{"id":53354,"date":"2025-06-08T10:35:00","date_gmt":"2025-06-08T13:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/conheca-as-relacoes-brasil-angola-da-escravidao-ao-petroleo-e-ao-agro\/"},"modified":"2025-06-08T10:35:00","modified_gmt":"2025-06-08T13:35:00","slug":"conheca-as-relacoes-brasil-angola-da-escravidao-ao-petroleo-e-ao-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=53354","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Angola: da escravid\u00e3o ao petr\u00f3leo e ao agro"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Boa parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 descendente de africanos que viveram no territ\u00f3rio que hoje se conhece como Angola. Essa regi\u00e3o da \u00c1frica foi a principal fonte de m\u00e3o de obra escrava do Brasil, que foi a na\u00e7\u00e3o que mais recebeu trabalhadores africanos escravizados do mundo.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395745_805_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395745_983_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Dos cerca de 4,8 milh\u00f5es de escravizados que desembarcaram no pa\u00eds em quatro s\u00e9culos de escravid\u00e3o, 3,8 milh\u00f5es vieram da regi\u00e3o centro-ocidental do continente, chamada de Congo-Angola,<\/strong> segundo <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.slavevoyages.org\/assessment\/estimates\">dados da Slave Voyages<\/a>.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 interrompida com o fim do tr\u00e1fico negreiro. A depender do per\u00edodo, o Brasil se aproxima ou se afasta de Angola, mas tende a manter uma pauta comercial residual com o pa\u00eds. Neste terceiro mandato do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o Brasil tenta uma reaproxima\u00e7\u00e3o para<a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-06\/brasil-e-angola-buscam-diversificar-comercio-alem-do-petroleo-e-agro\"> diversificar as rela\u00e7\u00f5es comerciais<\/a> para al\u00e9m do petr\u00f3leo e do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre Brasil e Angola no per\u00edodo colonial era t\u00e3o intensa que, quando Dom Pedro I declarou\u00a0independ\u00eancia, a elite comercial que vivia em Luanda e Benguela, cidades portu\u00e1rias controlada pelos portugueses, passou a defender a anexa\u00e7\u00e3o de Angola ao Brasil rec\u00e9m-independente.<\/p>\n<h2>Anexa\u00e7\u00e3o de Angola<\/h2>\n<p>Segundo o\u00a0professor de hist\u00f3ria da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)\u00a0Gilberto da Silva Guizelin, os senhores de escravos de Luanda e Benguela solicitaram a anexa\u00e7\u00e3o com o Brasil.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=426810:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_82_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_135_whatsapp_image_2025-06-06_at_13.10.34.jpg\" alt=\"bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -   Professor de hist\u00f3ria da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Gilberto da Silva Guizelin. Foto Arquivo Pessoa\" title=\"Arquivo Pessoa\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_135_whatsapp_image_2025-06-06_at_13.10.34.jpg\" alt=\"bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -   Professor de hist\u00f3ria da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Gilberto da Silva Guizelin. Foto Arquivo Pessoa\" title=\"Arquivo Pessoa\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=426810 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Professor de hist\u00f3ria da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)\u00a0Gilberto da Silva Guizelin &#8211;\u00a0<strong>Foto:\u00a0Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=426810--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cEssa elite econ\u00f4mica vai assinar uma peti\u00e7\u00e3o pedindo essa anexa\u00e7\u00e3o. Os deputados eleitos por Angola em 1822 para o Parlamento portugu\u00eas, como n\u00e3o havia liga\u00e7\u00e3o direta entre Angola e Portugal, v\u00e3o parar no Brasil e se recusam a seguir viagem para Lisboa para defender essa anexa\u00e7\u00e3o\u201d, contou o especialista que estuda as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Angola.<\/p>\n<p>Guizelin avalia que a proposta teve apoio do governo brasileiro pois a peti\u00e7\u00e3o dos angolanos foi publicada no jornal oficial da \u00e9poca. Por\u00e9m, o projeto foi inviabilizado pela oposi\u00e7\u00e3o de Portugal e da Inglaterra e por causa das dificuldades econ\u00f4micas e militares do governo rec\u00e9m-independente, que ainda lutava para manter a unifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cSe esperava at\u00e9 que o almirante Thomas Cochrane, que na \u00e9poca comandava a Marinha Imperial, fizesse um ataque de anexa\u00e7\u00e3o em Angola. Esse ataque foi esperado at\u00e9 a assinatura do reconhecimento da independ\u00eancia do Brasil por Portugal, em 1825, mas n\u00e3o chegou a acontecer\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Com o fim do tr\u00e1fico negreiro, em 1850, o governo imperial tenta manter rela\u00e7\u00f5es com Angola, uma vez que a regi\u00e3o era uma das poucas com que o Brasil tinha super\u00e1vit comercial.<\/strong> Ainda em 1850, o Consulado-Geral em Angola \u00e9 inaugurado na tentativa de substituir os escravizados por outros produtos.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o vai dar certo por causa da pol\u00edtica colonial estabelecida por Portugal, que vai romper essas rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Angola\u201d, pontuou Guizelin.<\/p>\n<h2>Rep\u00fablica Velha<\/h2>\n<p><strong>Com o fim do Imp\u00e9rio e in\u00edcio do per\u00edodo conhecido como Rep\u00fablica Velha (1889-1930), o Estado brasileiro passa a adotar uma pol\u00edtica de embranquecimento da popula\u00e7\u00e3o por meio da imigra\u00e7\u00e3o europeia e da exclus\u00e3o do negro liberto da vida econ\u00f4mica e social, avalia o historiador.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma Rep\u00fablica extremamente racista que absorve a teoria do \u2018racismo cient\u00edfico\u2019, em voga na Europa, que atribui uma falsa superioridade ao branco. Se forja uma nova identidade nacional onde a popula\u00e7\u00e3o negra brasileira \u00e9 exclu\u00edda. Com isso, a \u00c1frica passa a ser um continente esquecido pelo Itamaraty\u201d, contou Guizelin.<\/p>\n<h2>J\u00e2nio Quadros<\/h2>\n<p>O professor afirma que isso s\u00f3 come\u00e7a a mudar na d\u00e9cada de 1960 a partir do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica. \u201cNessa d\u00e9cada, 17 na\u00e7\u00f5es africanas conquistam a independ\u00eancia, abalando a geopol\u00edtica mundial\u201d, comentou.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=426828:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_82_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/4093.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -  Ex-presidentes J\u00e2nio Quadros. Foto Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\/PR\" title=\"Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\/PR\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/4093.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -  Ex-presidentes J\u00e2nio Quadros. Foto Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\/PR\" title=\"Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\/PR\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=426828 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Governo J\u00e2nio Quadros criou\u00a0primeira embaixada do Brasil em continente africano, em Gana &#8211;\u00a0<strong>Foto:\u00a0Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\/PR<\/strong><!--END copyright=426828--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Com isso, pol\u00edticos, diplomatas e intelectuais no Brasil passam a olhar para \u00c1frica. \u201cA pol\u00edtica externa independente do J\u00e2nio Quadros, em 1961, vai criar a primeira embaixada do Brasil no continente africano, em Acra, Gana\u201d, acrescentou Gilberto.<\/p>\n<h2>Ditadura militar<\/h2>\n<p><strong>Com o golpe civil-militar de 1964 no Brasil, essa reaproxima\u00e7\u00e3o com a \u00c1frica \u00e9 suspensa<\/strong>. \u201cNovamente, um governo conservador assume e n\u00e3o tem bons olhos para os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o da \u00c1frica. Pelo contr\u00e1rio, o governo militar defende a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa em Angola\u201d, disse o historiador.<\/p>\n<p>O professor pondera que essa pol\u00edtica da ditadura militar muda na d\u00e9cada de 1970, com a crise do petr\u00f3leo, assumindo um car\u00e1ter menos ideol\u00f3gico e mais pragm\u00e1tico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO Brasil tinha que buscar novos mercados para seu grande parque industrial. Com isso, o regime passa a olhar mais para \u00c1sia e \u00c1frica. As na\u00e7\u00f5es rec\u00e9m-independentes passam ent\u00e3o a cobrar do Brasil apoio \u00e0\u00a0descoloniza\u00e7\u00e3o. Come\u00e7a a ficar evidente que o apoio brasileiro \u00e0 pol\u00edtica colonial portuguesa j\u00e1 n\u00e3o cabia mais naquele contexto\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando o general Ernesto Geisel assume a Presid\u00eancia, em 1974, ocorre a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, em Portugal, que p\u00f5e fim \u00e0\u00a0ditadura de Ant\u00f3nio Salazar naquele pa\u00eds, permitindo a independ\u00eancia de Angola, em 1975.<\/p>\n<p><strong>O Brasil foi o primeiro pa\u00eds a reconhecer a nova na\u00e7\u00e3o africana.<\/strong> Em seguida, a Petrobras e construtoras brasileiras v\u00e3o para Angola reconstruir o pa\u00eds ap\u00f3s a guerra de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=426824:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_82_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/download.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -  Ex-presidentes Ernesto Geisel. Foto Presid\u00eancia da Republica\/ PR\" title=\"Presid\u00eancia da Republica\/ PR\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/download.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -  Ex-presidentes Ernesto Geisel. Foto Presid\u00eancia da Republica\/ PR\" title=\"Presid\u00eancia da Republica\/ PR\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=426824 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Brasil foi o primeiro pa\u00eds a reconhecer a independ\u00eancia de Angola, no governo Geisel &#8211;\u00a0<strong>Foto:<\/strong>\u00a0<strong>Presid\u00eancia da Republica\/ PR<\/strong><!--END copyright=426824--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cA partir de 1975, temos um reavivamento dessas rela\u00e7\u00f5es comerciais com Angola. No entanto, elas come\u00e7am a entrar em decl\u00ednio justamente por conta da Guerra Civil p\u00f3s-independ\u00eancia\u201d, disse Guizelin.<\/p>\n<h2>Redemocratiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o, o presidente Jos\u00e9 Sarney tenta uma reaproxima\u00e7\u00e3o com o continente africano e se torna o primeiro presidente do Brasil a visitar Angola<\/strong>. Por\u00e9m, segundo o historiador, essas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o esquecidas pelos governos seguintes de Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso (FHC).<\/p>\n<p>\u201cCollor e FHC priorizaram as rela\u00e7\u00f5es com Estados Unidos e Europa em suas pol\u00edticas externas, ou com os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, principalmente do Mercosul. As rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1frica vinham em \u00faltimo lugar\u201d, completou o historiador.<\/p>\n<h2>Governos Lula e Dilma<\/h2>\n<p><strong>Com o in\u00edcio do primeiro mandato do presidente\u00a0Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a pol\u00edtica externa brasileira passa a privilegiar as chamadas rela\u00e7\u00f5es Sul-Sul, e a \u00c1frica ganha uma import\u00e2ncia, at\u00e9 ent\u00e3o, in\u00e9dita.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cVamos ter uma guinada da pol\u00edtica externa brasileira. N\u00f3s vamos ter um reavivamento das rela\u00e7\u00f5es do Brasil com a \u00c1frica como um todo, principalmente com os pa\u00edses da l\u00edngua portuguesa. Por isso, Lula vai fazer v\u00e1rias viagens durante seus primeiros mandatos a\u00a0v\u00e1rios pa\u00edses africanos, com sua primeira viagem a Angola\u00a0em 2007\u201d, lembrou o professor da UFPR.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Com o governo Dilma Rousseff, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es do Brasil com Angola. \u201cEmbora as rela\u00e7\u00f5es Sul-Sul ainda continuassem a ser priorit\u00e1rias, o governo Dilma vai olhar com mais afinco, com mais carinho, para as rela\u00e7\u00f5es com o Mercosul ou com os Brics. Nesse sentido, a \u00c1frica fica um pouco em segundo plano\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2>Temer e Bolsonaro<\/h2>\n<p><strong>Nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, as rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1frica voltam a ser reduzidas, segundo explicou o historiador da Federal paranaense.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCom o <em>impeachment<\/em>\u00a0[de Dilma],\u00a0h\u00e1 praticamente um congelamento dessas rela\u00e7\u00f5es. Ambos os governos v\u00e3o fechar embaixadas e postos diplom\u00e1ticos no continente africano. Nem Temer\u00a0nem Bolsonaro fizeram uma \u00fanica viagem \u00e0 \u00c1frica. Tem viagem de ministros, mas n\u00e3o h\u00e1 uma diplomacia presidencial, como a gente verificou no governo Lula, por exemplo, e no governo Jos\u00e9 Sarney\u201d, destacou o especialista.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=426811:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_82_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_730_whatsapp_image_2025-06-06_at_14.50.09.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -   Elga Lessa de Almeida, professora da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia e Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal da Bahia. Foto Arquivo Pessoa\" title=\"Arquivo Pessoa\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_730_whatsapp_image_2025-06-06_at_14.50.09.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 06\/06\/2025  -   Elga Lessa de Almeida, professora da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia e Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal da Bahia. Foto Arquivo Pessoa\" title=\"Arquivo Pessoa\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=426811 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Elga Lessa de Almeida, professora da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia &#8211; \u00a0<strong>Foto: Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=426811--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A professora de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA)\u00a0Elga Lessa de Almeida\u00a0citou a pol\u00eamica em torno das den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o da Igreja Universal do Reino de Deus, em Angola, que gerou a revolta de pastores angolanos. \u00a0A institui\u00e7\u00e3o brasileira negou as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEsse foi quase o foco da rela\u00e7\u00e3o do governo Bolsonaro com Angola. Houve uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao desvio de recursos da doa\u00e7\u00e3o dos africanos que eram enviados para o Brasil. Bolsonaro tentou, na \u00e9poca, que o vice Hamilton Mour\u00e3o fosse l\u00e1 e intercedesse. Mas o presidente angolano Jo\u00e3o Louren\u00e7o recusou dizendo que essa era uma quest\u00e3o do Judici\u00e1rio\u201d, disse a especialista.<\/p>\n<h2>Terceiro mandato de Lula<\/h2>\n<p>Em seu terceiro mandato, o presidente Lula <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-06\/brasil-e-angola-buscam-diversificar-comercio-alem-do-petroleo-e-agro\">busca uma reaproxima\u00e7\u00e3o com Angola <\/a>por meio da diversifica\u00e7\u00e3o da pauta comercial para al\u00e9m do agroneg\u00f3cio e do petr\u00f3leo, pauta de exporta\u00e7\u00f5es que domina a rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses. O fluxo de com\u00e9rcio entre os pa\u00edses caiu ap\u00f3s 2015 em fun\u00e7\u00e3o dos efeitos da Lava Jato, da competitividade da China e das crises econ\u00f4micas.<\/p>\n<p><strong>A professora da Federal baiana Elga Lessa considera que Lula est\u00e1 retomando a reaproxima\u00e7\u00e3o com Angola que empreendeu nos primeiros mandatos.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=425198:cheio_8colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1749395746_82_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/mcm_8370.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 23\/05\/2025 - O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (d), recebe o presidente de Angola, Jo\u00e3o Louren\u00e7o (e), em cerim\u00f4nia oficial no Pal\u00e1cio do Planalto. &#13;&#10;Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia\u00a0Brasil\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/mcm_8370.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 23\/05\/2025 - O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (d), recebe o presidente de Angola, Jo\u00e3o Louren\u00e7o (e), em cerim\u00f4nia oficial no Pal\u00e1cio do Planalto. &#13;&#10;Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia\u00a0Brasil\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=425198 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Presidente Lula recebe o presidente de Angola, Jo\u00e3o Louren\u00e7o,\u00a0em cerim\u00f4nia oficial no Pal\u00e1cio do Planalto em maio deste ano\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Foto:\u00a0Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=425198--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cLula retoma muito dos elementos que fizeram parte desse fortalecimento com os pa\u00edses africanos no primeiro mandato. A ideia da coopera\u00e7\u00e3o, sobretudo, na \u00e1rea agr\u00edcola, no setor de sa\u00fade. Mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a, quando a gente pensa nesse governo Lula 3, que \u00e9 que n\u00e3o temos o mesmo apoio financeiro que teve no passado\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Lucas Pordeus Le\u00f3n &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-06\/conheca-relacoes-brasil-angola-da-escravidao-ao-petroleo-e-ao-agro\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 descendente de africanos que viveram no territ\u00f3rio que hoje se conhece como Angola. Essa regi\u00e3o da \u00c1frica foi a principal fonte de m\u00e3o de obra escrava do Brasil, que foi a na\u00e7\u00e3o que mais recebeu trabalhadores africanos escravizados do mundo. 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