{"id":50096,"date":"2025-04-02T11:09:00","date_gmt":"2025-04-02T14:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/industria-cai-01-em-fevereiro-e-soma-5-meses-sem-crescimento\/"},"modified":"2025-04-02T11:09:00","modified_gmt":"2025-04-02T14:09:00","slug":"industria-cai-01-em-fevereiro-e-soma-5-meses-sem-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=50096","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria brasileira recuou 0,1% de janeiro para fevereiro, varia\u00e7\u00e3o que pode ser considerada como estabilidade. No entanto, significa tamb\u00e9m que a ind\u00fastria atinge a marca de cinco meses seguidos sem crescimento, per\u00edodo em que soma perda de 1,3%.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/1743606122_816_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/1743606123_501_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em janeiro, a produ\u00e7\u00e3o industrial tinha apresentado varia\u00e7\u00e3o nula (0%). O \u00faltimo m\u00eas com crescimento foi em setembro de 2024 (0,9%). De outubro a dezembro de 2024 foram tr\u00eas meses de queda. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (2) no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p><strong>No acumulado de 2025, a ind\u00fastria expandiu 1,4% ante mesmo per\u00edodo de 2024.<\/strong> No somat\u00f3rio dos \u00faltimos 12 meses, a alta \u00e9 de 2,6%. Em compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2024, a varia\u00e7\u00e3o ficou positiva em 1,5%.<\/p>\n<p>Os novos n\u00fameros de fevereiro deixam o parque industrial nacional 1,1% acima do n\u00edvel pr\u00e9-pandemia (fevereiro de 2020) e 15,7% abaixo do ponto mais alto da s\u00e9rie hist\u00f3rica, registrado em maio de 2011.<\/p>\n<p><strong>Dos 25 ramos pesquisados pelo IBGE, 14 tiveram queda na produ\u00e7\u00e3o na passagem de janeiro para fevereiro de 2025. O \u00edndice de difus\u00e3o apontou que 51,8% dos 789 produtos industriais pesquisados tiveram alta na produ\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Juros, infla\u00e7\u00e3o e d\u00f3lar<\/h2>\n<p>O per\u00edodo de cinco meses sem crescimento anotado em fevereiro \u00e9 o mais longo desde 2015, quando a ind\u00fastria amargou jejum de seis meses sem expans\u00e3o. Na \u00e9poca, o recuo acumulado chegou a 6,7%, bem acima do 1,3% de agora.<\/p>\n<p><strong>Segundo o gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Macedo, a falta de crescimento recente \u00e9 explicada em grande parte pela trajet\u00f3ria crescente da taxa de juros no pa\u00eds, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar e pela infla\u00e7\u00e3o alta.<\/strong> \u201c\u00c9 claro que isso guarda rela\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o de n\u00edveis de confian\u00e7a de fam\u00edlias e empres\u00e1rios\u201d, diz Andr\u00e9.<\/p>\n<p><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano\">No caso dos juros, pol\u00edtica monet\u00e1ria adotada pelo Banco Central para tentar conter a infla\u00e7\u00e3o<\/a>, a medida encarece cr\u00e9dito, tenta esfriar a demanda de consumo e acaba desestimulando investimentos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda americana faz produtos como m\u00e1quinas e equipamentos importados ficarem mais caros. J\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o alta, principalmente nos pre\u00e7os dos alimentos, \u201cimpacta de forma direta a renda dispon\u00edvel das fam\u00edlias. S\u00e3o fatores que estamos elencando h\u00e1 alguns meses\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para retratar a redu\u00e7\u00e3o no ritmo da ind\u00fastria brasileira, Andr\u00e9 Macedo cita que 2024 terminou com expans\u00e3o de 3,1%, patamar que caiu para 2,6% no acumulado de 12 meses at\u00e9 fevereiro. \u201cClaramente perdendo \u00edmpeto em termos de magnitude de expans\u00e3o\u201d, constata.<\/p>\n<p>\u00a0A m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral &#8211; indicador que permite avaliar a tend\u00eancia de comportamento sem efeitos de volatilidade m\u00eas a m\u00eas &#8211; teve recuo de 0,1%, configurando a terceira divulga\u00e7\u00e3o seguida no campo negativo.<\/p>\n<h2>Comportamento de setores<\/h2>\n<p><strong>O setor que mais influenciou na queda de janeiro para fevereiro foi o de produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (-12,3%).<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA queda da ind\u00fastria farmac\u00eautica pode ser explicada pela pr\u00f3pria volatilidade de resultados, que \u00e9 uma caracter\u00edstica do setor, pelo menor n\u00famero de dias trabalhados, por conta da concess\u00e3o de f\u00e9rias coletivas em algumas plantas industriais e por uma base de compara\u00e7\u00e3o mais elevada, devido aos avan\u00e7os registrados em janeiro de 2025 (4,5%) e dezembro de 2024 (2,5%), com ganho acumulado de 7,1% nesse per\u00edodo\u201d, analisa Macedo.<\/p>\n<h2>Outros destaques negativos<\/h2>\n<p>&#8211; m\u00e1quinas e equipamentos (-2,7%)<\/p>\n<p>&#8211; produtos de madeira (-8,6%)<\/p>\n<p>&#8211; produtos diversos (-5,9%)<\/p>\n<p>&#8211; ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%)<\/p>\n<p>&#8211; m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (-1,4%)<\/p>\n<p>&#8211; equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (-1,5%)<\/p>\n<p>&#8211; m\u00f3veis (-2,1%)<\/p>\n<p>Entre as 11 atividades que apresentaram alta na produ\u00e7\u00e3o, as ind\u00fastrias extrativas (2,7%) e produtos aliment\u00edcios (1,7%) exerceram os principais impactos.<\/p>\n<h2>Avan\u00e7os<\/h2>\n<p>&#8211; produtos qu\u00edmicos (2,1%)<\/p>\n<p>&#8211; celulose, papel e produtos de papel (1,8%)<\/p>\n<p>&#8211; produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (1,2%)<\/p>\n<p>&#8211; outros equipamentos de transporte (2,2%)<\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s grandes categorias econ\u00f4micas, ainda na compara\u00e7\u00e3o com janeiro, os setores de bens de consumo dur\u00e1veis (-3,2%) e bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-0,8%) apresentaram as taxas negativas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 os setores de bens de capital (0,8%) e bens intermedi\u00e1rios (0,8%) alcan\u00e7aram resultados positivos.<\/strong><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-04\/industria-cai-01-em-fevereiro-e-soma-5-meses-sem-crescimento\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ A produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria brasileira recuou 0,1% de janeiro para fevereiro, varia\u00e7\u00e3o que pode ser considerada como estabilidade. No entanto, significa tamb\u00e9m que a ind\u00fastria atinge a marca de cinco meses seguidos sem crescimento, per\u00edodo em que soma perda de 1,3%. Em janeiro, a produ\u00e7\u00e3o industrial tinha apresentado varia\u00e7\u00e3o nula (0%). 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