{"id":54348,"date":"2025-06-27T11:04:00","date_gmt":"2025-06-27T14:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/desemprego-recua-para-62-em-maio-o-menor-para-o-periodo-desde-2012\/"},"modified":"2025-06-27T11:04:00","modified_gmt":"2025-06-27T14:04:00","slug":"desemprego-recua-para-62-em-maio-o-menor-para-o-periodo-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=54348","title":{"rendered":"Desemprego recua para 6,2% em maio, o menor para o per\u00edodo desde 2012"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p><strong>A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio de 2025 ficou em 6,2%. Esse patamar \u00e9 o menor registrado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Al\u00e9m disso, fica &#8220;extremamente pr\u00f3ximo&#8221; do menor \u00edndice j\u00e1 apurado, 6,1%, marca alcan\u00e7ada no trimestre terminado em novembro de 2024.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1751116922_777_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1751116922_3_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), do <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/ibge\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a>. No trimestre anterior, encerrado em fevereiro, a taxa era de 6,8%. J\u00e1 no mesmo per\u00edodo do ano passado, 7,1%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser recorde para o per\u00edodo, o IBGE aponta que outros dados da pesquisa s\u00e3o tamb\u00e9m os melhores j\u00e1 registrados, como o patamar de empregados com carteira assinada, o rendimento do trabalhador, a massa salarial do pa\u00eds e o menor n\u00edvel de desalentados &#8211; pessoas que, por desmotiva\u00e7\u00e3o, sequer procuram emprego &#8211; desde 2016.<\/p>\n<p><strong>A desocupa\u00e7\u00e3o de 6,2% no trimestre representa 6,8 milh\u00f5es de pessoas.<\/strong> Esse contingente fica 12,3% abaixo do apurado no mesmo per\u00edodo do ano passado, ou seja, redu\u00e7\u00e3o de 955 mil pessoas \u00e0 procura de emprego. O Brasil terminou o per\u00edodo com 103,9 milh\u00f5es pessoas ocupadas, alta de 1,2% ante o trimestre anterior.<\/p>\n<h2>Mercado aquecido e resistente<\/h2>\n<p><strong>De acordo com o analista da pesquisa\u00a0William Kratochwill\u00a0os dados mostram a economia aquecida, resistente a quest\u00f5es externas do mercado do trabalho.<\/strong> Segundo ele, as informa\u00e7\u00f5es retratam que efeitos da pol\u00edtica monet\u00e1ria (juro alto) n\u00e3o afetou o n\u00edvel de emprego.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Observando os dados, est\u00e1 claro que o mercado de trabalho continua avan\u00e7ando, resistindo&#8221;, disse a jornalistas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele acrescenta que \u00e9 esperado para os trimestres mais pr\u00f3ximos do fim do ano novos recuos na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, mas que isso depende de medidas do poder p\u00fablico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Como estamos com economia aquecida, o que vem pela frente vai depender muito das pol\u00edticas econ\u00f4micas&#8221;, aponta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Desde setembro do ano passado, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) tem mantido trajet\u00f3ria de alta da taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, de forma a conter a infla\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 acima da meta do governo. A infla\u00e7\u00e3o oficial acumula 5,32% em doze meses, acima da meta, que tem toler\u00e2ncia at\u00e9 4,5%.<\/p>\n<p><strong>O juro mais alto \u2013 atualmente em 15% ao ano &#8211; encarece o cr\u00e9dito, de forma que desestimula o consumo e investimentos produtivos, o que tende a, por um lado, frear a infla\u00e7\u00e3o; por outro, desaquecer a economia e o n\u00edvel de emprego.<\/strong><\/p>\n<h2>Carteira assinada<\/h2>\n<p>A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, seja emprego com ou sem carteira assinada, tempor\u00e1rio e por conta pr\u00f3pria, por exemplo. S\u00e3o visitados 211 mil domic\u00edlios em todos os estados e no Distrito Federal. S\u00f3 \u00e9 considerada desocupada a pessoas que efetivamente procura emprego.<\/p>\n<p><strong>O n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi recorde: 39,8 milh\u00f5es, apontando crescimento de 3,7% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre do ano passado.<\/strong><\/p>\n<p>O IBGE estima que a taxa de informalidade \u2013 propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais dentro do total de ocupados \u2013 ficou em 37,8%. S\u00e3o 39,3 milh\u00f5es de informais. Esse n\u00edvel de taxa fica abaixo da registrada no trimestre anterior (38,1%) e do mesmo per\u00edodo do ano passado (38,6%).<\/p>\n<p><strong>De acordo como IBGE, al\u00e9m da estabilidade no contingente de trabalhadores sem carteira assinada (13,7 milh\u00f5es), ajudou a diminuir a taxa de informalidade a alta de 3,7% do n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria com CNPJ (mais 249 mil).<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil fechou mar\u00e7o com 26,1 milh\u00f5es de trabalhadores por conta pr\u00f3pria, o maior contingente j\u00e1 registrado. Dessa forma, de todos os ocupados, 25,2% s\u00e3o por conta pr\u00f3pria. Dentro desse universo, 26,9% s\u00e3o formalizados com Cadastro Nacional de Pessoas Jur\u00eddicas (CNPJ).<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAs pessoas percebem o mercado favor\u00e1vel, com mais pessoas trabalhando. Se ela n\u00e3o encontrou trabalho como empregado, ela percebe que existe a possibilidade de um trabalho aut\u00f4nimo e entra no mercado. Muitas vezes, com aquecimento da economia, essa pessoa sente necessidade de se formalizar\u201d, analisa Kratochwill.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Menos desalentados<\/h2>\n<p><strong>A pesquisa revela que o n\u00famero de trabalhadores desalentados foi de 2,89 milh\u00f5es de pessoas, o menor desde 2016.<\/strong> De acordo com William Kratochwill, a queda pode ser explicada pela melhoria consistente das condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho. \u201cO aumento da ocupa\u00e7\u00e3o gera mais oportunidades, percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas\u201d, diz.<\/p>\n<p>De todas as atividades pesquisadas, o IBGE identificou que apenas o grupo administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais teve crescimento no n\u00famero de ocupados (+3,7% ante o trimestre encerrado em fevereiro).<\/p>\n<p>De acordo com o analista, isso tem a ver com caracter\u00edsticas do per\u00edodo, marcado pelo in\u00edcio do ano letivo. \u201cIncentiva a contrata\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico, tanto professores como outros profissionais que d\u00e3o suporte, como cozinheiros\u201d, explica.<\/p>\n<h2>Rendimento<\/h2>\n<p><strong>O rendimento m\u00e9dio do brasileiro foi recorde, alcan\u00e7ando R$ 3.457. O valor \u00e9 3,1% superior quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.<\/strong> A massa de rendimentos &#8211; total de sal\u00e1rios recebido pelos brasileiros \u2013 tamb\u00e9m foi a maior registrada, atingindo R$ 354,6 bilh\u00f5es, dinheiro na m\u00e3o dos trabalhadores, que pode ser usado para movimentar a economia ou poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>O mercado formal aquecido levou ao\u00a0recorde no n\u00famero de pessoas contribuintes para instituto de previd\u00eancia, que alcan\u00e7ou 68,3 milh\u00f5es de pessoas. \u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-06\/desemprego-recua-para-62-em-maio-o-menor-para-o-periodo-desde-2012\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio de 2025 ficou em 6,2%. Esse patamar \u00e9 o menor registrado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Al\u00e9m disso, fica &#8220;extremamente pr\u00f3ximo&#8221; do menor \u00edndice j\u00e1 apurado, 6,1%, marca alcan\u00e7ada no trimestre terminado em novembro de 2024. 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