{"id":58746,"date":"2025-10-05T13:01:00","date_gmt":"2025-10-05T16:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/brasil-faz-historia-e-termina-mundial-de-atletismo-paralimpico-em-1o\/"},"modified":"2025-10-05T13:01:00","modified_gmt":"2025-10-05T16:01:00","slug":"brasil-faz-historia-e-termina-mundial-de-atletismo-paralimpico-em-1o","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=58746","title":{"rendered":"Brasil faz hist\u00f3ria e termina Mundial de Atletismo Paral\u00edmpico em 1\u00ba"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O esporte paral\u00edmpico do Brasil viveu, neste domingo (5), um <strong>dia hist\u00f3rico<\/strong>.<strong> O pa\u00eds encerrou, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Atletismo na ponta do quadro de medalhas<\/strong>. A campanha verde e amarela em Nova D\u00e9li, na \u00cdndia, chegou ao fim com <strong>44 p\u00f3dios, sendo 15 ouros (dois a mais que a China, segunda colocada geral), 20 pratas e nove bronzes<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759680719_585_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759680719_508_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Para ter dimens\u00e3o do feito brasileiro, esta \u00e9 somente a segunda vez que a China n\u00e3o fica no topo do quadro de medalhas do Mundial de Atletismo Paral\u00edmpico. A \u00faltima ocasi\u00e3o foi h\u00e1 12 anos, quando a R\u00fassia ficou em primeiro na edi\u00e7\u00e3o de Lyon, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O Brasil vinha batendo na trave nas \u00faltimas tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es, ficando em segundo lugar no quadro. Em Dubai, nos Emirados \u00c1rabes Unidos, h\u00e1 seis anos, foram 39 medalhas e 14 ouros, contra 59 p\u00f3dios (25 no topo) da China. No Mundial de 2023, disputado em Paris, na Fran\u00e7a, os brasileiros conquistaram 47 medalhas e repetiram os 14 ouros, ficando a dois dos chineses. J\u00e1 no do ano passado, em Kobe, no Jap\u00e3o, apesar do recorde de 19 l\u00e1ureas douradas (42 p\u00f3dios no total), a delega\u00e7\u00e3o sul-americana ficou bem distante dos chineses (87 medalhas, 33 ouros).<\/p>\n<p><strong>O domingo come\u00e7ou dourado para o Brasil gra\u00e7as a Zileide Cassiano, que conquistou ouro no salto em dist\u00e2ncia da classe T20 (defici\u00eancia intelectual)<\/strong>. A campe\u00e3 repetiu o resultado do Mundial de Kobe e retomou o posto de protagonista da prova, superando Karolina Kucharczyk, ouro na Paralimp\u00edada de Paris \u2013\u00a0a polonesa, desta vez, foi bronze.<\/p>\n<p><strong>O segundo topo de p\u00f3dio do Brasil no dia veio acompanhado de uma marca hist\u00f3rica de Jerusa Geber. <\/strong>Ao vencer os 200 metros da classe T11 (cego total), a velocista chegou \u00e0 13\u00aa medalha dela em Mundiais, isolando-se como brasileira mais laureada no evento, superando outro \u00edcone do atletismo paral\u00edmpico do pa\u00eds, Terezinha Guilhermina. <strong>Na mesma prova, Thalita Simpl\u00edcio foi bronze<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Dois objetivos conclu\u00eddos com sucesso: o tetra nos 100 metros e sair daqui como a atleta com maior n\u00famero de medalhas em Mundiais. Cheguei e estou saindo sem dor, sem les\u00e3o. \u00c9 claro que quero [ir para a Paralimp\u00edada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028]. Quero o penta, [depois] o hexa [nos Mundiais], quero tudo. At\u00e9 onde aguentar, eu quero ir&#8221;, disse Jerusa, de 43 anos, em depoimento ao Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB).<\/p>\n<p>Nos 200 metros da classe T2 (baixa vis\u00e3o), Clara Daniele, estreante em Mundiais, inicialmente foi prata. No entanto, o CPB entrou com protesto contra a venezuelana Alejandra Lopez, ganhadora da prova, alegando que o atleta-guia a teria puxado antes de cruzar a linha de chegada \u2013\u00a0o que \u00e9 proibido. A arbitragem acatou a reclama\u00e7\u00e3o do Brasil, e <strong>Clara herdou o ouro, terceiro do pa\u00eds no dia<\/strong>.<\/p>\n<p>O Brasil ainda obteve mais duas medalhas no \u00faltimo dia em Nova D\u00e9li. <strong>Nos 200 metros da classe T47 (amputa\u00e7\u00e3o em um dos bra\u00e7os, abaixo ou ao n\u00edvel do cotovelo ou punho), Maria Clara Augusto foi prata<\/strong> e chegou ao terceiro p\u00f3dio dela na \u00cdndia, um recorde entre os brasileiros neste Mundial. <strong>J\u00e1 no arremesso de peso para atletas com defici\u00eancia de membros inferiores, que reuniu as classes F42 (sem pr\u00f3tese) e F63 (com pr\u00f3tese), Edenilson Floriani levou o bronze<\/strong> e\u00a0quebrou seu pr\u00f3prio recorde das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m neste domingo, Thiago Paulino teve confirmada a medalha de prata do arremesso de peso da classe F57 (atletas com defici\u00eancia de membro inferior, que competem sentados), disputada no s\u00e1bado (4). O brasileiro teve a tentativa que lhe garantiu o p\u00f3dio considerada irregular por um dos advers\u00e1rios, o finland\u00eas Teijo Koopikka. Ap\u00f3s protesto do CPB, o resultado foi mantido.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da EBC<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2025-10\/brasil-faz-historia-e-termina-mundial-de-atletismo-paralimpico-em-1o\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O esporte paral\u00edmpico do Brasil viveu, neste domingo (5), um dia hist\u00f3rico. O pa\u00eds encerrou, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Atletismo na ponta do quadro de medalhas. 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