{"id":54572,"date":"2025-07-03T17:56:00","date_gmt":"2025-07-03T20:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/especialistas-defendem-que-brics-devem-se-unir-para-avancar-em-ia\/"},"modified":"2025-07-03T17:56:00","modified_gmt":"2025-07-03T20:56:00","slug":"especialistas-defendem-que-brics-devem-se-unir-para-avancar-em-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=54572","title":{"rendered":"Especialistas defendem que Brics devem se unir para avan\u00e7ar em IA"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Especialistas chineses defendem que o pa\u00eds deve se unir aos demais membros que comp\u00f5em o Brics para que, juntos, possam avan\u00e7ar tanto no desenvolvimento de intelig\u00eancia artificial (IA) quanto em produ\u00e7\u00e3o de energia sustent\u00e1vel. Dentre os pa\u00edses do bloco, a China \u00e9 um dos que mais tem avan\u00e7ado nesses setores.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1751581586_108_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1751581586_44_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, a China chamou aten\u00e7\u00e3o do mundo quando<a rel=\"nofollow\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-02\/deepseek-pode-mudar-rumo-da-corrida-global-por-ia-dizem-especialistas\" target=\"_blank\"> anunciou a IA DeepSeek<\/a>, que superou em acessos o ChatGPT, da empresa estadunidense Open IA. Depois, o pa\u00eds apresentou outros modelos de sucesso de IA, estabelecendo como meta, at\u00e9 2030, se tornar l\u00edder global dessa tecnologia.<\/p>\n<p>\u201cPa\u00edses do Sul global precisam criar coopera\u00e7\u00e3o, com fundos e recursos para que desenvolvam parcerias. Outro ponto \u00e9 a transfer\u00eancia de tecnologia para pa\u00edses do Sul. Como essas ferramentas podem ser usadas de forma mais abrangente \u00e9 a pergunta que precisamos fazer. Precisamos trocar ideias\u201d, defende o professor Xiao Youdan, especialista em estrat\u00e9gias tecnol\u00f3gicas que integra a Academia Chinesa de Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Youdan participou, nesta quinta-feira (3), do semin\u00e1rio<strong> Di\u00e1logo Brasil-China sobre os Brics e Coopera\u00e7\u00e3o Global em Finan\u00e7as, IA e Transi\u00e7\u00e3o Verde<\/strong>, realizado em parceria entre o Brics Policy Center da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e o Beijing Club for International Dialogue, como parte da programa\u00e7\u00e3o oficial do Brics Brasil.<\/p>\n<p><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>O professor ressalta que pa\u00edses desenvolvidos, como os Estados Unidos, s\u00e3o os grandes detentores dessa tecnologia, que \u00e9 usada e alimentada tamb\u00e9m pelos usu\u00e1rios de pa\u00edses em desenvolvimento do Sul global, como o pr\u00f3prio Brasil. \u201cQuando usamos aplicativos, inserimos nossos dados e os nossos dados est\u00e3o no sistema deles e s\u00e3o usados para o desenvolvimento econ\u00f4mico deles\u201d, diz.<\/p>\n<p>O diretor do programa de Pol\u00edtica Internacional do Instituto Nacional de Estrat\u00e9gia Global da Academia Chinesa de Ci\u00eancias Sociais, Zhao Hai, acrescenta que a medida em que pa\u00edses desenvolvidos dominam cada vez mais a tecnologia, os demais s\u00e3o al\u00e7ados \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de produtores de mat\u00e9rias-primas e t\u00eam as possibilidades do pr\u00f3prio desenvolvimento cada vez mais reduzidas, aumentando o abismo digital entre as na\u00e7\u00f5es mais ricas e as mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cPa\u00edses desenvolvidos det\u00e9m as ferramentas e essa domina\u00e7\u00e3o vai retirando a possibilidade daqueles que chegam depois de avan\u00e7ar. Se pa\u00edses do Brics n\u00e3o se unirem, n\u00f3s vamos sofrer consequ\u00eancias dessa lacuna que s\u00f3 faz aumentar. Precisamos andar r\u00e1pido na coopera\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Representando a \u00c1frica do Sul, a pesquisadora do Global Centre for Academic Research de South Valley University, Thelela Ngcetane-Vika, chamou aten\u00e7\u00e3o para as disparidades culturais e socioecon\u00f4micas dos pa\u00edses que comp\u00f5em o bloco e como isso \u00e9 tamb\u00e9m decisivo no desenvolvimento de novas tecnologias.<\/p>\n<p>\u201cUm dos desafios na \u00c1frica s\u00e3o as quest\u00f5es da exclus\u00e3o digital. Ent\u00e3o, voc\u00ea pode falar sobre IA, mas no contexto de falta de recursos e de infraestrutura, voc\u00ea tem quest\u00f5es de exclus\u00e3o digital. E isso, por si s\u00f3, remete a quest\u00f5es de desigualdade\u201d, diz. \u201cA aus\u00eancia de igualdade de condi\u00e7\u00f5es \u00e9 um problema. Porque se minha av\u00f3, em uma aldeia em algum lugar da \u00c1frica do Sul, n\u00e3o tiver acesso a nenhuma forma de tecnologia, apenas ao telefone, isso \u00e9 um problema. Ent\u00e3o, voc\u00ea pode falar sobre as complexidades dos desafios, os riscos, mas, em um n\u00edvel fundamental, na \u00c1frica, estamos lidando com esse tipo de desafio\u201d, ressalta.<\/p>\n<h2>Energia sustent\u00e1vel<\/h2>\n<p>O semin\u00e1rio abordou tamb\u00e9m o papel dos pa\u00edses do Brics na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, ou seja, na troca gradual dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, como petr\u00f3leo e carv\u00e3o, por fontes mais limpas, que emitem menos gases do efeito estufa que provocam o aquecimento global.<\/p>\n<p>Segundo a professora da PUC-Rio Maria Elena Rodriguez, os pa\u00edses do Brics t\u00eam um papel fundamental para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Esses pa\u00edses, no entanto, partem de pontos muito diferentes, destaca.<\/p>\n<p>\u201cOs pa\u00edses do Brics s\u00e3o um grupo bem heterog\u00eaneo. A gente encontra gigantes produtores de f\u00f3sseis e pa\u00edses com alta participa\u00e7\u00e3o de renov\u00e1veis\u201d, diz. Dados apresentados pela pesquisadora mostram que, juntos, os pa\u00edses representam 74% do consumo global de carbono e 70% da sua produ\u00e7\u00e3o; 37% da produ\u00e7\u00e3o e 36% do consumo de g\u00e1s natural; 37% de todo o consumo de derivados de petr\u00f3leo e 42% da produ\u00e7\u00e3o desse \u00f3leo.<\/p>\n<p>Dentre os pa\u00edses do bloco est\u00e3o gigantes como a China, cuja matriz energ\u00e9tica \u00e9 61% carv\u00e3o; a Ar\u00e1bia Saudita, com 64,2% de petr\u00f3leo; e a R\u00fassia, com 52,3% de g\u00e1s natural. Entre os destaques de utiliza\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel est\u00e1 o Brasil, com 31,7% de energia de biomassa e a Eti\u00f3pia, com 87,2% de biocombust\u00edveis e res\u00edduos.<\/p>\n<p>Segundo Rodriguez, a discuss\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica dos Brics exige a ado\u00e7\u00e3o de uma perspectiva que reconhe\u00e7a as particularidades hist\u00f3ricas, econ\u00f4micas e geopol\u00edticas de cada um dos pa\u00edses. \u201cEu acho que isso \u00e9 importante para chegar a acordos de defini\u00e7\u00e3o, para pensar o que uma transi\u00e7\u00e3o socialmente justa, pensar nos trabalhadores, nas comunidades, nos territ\u00f3rios, nos direitos territoriais etc\u201d.<\/p>\n<p>A professora defende ainda que o bloco tenha uma \u201cpol\u00edtica de coopera\u00e7\u00e3o concreta&#8221;. &#8220;Isso que eu acho importante. E n\u00e3o s\u00f3 de financiamento, mas tamb\u00e9m da tecnologia, de transmiss\u00e3o de conhecimento. Sen\u00e3o, a gente continua reproduzindo, dentro dos Brics, os mesmos desequil\u00edbrios que a gente tem a n\u00edvel global\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe do departamento de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade de Tsinghua, Tang Xiaoyang, a coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses \u00e9 importante para a China. \u201cNa verdade, n\u00e3o apenas o hemisf\u00e9rio Sul, mas com as economias avan\u00e7adas como Europa e Estados Unidos. A China tamb\u00e9m gostaria que eles crescessem juntos, porque s\u00f3 assim todos os pa\u00edses se beneficiariam uns dos outros por meio do com\u00e9rcio e do investimento. Caso contr\u00e1rio, se apenas a China crescesse, ela tamb\u00e9m perderia for\u00e7a depois de um tempo\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele acrescenta: \u201cO investimento e o com\u00e9rcio chin\u00eas com todos os outros pa\u00edses estrangeiros s\u00e3o incentivados pelo governo chin\u00eas. O governo chin\u00eas entende que n\u00e3o se trata de ajuda, mas sim de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica como um neg\u00f3cio. Essa \u00e9 a pr\u00f3pria experi\u00eancia de desenvolvimento da China\u201d.<\/p>\n<h2>Brics<\/h2>\n<p>O Brics \u00e9 um bloco que re\u00fane representantes de 11 pa\u00edses-membros permanentes: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul, Ir\u00e3, Ar\u00e1bia Saudita, Egito, Eti\u00f3pia, Emirados \u00c1rabes Unidos e Indon\u00e9sia.\u00a0Tamb\u00e9m participam os pa\u00edses-parceiros: Belarus, Bol\u00edvia, Cazaquist\u00e3o, Tail\u00e2ndia, Cuba, Uganda, Mal\u00e1sia, Nig\u00e9ria, Vietn\u00e3 e Uzbequist\u00e3o. Sob a presid\u00eancia do Brasil, a 17\u00aa Reuni\u00e3o de C\u00fapula do Brics ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-07\/especialistas-defendem-que-brics-devem-se-unir-para-avancar-em-ia\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas chineses defendem que o pa\u00eds deve se unir aos demais membros que comp\u00f5em o Brics para que, juntos, possam avan\u00e7ar tanto no desenvolvimento de intelig\u00eancia artificial (IA) quanto em produ\u00e7\u00e3o de energia sustent\u00e1vel. Dentre os pa\u00edses do bloco, a China \u00e9 um dos que mais tem avan\u00e7ado nesses setores. 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