{"id":49131,"date":"2025-03-16T10:12:00","date_gmt":"2025-03-16T13:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\/"},"modified":"2025-03-16T10:12:00","modified_gmt":"2025-03-16T13:12:00","slug":"clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=49131","title":{"rendered":"Clima e foco em exporta\u00e7\u00e3o explicam alta de alimentos no longo prazo"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as no uso da terra que privilegiaram culturas de exporta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos causaram redu\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds e explicam o aumento no pre\u00e7o da comida. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/portalibre.fgv.br\/sites\/default\/files\/2025-03\/03ce2025cartadoibre.pdf\">Carta do Ibre<\/a>, an\u00e1lise de conjuntura econ\u00f4mica publicada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/1742136659_430_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/1742136659_221_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O texto, assinado pelo economista Luiz Guilherme Schymura, traz a colabora\u00e7\u00e3o de outros pesquisadores do Ibre e aponta motivos que explicam a <strong>infla\u00e7\u00e3o de alimentos subir em velocidade maior que a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds<\/strong>, apurada pelo <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/Pressionada-pela-energia-el%C3%A9trica-infla%C3%A7%C3%A3o-de-fevereiro-fica-em-1%2C31%25#\">\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA)<\/a>,\u00a0do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A an\u00e1lise aponta que a alta no pre\u00e7o da comida \u00e9 reflexo do fato de a produ\u00e7\u00e3o no campo n\u00e3o acompanhar a demanda da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O IPCA de fevereiro mostrou que a infla\u00e7\u00e3o do grupo alimentos e bebidas subiu 7,25% no acumulado de 12 meses, acima do \u00edndice geral, que apresentou alta de 4,56%. A Carta do Ibre observa esse descolamento entre infla\u00e7\u00e3o da comida e infla\u00e7\u00e3o geral durante um tempo mais longo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEntre 2012 e 2024, o item alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio teve alta de 162%, enquanto o IPCA geral elevou-se 109%\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Clima e d\u00f3lar<\/h2>\n<p>O Ibre ressalta que \u201ca alta dos alimentos \u2013 que tem peso maior na cesta de consumo dos mais pobres \u2013 no Brasil e no mundo \u00e9 um processo que j\u00e1 tem quase duas d\u00e9cadas, com muitos e complexos fatores explicativos\u201d.<\/p>\n<p>Schymura destaca como respons\u00e1veis\u00a0pelo descasamento entre a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos e o \u00edndice geral as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com aumento de eventos extremos e maior imprevisibilidade meteorol\u00f3gica, que \u201cprovocam perturba\u00e7\u00f5es crescentes na oferta de commodities [mercadorias negociadas com pre\u00e7os internacionais] e produtos aliment\u00edcios, num processo que afeta diversas partes do globo e, de forma bastante n\u00edtida e relevante, o Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise frisa que efeitos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas come\u00e7aram a emergir claramente a partir de meados dos anos 2000, com efeitos ainda mais negativos em partes mais quentes do globo, como no Brasil.<\/p>\n<p>O documento assinala tamb\u00e9m que a \u201cexpressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial\u201d possui parcela de culpa no encarecimento dos alimentos, uma vez que estimula a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com o real desvalorizado, vender para outros pa\u00edses e obter receita em d\u00f3lar torna mais lucrativa a atividade do produtor.<\/strong><\/p>\n<p>Mais um impacto do fator c\u00e2mbio alto \u00e9 o encarecimento de insumos agr\u00edcolas importados, como defensivos, fertilizantes, m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p>Outro elemento apontado s\u00e3o pol\u00edticas internas de incentivo ao consumo, como \u201cforte aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a amplia\u00e7\u00e3o expressiva do Bolsa Fam\u00edlia\u201d. Com mais renda, a popula\u00e7\u00e3o tende a aumentar o consumo, pressionando a rela\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o x demanda.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=390027:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/_mg_4117_0.jpg\" alt=\"Mu\u00e7um (RS), 22\/06\/2024 - Tiago Dalmolin e seus filhos na varanda da sua casa, ap\u00f3s enchente que atingiu toda a regi\u00e3o. Foto: Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/_mg_4117_0.jpg\" alt=\"Mu\u00e7um (RS), 22\/06\/2024 - Tiago Dalmolin e seus filhos na varanda da sua casa, ap\u00f3s enchente que atingiu toda a regi\u00e3o. Foto: Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=390027 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><!--copyright=390027-->Destrui\u00e7\u00e3o causada por enchentes na cidade de Mu\u00e7um, no Rio Grande do Sul. <strong>Bruno\u00a0Peres\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=390027--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola<\/h2>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o da FGV traz dados que apontam perda de velocidade na oferta de alimentos. \u201cO crescimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mundial, que teve ritmo m\u00e9dio de cerca de 2,6% ao ano nas d\u00e9cadas de 1990 e 2000, desacelerou para 1,9% nos anos 2010\u201d.<\/p>\n<p>O Ibre detalha cen\u00e1rios espec\u00edficos do Brasil. <strong>\u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 produzindo comida suficiente para o pr\u00f3prio pa\u00eds e o mundo\u201d. Um dos motivos para isso \u00e9 troca de culturas \u2013 alimentos dando lugar a soja e milho.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o das lavouras est\u00e1 crescendo menos do que o necess\u00e1rio para atender \u00e0 demanda interna e externa de alimentos voltados especialmente para consumo humano; uma parte da \u00e1rea plantada aparentemente est\u00e1 saindo dos alimentos e indo para esses produtos mais voltados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O Ibre detalha aumentos espec\u00edficos no pre\u00e7o da alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio de 2012 a 2024, como frutas (subiram 299%), hortali\u00e7as e verduras (246%), cereais, legumes e oleaginosas (217%), e tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes (188%), enquanto o \u00edndice geral de infla\u00e7\u00e3o foi 109%.<\/p>\n<h2>\u00c1rea plantada<\/h2>\n<p>O estudo mostra que a \u00e1rea total plantada no Brasil aumentou de 65,4 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 96,3 milh\u00f5es em 2023. Mas essa expans\u00e3o se deve basicamente \u00e0 soja e ao milho. Sem essas duas culturas, voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea plantada ficou est\u00e1vel, registrando 29,1 milh\u00f5es de hectares em 2010, e 29,3 milh\u00f5es em 2023.<\/p>\n<p><strong>Segundo o Ibre, a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o por habitante no Brasil caiu 20%; e do arroz, 22%, quando se compara 2024 com 2012.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea plantada de arroz no Brasil passou de 2,8 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 1,6 milh\u00e3o em 2024, o que refor\u00e7a a ideia de que culturas de alimentos est\u00e3o dando lugar a culturas de exporta\u00e7\u00e3o, especialmente de soja e milho\u201d, escreve Schymura<\/p>\n<p>O pesquisador frisa que a produ\u00e7\u00e3o por habitante de quase todas as principais frutas caiu no Brasil a partir\u00a0do in\u00edcio da d\u00e9cada passada. No caso da banana, essa queda foi de 10%; no da ma\u00e7\u00e3, de 5,6%; no da laranja, de 20% (afetada pelo greening, um tipo de praga); no do mam\u00e3o, de 40%; e no da tangerina, de 8%. A exce\u00e7\u00e3o foi a uva, com aumento de 9%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=410839:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/inflacion1.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 10\/01\/2025 - Infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds em 2024 \u00e9 de 4,83%, acima do limite da meta&#13;&#10;Percentual \u00e9 o mais alto desde 2022 (5,79%)&#13;&#10;Foto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/inflacion1.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 10\/01\/2025 - Infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds em 2024 \u00e9 de 4,83%, acima do limite da meta&#13;&#10;Percentual \u00e9 o mais alto desde 2022 (5,79%)&#13;&#10;Foto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=410839 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Gr\u00e3os \u00e0 venda em mercado de Bras\u00edlia.\u00a0\u00a0<strong>Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=410839--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Hortali\u00e7as e verduras<\/h2>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a hortali\u00e7as e verduras, segundo item de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio que mais cresceu acima do IPCA em 2012-2024, o economista lembra que s\u00e3o culturas mais vulner\u00e1veis a climas adversos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOutra hip\u00f3tese, que n\u00e3o exclui a primeira, \u00e9 o aumento T\u00edtulo 2da demanda em fun\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, como a busca de alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Por fim, o crescimento das \u00e1reas urbanas, em detrimento dos \u2018cintur\u00f5es verdes\u2019, e o encarecimento da m\u00e3o de obra tamb\u00e9m podem ser fatores que restringem a produ\u00e7\u00e3o de hortifrutigranjeiros\u201d, sugere.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Carne<\/h2>\n<p>A an\u00e1lise aponta tamb\u00e9m fatores que tornam a carne mais cara, como o \u201cclico do boi\u201d, que provoca redu\u00e7\u00e3o da oferta a cada cinco anos, aproximadamente.<\/p>\n<p>A demanda de outros pa\u00edses pela carne brasileira apresenta tamb\u00e9m um fator de encarecimento. Houve, diz o Ibre, grande aumento da exporta\u00e7\u00e3o do produto desde 2017, enquanto a produ\u00e7\u00e3o nacional se manteve relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o,<strong> em 2017, a disponibilidade de carne bovina para consumo dom\u00e9stico foi de 39,9 kg\/habitante, indicador que caiu para 36,1 em 2023<\/strong> \u2013 patamar mais baixo desde pelo menos 2013.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, observa a an\u00e1lise, a produ\u00e7\u00e3o de carne tamb\u00e9m vem sendo afetada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com destaque, em 2021, para o dano \u00e0s pastagens causado pela forte seca.<\/p>\n<h2>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A Carta do Ibre conclui que \u201ca alta dos alimentos n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno passageiro\u201d e recomenda as seguintes pol\u00edticas de suprimento e seguran\u00e7a alimentar:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Foco nas culturas que produzem diretamente alimentos\u00a0para a mesa dos brasileiros.<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u00a0Monitoramento da produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u00a0Recomposi\u00e7\u00e3o de estoques p\u00fablicos<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u00a0Silagem (estruturas de armazenamento)<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u00a0Vias de escoamento<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u00a0Cr\u00e9dito focalizado<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<h2>Cultura de exporta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s culturas de exporta\u00e7\u00e3o, Schymura comenta que \u201cn\u00e3o se trata de restringir\u201d. Ele afirma que a soja, por exemplo, traz muitos benef\u00edcios ao pa\u00eds, na forma de entrada de moeda estrangeira e da \u201cconsequente estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica propiciada por elas\u201d. Ele assinala ainda que essas culturas permitem o barateamento das ra\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o insumo nas cadeias de prote\u00ednas animais.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO foco deve ser o de estimular a produ\u00e7\u00e3o adicional de alimentos, e n\u00e3o dificultar outras \u00e1reas do agroneg\u00f3cio. N\u00e3o se trata de um jogo de soma zero\u201d, conclui.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=281091:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/dolar_moeda_0803221210.jpg\" alt=\"D\u00f3lar\" title=\"Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/dolar_moeda_0803221210.jpg\" alt=\"D\u00f3lar\" title=\"Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=281091 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><!--copyright=281091-->Nota de 100 d\u00f3lares americanos.\u00a0<strong>Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=281091--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Derrubada de impostos<\/h2>\n<p>O pre\u00e7o dos alimentos \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es atuais do governo. O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva chegou a dizer que <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-03\/lula-cogita-tomar-medidas-drasticas-conter-alta-dos-alimentos\">cogita \u201cmedidas dr\u00e1sticas\u201d<\/a> para conter a press\u00e3o de alta.<\/p>\n<p>Na quinta-feira da semana passada (6), o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/governo-zera-tarifa-de-importacao-de-9-alimentos-para-reduzir-precos\">governo decidiu zerar o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o de nove tipos de alimentos<\/a>, na tentativa de baratear pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar que a supersafra esperada para este ano seja <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/haddad-preve-queda-da-inflacao-em-2025-por-causa-de-super-safra\">fator de al\u00edvio na infla\u00e7\u00e3o de alimentos<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com estimativa anunciada nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/conab-estima-safra-de-graos-acima-de-328-milhoes-de-toneladas\">a safra de gr\u00e3os 2024\/25 ser\u00e1 de 328,3 milh\u00f5es de toneladas<\/a>, expans\u00e3o de 10,3% ante a safra 2023\/24.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as no uso da terra que privilegiaram culturas de exporta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos causaram redu\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds e explicam o aumento no pre\u00e7o da comida. 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