0 for\u00e7a. No momento atual, o <strong>Passaporte de Qualifica\u00e7\u00f5es da Unesco est\u00e1 sendo implementado no Iraque, no Qu\u00eania, em Uganda, na Z\u00e2mbia e no Zimb\u00e1bue, com planos de amplia\u00e7\u00e3o.<\/strong> O instrumento j\u00e1 foi concedido a centenas de candidatos aprovados.<\/p>\n<p>Segundo ainda o relat\u00f3rio, em m\u00e9dia, o investimento governamental no ensino superior corresponde a cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A Unesco analisou que, o mesmo tempo, a austeridade fiscal em variados contextos intensifica a press\u00e3o sobre as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, refor\u00e7ando a necessidade de modelos inovadores de financiamento, que assegurem um ensino superior inclusivo e de qualidade.<\/p>\n<p><strong>Outro dado importante evidenciado pelo relat\u00f3rio \u00e9 que embora as tecnologias digitais e a intelig\u00eancia artificial (IA) estejam transformando o ensino e a aprendizagem, apenas uma em cada cinco universidades possu\u00eda, em 2025, uma pol\u00edtica formal sobre IA.<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio conclui que a r\u00e1pida expans\u00e3o do n\u00famero de estudantes nas \u00faltimas d\u00e9cadas ampliou a tens\u00e3o sobre os sistemas de ensino superior, deixando clara a necessidade de garantir padr\u00f5es de qualidade no ensino e, simultaneamente, de aumentar o acesso de grupos desfavorecidos, a partir de um financiamento que seja equitativo e sustent\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2026-05\/unesco-matriculas-no-ensino-superior-mais-que-dobraram-no-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O total de estudantes matriculados no ensino superior em todo o mundo mais que dobrou nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, passando de 100 milh\u00f5es, em 2000, para 269 milh\u00f5es, em 2024. 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