{"id":54248,"date":"2025-06-26T17:43:00","date_gmt":"2025-06-26T20:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-40621-bilhoes-em-maio\/"},"modified":"2025-06-26T17:43:00","modified_gmt":"2025-06-26T20:43:00","slug":"governo-central-tem-deficit-primario-de-r-40621-bilhoes-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=54248","title":{"rendered":"Governo Central t\u00eam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 40,621 bilh\u00f5es em maio"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>Em um m\u00eas tradicionalmente de d\u00e9ficit, as contas p\u00fablicas surpreenderam em maio. As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registraram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 40,621 bilh\u00f5es. Descontada a infla\u00e7\u00e3o, o resultado negativo \u00e9 36,2% menor que o do mesmo m\u00eas do ano passado, quando registrou d\u00e9ficit de R$ 60,408 bilh\u00f5es.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1750971514_923_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1750971514_357_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>\u00c9 o quarto maior d\u00e9ficit para meses de maio, s\u00f3 perdendo para 2024, 2023 e 2020. Apesar do resultado, o valor veio melhor que o esperado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 62,2 bilh\u00f5es em maio.<\/p>\n<p><strong>Apesar do resultado negativo de maio, as contas p\u00fablicas continuam no positivo no acumulado do ano.<\/strong> Nos cinco primeiros meses deste ano, o Governo Central registra super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 32,198 bilh\u00f5es, o melhor resultado para o mesmo per\u00edodo desde 2022. Nos mesmos meses do ano passado, havia d\u00e9ficit de R$ 28,652 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio representa a diferen\u00e7a entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. A Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano e o novo arcabou\u00e7o fiscal estabelecem meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero, com margem de toler\u00e2ncia de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) para cima ou para baixo, para o Governo Central. No limite inferior da meta, isso equivale a d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 31 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Precat\u00f3rios<\/h2>\n<p><strong>Apesar do super\u00e1vit acumulado no ano, est\u00e1 previsto o pagamento de R$ 70 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios, as d\u00edvidas com senten\u00e7as judiciais definitivas, em julho.<\/strong> Em 2024, o governo antecipou o pagamento de precat\u00f3rios para fevereiro.<\/p>\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado no fim de maio, o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-05\/com-precatorios-previsao-de-deficit-primario-sobe-para-r-97-bilhoes\">Or\u00e7amento de 2025 prev\u00ea d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 97 bilh\u00f5es<\/a>. Ao considerar apenas os gastos dentro do arcabou\u00e7o, h\u00e1 previs\u00e3o de d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 31 bilh\u00f5es, no limite inferior da meta. O marco fiscal exclui R$ 45,3 bilh\u00f5es de precat\u00f3rios.<\/p>\n<h2>Receitas<\/h2>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com maio do ano passado, as receitas subiram e as despesas ca\u00edram. No m\u00eas passado, as receitas l\u00edquidas subiram 10,2% em valores nominais. Descontada a infla\u00e7\u00e3o pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta chega a 4,7%. Sem os gastos com a enchente no Rio Grande do Sul, que n\u00e3o se repetiram neste ano, as despesas totais ca\u00edram 2,7% em valores nominais e 7,6% ap\u00f3s descontar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-06\/arrecadacao-federal-em-maio-atinge-r-230-bilhoes-recorde-para-o-mes\">arrecada\u00e7\u00e3o federal recorde em maio<\/a> ajudou a segurar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio. Se considerar apenas as receitas administradas, relativas ao pagamento de tributos, houve alta de 4,7% em maio na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As receitas n\u00e3o administradas pela Receita Federal, no entanto, ca\u00edram 2,4%, descontada a infla\u00e7\u00e3o na mesma compara\u00e7\u00e3o. Os principais fatores de baixa foram os pagamentos de dividendos de estatais, que recuaram 27,5%, e a queda de 3,7% nas receitas de concess\u00f5es, tamb\u00e9m descontada a infla\u00e7\u00e3o. A alta de 11,9% nos royalties de petr\u00f3leo, decorrente da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial nos \u00faltimos 12 meses, ajudou a segurar a queda.<\/p>\n<h2>Despesas<\/h2>\n<p>Ao desconsiderar os gastos em raz\u00e3o das chuvas no Rio Grande do Sul, o principal fator de alta nas despesas do governo foram os gastos com o funcionalismo, que subiram 10,4% acima da infla\u00e7\u00e3o em maio na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. O aumento desses gastos ocorreu por causa da entrada em vigor do reajuste para os servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Os gastos com a Previd\u00eancia Social ca\u00edram 3,4% descontada a infla\u00e7\u00e3o em maio em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/strong> Isso se deve \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de aposentadorias e pens\u00f5es para as v\u00edtimas das enchentes no Rio Grande do Sul, o que n\u00e3o ocorreu em maio deste ano.<\/p>\n<p>Por causa do aumento do n\u00famero de benefici\u00e1rios e da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, os gastos com o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC) subiram 6,6% acima da infla\u00e7\u00e3o, mas o aumento poderia ser maior n\u00e3o fossem as antecipa\u00e7\u00f5es para o Rio Grande do Sul no ano passado.<\/p>\n<p>As despesas obrigat\u00f3rias com controle de fluxo, que englobam os programas sociais, recuaram 7,3% em maio, descontada a infla\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, tamb\u00e9m por causa do Rio Grande do Sul.\u00a0<\/p>\n<p>As despesas com sa\u00fade ca\u00edram R$ 1,7 bilh\u00e3o. Os gastos com o Bolsa Fam\u00edlia, que passam por uma revis\u00e3o constante de cadastro, ca\u00edram R$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<h2>Investimentos<\/h2>\n<p><strong>Quanto aos investimentos em obras p\u00fablicas e compra de equipamentos, o total nos cinco primeiros meses do ano somou R$ 22,393 bilh\u00f5es.<\/strong> O valor representa queda de 16,9% descontado o IPCA em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024.\u00a0<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, essa despesa tem alternado momentos de crescimento e de queda descontada a infla\u00e7\u00e3o. O Tesouro atribui a volatilidade ao ritmo vari\u00e1vel no fluxo de obras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-06\/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-40621-bilhoes-em-maio\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Em um m\u00eas tradicionalmente de d\u00e9ficit, as contas p\u00fablicas surpreenderam em maio. As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registraram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 40,621 bilh\u00f5es. 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