{"id":68193,"date":"2026-04-16T15:05:00","date_gmt":"2026-04-16T18:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/estudo-alerta-para-relacao-da-dengue-com-a-sindrome-de-guillain-barre\/"},"modified":"2026-04-16T15:05:00","modified_gmt":"2026-04-16T18:05:00","slug":"estudo-alerta-para-relacao-da-dengue-com-a-sindrome-de-guillain-barre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=68193","title":{"rendered":"Estudo alerta para rela\u00e7\u00e3o da dengue com a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Os infectados pelo v\u00edrus da dengue t\u00eam um risco 17 vezes maior de desenvolver a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 (SGB) nas seis semanas seguintes \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. Nas duas primeiras semanas ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas da dengue, esse risco chega a ser 30 vezes maior.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1776379656_942_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1776379656_24_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o de estudo de pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMc2519008\">publicado na revista cient\u00edfica <em>New England of Medicine<\/em><\/a>.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>De acordo com a pesquisa, em n\u00fameros absolutos, para cada 1 milh\u00e3o de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB, um n\u00famero pequeno, mas relevante diante das epidemias recorrentes no pa\u00eds, segundo os autores da pesquisa.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A SGB \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica rara e potencialmente grave.\u00a0<\/p>\n<p><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p><strong>O estudo aponta que a dengue se espalhou de maneira mais r\u00e1pida pelo mundo do que qualquer outra doen\u00e7a transmitida por mosquitos, com 14 milh\u00f5es de casos registrados pelo mundo em 2024.<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram tr\u00eas grandes bases de dados do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS): interna\u00e7\u00f5es hospitalares, notifica\u00e7\u00f5es de casos de dengue e registros de mortes.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Na an\u00e1lise, foram identificadas mais de 5 mil hospitaliza\u00e7\u00f5es por SGB de 2023 para 2024. Dessas, 89 ocorreram logo ap\u00f3s o paciente apresentar sintomas da dengue.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, \u00e9 urgente que gestores de sa\u00fade p\u00fablica incorporem a SGB como complica\u00e7\u00e3o p\u00f3s-dengue nos protocolos de vigil\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDurante surtos de dengue, sistemas de sa\u00fade devem ser preparados para identificar precocemente casos de fraqueza muscular e dispor de leitos de UTI e suporte ventilat\u00f3rio. Estrat\u00e9gias de vigil\u00e2ncia ativa de SGB devem ser acionadas nas semanas seguintes ao pico de casos de dengue\u201d, alertam os pesquisadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo a Fiocruz, o levantamento tamb\u00e9m ajuda profissionais m\u00e9dicos, enfermeiros e neurologistas a suspeitar de SGB diante de um paciente com hist\u00f3rico recente de dengue (\u00faltimas seis semanas) que apresenta fraqueza nas pernas ou formigamento.<\/p>\n<p><strong>Os autores do estudo alertam que o diagn\u00f3stico precoce \u00e9 fundamental.<\/strong> O tratamento (imunoglobulina ou plasmaf\u00e9rese) \u00e9 mais eficaz quando iniciado rapidamente.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m \u00e9 importante incentivar a notifica\u00e7\u00e3o dos casos de SGB p\u00f3s-dengue ou informar a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica municipal\/estadual sobre a ocorr\u00eancia de doen\u00e7a neuro-invasiva por arbov\u00edrus\u201d, defendem.<\/p>\n<p><strong>De acordo com a Fiocruz, n\u00e3o h\u00e1, atualmente, tratamento antiviral espec\u00edfico para a dengue e o manejo \u00e9 baseado em hidrata\u00e7\u00e3o e suporte cl\u00ednico.<\/strong> Por isso, os pesquisadores destacam que a preven\u00e7\u00e3o, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacina\u00e7\u00e3o, continuam sendo a medida mais eficaz.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o contra a dengue pode reduzir drasticamente o n\u00famero de casos e, consequentemente, o n\u00famero absoluto de complica\u00e7\u00f5es graves como a SGB.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEnquanto n\u00e3o tivermos um tratamento antiviral eficaz contra a dengue, a preven\u00e7\u00e3o continua sendo a melhor estrat\u00e9gia. Nosso estudo refor\u00e7a que evitar a infec\u00e7\u00e3o evita tamb\u00e9m complica\u00e7\u00f5es como esse tipo de paralisia potencialmente grave\u201d, afirmam os autores.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>SGB<\/h2>\n<p><strong>Na avalia\u00e7\u00e3o da Fiocruz, o Brasil vive epidemias frequentes de dengue.<\/strong> Em 2024, o pa\u00eds ultrapassou 6 milh\u00f5es de casos prov\u00e1veis. Isso significa que, mesmo sendo uma complica\u00e7\u00e3o rara, o n\u00famero absoluto de pessoas que podem desenvolver SGB ap\u00f3s dengue \u00e9 significativo e exige preparo do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O estudo aponta ainda que a rela\u00e7\u00e3o entre arboviroses (doen\u00e7as transmitidas por mosquitos) e complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas j\u00e1 havia sido demonstrada de forma marcante durante a epidemia de Zika em 2015 e 2016, quando o v\u00edrus foi associado \u00e0 microcefalia em beb\u00eas e tamb\u00e9m a um aumento expressivo de casos de SGB em adultos. A dengue pertence \u00e0 mesma fam\u00edlia do Zika.<\/p>\n<p><strong>A SGB \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica rara em que o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico ataca os nervos perif\u00e9ricos (as c\u00e9lulas que conectam o c\u00e9rebro e a medula espinhal ao resto do corpo).<\/strong><\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma fraqueza muscular que geralmente come\u00e7a nas pernas e pode subir para os bra\u00e7os, o rosto e, em casos graves, dificultar a respira\u00e7\u00e3o. Nessas situa\u00e7\u00f5es, o paciente pode ficar completamente paralisado e precisar de ajuda de aparelhos para respirar.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria das pessoas se recupera, mas o processo pode levar meses ou at\u00e9 anos, e alguns pacientes ficam com sequelas permanentes.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-04\/estudo-alerta-para-relacao-da-dengue-com-sindrome-de-guillain-barre\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os infectados pelo v\u00edrus da dengue t\u00eam um risco 17 vezes maior de desenvolver a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 (SGB) nas seis semanas seguintes \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. 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