{"id":48402,"date":"2025-02-26T16:48:00","date_gmt":"2025-02-26T19:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/divida-publica-cai-087-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-73-tri\/"},"modified":"2025-02-26T16:48:00","modified_gmt":"2025-02-26T19:48:00","slug":"divida-publica-cai-087-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-73-tri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=48402","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica cai 0,87% em janeiro e fica abaixo de R$ 7,3 tri"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>O alto volume de vencimentos de t\u00edtulos prefixados e de pap\u00e9is emitidos no exterior fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em janeiro. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a <strong>DPF passou de R$ 7,316 trilh\u00f5es em dezembro para R$ 7,253 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, com queda de 0,87%<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1740600865_9_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1740600866_415_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em junho do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilh\u00f5es. Mesmo com a alta em janeiro, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no in\u00edcio de fevereiro, <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-85-trilhoes-em-2025\">o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilh\u00f5es e R$ 8,5 trilh\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) caiu 0,23%, passando de R$ 6,967 trilh\u00f5es em dezembro para R$ 6,176 trilh\u00f5es em janeiro. No m\u00eas passado, o Tesouro resgatou R$ 79,97 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que emitiu, principalmente em pap\u00e9is prefixados (com juros definidos antecipadamente). O recuo foi parcialmente compensado pela apropria\u00e7\u00e3o de R$ 63,97 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 13,25% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 145,39 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi, o volume mais alto desde maio do ano passado. No entanto, com o alto volume de vencimentos em janeiro, os resgates somaram R$ 255.28 bilh\u00f5es, o volume mais alto desde agosto do ano passado.<\/p>\n<p><strong>No mercado externo, a queda do d\u00f3lar e o vencimento de t\u00edtulos no exterior reduziram o endividamento do governo<\/strong>.<strong> A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) caiu 13,57%, passando de R$ 349,19 bilh\u00f5es em dezembro para R$ 301,81 bilh\u00f5es em janeiro. <\/strong>O principal fator foi o vencimento de cerca de US$ 5 bilh\u00f5es (R$ 29,92 bilh\u00f5es) no fim de janeiro e o recuo de 5,85% da moeda norte-americana no m\u00eas passado.<\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p>Depois de subir por tr\u00eas meses seguidos, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) caiu. A reserva passou de R$ 860 bilh\u00f5es em dezembro para R$ 744 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o forte resgate l\u00edquido l\u00edquida (regate menos emiss\u00f5es) no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 6,72 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,221 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O resgate de t\u00edtulos prefixados (com rendimento definido no momento da emiss\u00e3o) mudou a composi\u00e7\u00e3o da DPF. A propor\u00e7\u00e3o desses pap\u00e9is caiu de 21,99% em dezembro para 20,15% em janeiro. O PAF prev\u00ea que o indicador feche 2025 entre 19% e 23%.<\/p>\n<p>Normalmente, os pap\u00e9is prefixados indicam mais previsibilidade para a d\u00edvida p\u00fablica, porque as taxas s\u00e3o definidas com anteced\u00eancia. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emiss\u00f5es caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeriam a administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do governo.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is corrigidos pelos juros b\u00e1sicos subiu fortemente de 46,29% em dezembro para 47,98% em janeiro. O PAF prev\u00ea que o indicador feche 2025 entre 48% e 52%. Esse tipo de papel est\u00e1 atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas da taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia).<\/p>\n<p>A fatia de t\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o na DPF tamb\u00e9m subiu, passando de 26,96% para 27,72%. O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos vinculados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o encerrem o ano entre 24% e 28%.<\/p>\n<p>Composto por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa, o peso do c\u00e2mbio na d\u00edvida p\u00fablica passou de 4,76% para 4,15%. A d\u00edvida p\u00fablica vinculada ao c\u00e2mbio est\u00e1 dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2025, entre 3% e 7%.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p>O prazo m\u00e9dio da DPF subiu de 4,05 anos para 4,11 anos. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Este \u00e9 o intervalo m\u00e9dio que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n<h2>Detentores<\/h2>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras continuam como principais detentoras da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna, com 29,1% de participa\u00e7\u00e3o no estoque. Os fundos de pens\u00e3o, com 24,4%, e os fundos de investimento, com 22,1%, aparecem em seguida na lista de detentores da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o da instabilidade no mercado externo, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) caiu de 10,2% em dezembro para 9,9% em janeiro. Em novembro, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior n\u00edvel desde dezembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na d\u00edvida p\u00fablica estava em 11,2%. Os demais grupos somam 14,5% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/divida-publica-cai-087-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-73-tri\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ O alto volume de vencimentos de t\u00edtulos prefixados e de pap\u00e9is emitidos no exterior fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em janeiro. 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