{"id":5864,"date":"2022-06-01T08:43:00","date_gmt":"2022-06-01T11:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/coluna-brasil-domina-estreia-paralimpica-da-gymnasiade\/"},"modified":"2022-06-01T08:43:00","modified_gmt":"2022-06-01T11:43:00","slug":"coluna-brasil-domina-estreia-paralimpica-da-gymnasiade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=5864","title":{"rendered":"Coluna &#8211; Brasil domina estreia paral\u00edmpica da Gymnas\u00edade"},"content":{"rendered":"<p>Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil e R\u00e1dio Nacional, <\/p>\n<div>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o deste ano dos Jogos Mundiais Escolares, tamb\u00e9m conhecidos como Gymnas\u00edade, realizados no m\u00eas passado, teve uma novidade. O evento realizado na regi\u00e3o da Normandia (Fran\u00e7a) recebeu, pela primeira vez, disputas para atletas com defici\u00eancia. A equipe paral\u00edmpica brasileira obteve 39 medalhas e foi ao p\u00f3dio nas tr\u00eas modalidades (atletismo, nata\u00e7\u00e3o e jud\u00f4).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1654121788_15_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1654121788_929_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Maior delega\u00e7\u00e3o paradesportiva do evento, com 27 representantes (praticamente um ter\u00e7o do total), o Brasil fez jus ao favoritismo com 16 ouros, 15 pratas e oito bronzes. N\u00e3o houve um quadro de medalhas espec\u00edfico. Se tivesse, os brasileiros ficariam \u00e0 frente no geral e por modalidade. Vale lembrar que o pa\u00eds teve a equipe mais numerosa da Gymnas\u00edade com 230 alunos-atletas ao todo.<\/p>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o dos atletas paral\u00edmpicos brasileiros na Gymnasiade foi excelente. Para n\u00f3s, foi extremamente importante a inclus\u00e3o de esportes paral\u00edmpicos no evento. Tenho certeza de que essa integra\u00e7\u00e3o foi uma experi\u00eancia \u00fanica de aprendizado tanto para os atletas ol\u00edmpicos como os paral\u00edmpicos\u201d, declarou Jonas Freire, diretor de alto rendimento do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB), \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>A primeira vez do paradesporto na Gymnas\u00edade reuniu 84 dos cerca de 3,4 mil atletas entre 16 e 18 anos que participaram do evento e envolveu oito das 63 na\u00e7\u00f5es representadas na Normandia. O Brasil teve mais competidores em uma \u00fanica modalidade (atletismo e nata\u00e7\u00e3o, com 12 atletas cada) que a equipe paral\u00edmpica inteira da Fran\u00e7a (11), anfitri\u00e3 dos Jogos. Al\u00e9m dos brasileiros, s\u00f3 os turcos marcaram presen\u00e7a nos tr\u00eas esportes.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/Cd038UTIDWE\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\">\n<\/blockquote>\n<p>Na nata\u00e7\u00e3o e no atletismo as baterias tiveram que ser multiclasses, com p\u00f3dios definidos por meio de uma pontua\u00e7\u00e3o que levou em conta o tempo ou a marca e o desempenho do atleta conforme o grau de comprometimento. Ou seja: competidores com defici\u00eancias f\u00edsico-motoras, visuais e intelectuais brigaram entre si pelas medalhas. No caso espec\u00edfico do atletismo, a divis\u00e3o se deu pelo tipo de disputa: salto em dist\u00e2ncia, velocidade (cem e 400 metros) e meio-fundo (1,5 mil e tr\u00eas mil metros). A prova em que o jovem obtivesse mais pontos valeria para a classifica\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p>Por exemplo: o brasileiro Jos\u00e9 Alexandre Martins da Costa, da classe T47 (amputa\u00e7\u00e3o em um dos membros superiores), recebeu 1.167 pontos pelo desempenho nos cem metros e 1.144 nos 400 metros. A primeira pontua\u00e7\u00e3o, mais elevada, valeu a medalha de ouro dos velocistas no masculino. O franc\u00eas Thebaut Evan, da T12 (baixa vis\u00e3o), por sua vez, obteve 861 pontos nos cem e 959 nos 400 metros. O segundo resultado foi levado em conta &#8211; ele ficou na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O jud\u00f4, por sua vez, teve apenas seis inscritos (tr\u00eas do Brasil) em cinco pesos. Na pr\u00e1tica houve uma \u00fanica disputa por medalhas, com vit\u00f3ria da espanhola Maria Manzanero sobre a brasileira Larissa Barros de Oliveira, de 16 anos (dois a menos que a rival), na categoria at\u00e9 57 quilos. No \u00faltimo dia foi realizada uma cl\u00ednica com a judoca francesa Gevrise Emane, tricampe\u00e3 mundial e medalhista de bronze na Olimp\u00edada de Londres (Reino Unido), em 2012, na categoria 63 quilos.<\/p>\n<p>Apesar das adapta\u00e7\u00f5es, o evento serviu para que muitos dos jovens que dele participaram competissem pela primeira vez longe de casa. Este foi o caso de Gabriel Guimar\u00e3es, de 16 anos, apresentado ao esporte adaptado na escola paral\u00edmpica do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB) e atualmente dono do sexto melhor tempo do pa\u00eds nos cem metros na classe T12. Na Fran\u00e7a ele ficou em terceiro entre os velocistas, atr\u00e1s de Jos\u00e9 Alexandre e do tamb\u00e9m brasileiro Leandro de Oliveira Viana, da categoria T20 (defici\u00eancia intelectual).<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Cdv5c51pJh5\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\">\n<\/blockquote>\n<p>\u201cA experi\u00eancia na Gymnas\u00edade foi muito incr\u00edvel, diferente. Descobri novos pa\u00edses e culturas. Os resultados foram contabilizados de forma diferente, fiquei com o bronze, mas com sabor de ouro para mim, por todo o trabalho feito e a dedica\u00e7\u00e3o de todos, como meu guia, C\u00e9lio Miguel, meus pais e fam\u00edlia. [A Gymnas\u00edade] foi muito importante para meu crescimento como atleta\u201d, resumiu Gabriel \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer src=\"https:\/\/platform.instagram.com\/en_US\/embeds.js\"><\/script><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-05\/coluna-maioria-brasil-domina-estreia-paralimpica-da-gymnasiade\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil e R\u00e1dio Nacional, A edi\u00e7\u00e3o deste ano dos Jogos Mundiais Escolares, tamb\u00e9m conhecidos como Gymnas\u00edade, realizados no m\u00eas passado, teve uma novidade. 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