{"id":61113,"date":"2025-11-15T09:27:00","date_gmt":"2025-11-15T12:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/estudo-mostra-que-inflamacao-no-cerebro-pode-ser-chave-do-alzheimer\/"},"modified":"2025-11-15T09:27:00","modified_gmt":"2025-11-15T12:27:00","slug":"estudo-mostra-que-inflamacao-no-cerebro-pode-ser-chave-do-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=61113","title":{"rendered":"Estudo mostra que inflama\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro pode ser chave do Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Um estudo liderado pelo laborat\u00f3rio do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o c\u00e9rebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabele\u00e7a e progrida. Segundo o artigo publicado na revista <em>Nature Neuroscience<\/em>, o ac\u00famulo da prote\u00edna tau e beta-amiloide s\u00f3 provoca a rea\u00e7\u00e3o dos astr\u00f3citos que participam da sinapse (comunica\u00e7\u00e3o entre um neur\u00f4nio e outra c\u00e9lula) quando a microglia, c\u00e9lula de defesa do c\u00e9rebro, tamb\u00e9m est\u00e1 ativada.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763214349_825_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763214350_482_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>\u201cQuando se diz que essas prote\u00ednas se acumulam no c\u00e9rebro, queremos dizer que elas formam grumos insol\u00faveis no c\u00e9rebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas c\u00e9lulas [astr\u00f3citos e microglias] coordenam a resposta imune do c\u00e9rebro e n\u00f3s j\u00e1 sab\u00edamos que essas pedrinhas de prote\u00ednas fazem com que essas c\u00e9lulas respondam mudando para um estado reativo. Quando essas c\u00e9lulas est\u00e3o reativas, o c\u00e9rebro est\u00e1 inflamado\u201d, explicou Zimmer.<\/p>\n<p><strong>Segundo o professor, essas evid\u00eancias j\u00e1 haviam sido encontradas em animais e em c\u00e9rebros p\u00f3s-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunica\u00e7\u00e3o entre as c\u00e9lulas em pacientes vivos.<\/strong> Esse achado foi poss\u00edvel devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de marcadores como exames de imagem de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e biomarcadores ultrassens\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s j\u00e1 sab\u00edamos que a placa beta-amil\u00f3ide [as pedrinhas que causam a inflama\u00e7\u00e3o] fazia o astr\u00f3cito ficar reativo. O que n\u00e3o sab\u00edamos \u00e9 que para a doen\u00e7a se estabelecer a microglia tamb\u00e9m tinha que estar reativa. Ent\u00e3o, com esses dois ativos, o astr\u00f3cito se associa \u00e0 placa beta-amil\u00f3ide. Se o astr\u00f3cito estiver reativo e a microglia n\u00e3o, nada acontece. Nesse contexto das duas c\u00e9lulas ativas, conseguimos explicar toda a progress\u00e3o da doen\u00e7a com os outros marcadores, de amiloide e de tau at\u00e9 76% da vari\u00e2ncia na cogni\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Zimmer ressaltou que ainda n\u00e3o se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amil\u00f3ide, entretanto sabe-se que h\u00e1 v\u00e1rios fatores de risco e que a combina\u00e7\u00e3o de gen\u00e9tica com as exposi\u00e7\u00f5es durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposi\u00e7\u00f5es boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro.<\/p>\n<p><strong>Entre os fatores de risco para o Alzheimer est\u00e3o o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros.<\/strong> J\u00e1 ao contr\u00e1rio, contribuem para evitar, a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas, boa alimenta\u00e7\u00e3o, qualidade do sono, est\u00edmulo intelectual.<\/p>\n<p>A descoberta contribui para uma vis\u00e3o nova de tratamento para a doen\u00e7a, j\u00e1 que nos \u00faltimos anos a ideia era a de desenvolver f\u00e1rmacos que agissem nas placas beta-amil\u00f3ides. A nova perspectiva sugere que pode ser necess\u00e1rio desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunica\u00e7\u00e3o entre os astr\u00f3citos e as microglias.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEnt\u00e3o a ideia \u00e9 a de que, al\u00e9m de tirar as \u2018pedrinhas\u2019, vamos precisar acalmar essa informa\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro, acalmar esse di\u00e1logo entre as duas c\u00e9lulas\u201d, explicou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo \u00e9 apoiado pelo Instituto Serrapilheira.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Fl\u00e1via Albuquerque &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-11\/estudo-mostra-que-inflamacao-no-cerebro-pode-ser-chave-do-alzheimer\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo liderado pelo laborat\u00f3rio do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o c\u00e9rebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabele\u00e7a e progrida. 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