{"id":6229,"date":"2022-06-08T09:00:00","date_gmt":"2022-06-08T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/coluna-fora-da-paralimpiada-futebol-de-nanismo-busca-visibilidade\/"},"modified":"2022-06-08T09:00:00","modified_gmt":"2022-06-08T12:00:00","slug":"coluna-fora-da-paralimpiada-futebol-de-nanismo-busca-visibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=6229","title":{"rendered":"Coluna &#8211; Fora da Paralimp\u00edada, futebol de nanismo busca visibilidade"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/nanismo\/#:~:text=Nanismo%20%C3%A9%20um%20transtorno%20que,de%20mesma%20idade%20e%20sexo\">nanismo<\/a> \u00e9 um transtorno, com mais de 200 varia\u00e7\u00f5es, que impacta o crescimento e resulta na altura m\u00e1xima da pessoa variar entre 1,40 e 1,45 metro. A defici\u00eancia \u00e9 englobada, desde 1976, por algumas das modalidades que integram a Paralimp\u00edada e os Jogos Parapan-Americanos, como atletismo, nata\u00e7\u00e3o, halterofilismo e badminton. A nadadora Joana Neves e a pesista <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-09\/apos-ouro-em-toquio-mariana-dandrea-quer-repetir-feito-no-mundial\">Mariana D&#8217;Andrea<\/a>, campe\u00e3 em T\u00f3quio (Jap\u00e3o) no ano passado, s\u00e3o exemplos de atletas de baixa estatura com medalhas paral\u00edmpicas pelo Brasil.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1654692308_119_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1654692308_363_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Nem todos os esportes paral\u00edmpicos, por\u00e9m, contemplam pessoas com nanismo, assim como h\u00e1 modalidades praticadas por atletas com baixa estatura que n\u00e3o fazem parte do programa dos Jogos, o que dificulta, mais que o normal, a busca por visibilidade e estrutura. \u00c9 o caso do futebol. Por causa da car\u00eancia de recursos, a sele\u00e7\u00e3o brasileira quase n\u00e3o conseguiu disputar a Copa Am\u00e9rica, realizada no m\u00eas passado, em Lima (Peru).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma luta constante. Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos apoio [log\u00edstico] da CBF [Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol] e [estrutural] do CBCP [Comit\u00ea Brasileiro de Clubes Paral\u00edmpicos], de \u00faltima hora, est\u00e1vamos arriscados a n\u00e3o conseguir viajar\u201d, contou \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Esportes para Pessoas com Nanismo (Aben), Jos\u00e9 Carlos Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses fundadores da FIFTB (sigla em espanhol para Federaci\u00f3n Internacional de Futbol de Talla Baja) e respons\u00e1veis pela regula\u00e7\u00e3o da modalidade, que, apesar de jogada em uma quadra de futsal, tem diferen\u00e7as para o esporte dito convencional. Ao inv\u00e9s de cinco, s\u00e3o sete atletas de cada lado. Entre os jogadores relacionados, somente dois podem ter altura superior a 1,40 metro (limitada a 1,49 metro), sendo que apenas um deles pode atuar ao mesmo tempo. Os competidores t\u00eam de apresentar um laudo m\u00e9dico, respaldado por um geneticista, constatando o tipo de nanismo.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CeRziphp8IF\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\">\n<\/blockquote>\n<p>A Copa Am\u00e9rica de Lima foi a segunda edi\u00e7\u00e3o do torneio, realizado pela primeira vez em 2018, na Argentina, pa\u00eds onde surgiu a primeira sele\u00e7\u00e3o de futebol de nanismo. Os anfitri\u00f5es foram derrotados pelo Paraguai na decis\u00e3o, com o Brasil ficando na terceira posi\u00e7\u00e3o. O duelo se repetiu na final deste ano, agora com triunfo argentino. Os brasileiros ca\u00edram nas quartas de final, justamente para os campe\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cPara a primeira Copa Am\u00e9rica foram selecionados atletas de Par\u00e1, Sergipe, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Desta vez tivemos atletas de mais alguns estados [nove]. Muitos deles se apresentaram a n\u00f3s por meio das redes sociais, ap\u00f3s a Copa de 2018. Fizemos duas seletivas, tr\u00eas meses antes, para selecionarmos os melhores. Infelizmente, n\u00e3o pudemos levar todos. A comitiva teria 15 nomes, mas levamos dez por causa do or\u00e7amento\u201d, declarou Ros\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Al\u00e9m do futebol<\/h2>\n<p>Fundada este ano, a Aben \u00e9 uma extens\u00e3o do Projeto Brasa, criado em 2016 para fomentar a inclus\u00e3o de pessoas com nanismo pelo futebol. Segundo Ros\u00e1rio, a poetisa Sylvia Mu\u00f1oz Vilcheff, m\u00e3e de um dos fundadores da sele\u00e7\u00e3o argentina, inspirou a iniciativa nas quadras. A institui\u00e7\u00e3o, conforme o dirigente, mant\u00e9m-se com recursos pr\u00f3prios e um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica foi assinado com o CBCP para assessoria na capta\u00e7\u00e3o de recursos e incentivos.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/B_qRTB9pdpw\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\">\n<\/blockquote>\n<p>\u201cA Aben foi criada justamente para abra\u00e7armos mais esportes. Fomos procurados por pessoas [com nanismo] que perguntavam se havia como praticar outras modalidades e n\u00e3o apenas o futebol. A gente pretende criar n\u00facleos em parceria com clubes e universidades que possam oferecer local e estrutura para as pr\u00e1ticas. Tentaremos realmente atender a essa demanda assim que tivermos recursos financeiros\u201d, explicou o dirigente, que v\u00ea a entidade como uma potencial federa\u00e7\u00e3o nacional de modalidades para atletas com baixa estatura, come\u00e7ando pelo futebol.<\/p>\n<p>\u201cExiste futebol de nanismo em v\u00e1rios estados, como Par\u00e1, Sergipe, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Cear\u00e1. Vamos criar n\u00facleos e daremos orienta\u00e7\u00e3o a esses times, que ser\u00e3o filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o. Vamos conversar com o CBCP para formatarmos uma Copa do Brasil. Digamos que, em Sergipe, haja pessoas com nanismo que queiram praticar badminton. Em parceria com algum clube essas pessoas v\u00e3o praticar. Por meio da associa\u00e7\u00e3o e do clube federado vamos conduzir os atletas a participarem de competi\u00e7\u00f5es que existem no Brasil\u201d, finalizou Ros\u00e1rio.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer src=\"https:\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script>, Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil e R\u00e1dio Nacional<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-06\/coluna-fora-da-paralimpiada-futebol-de-nanismo-busca-visibilidade\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nanismo \u00e9 um transtorno, com mais de 200 varia\u00e7\u00f5es, que impacta o crescimento e resulta na altura m\u00e1xima da pessoa variar entre 1,40 e 1,45 metro. A defici\u00eancia \u00e9 englobada, desde 1976, por algumas das modalidades que integram a Paralimp\u00edada e os Jogos Parapan-Americanos, como atletismo, nata\u00e7\u00e3o, halterofilismo e badminton. 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