{"id":47764,"date":"2025-02-13T16:02:00","date_gmt":"2025-02-13T19:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/estudo-da-fiocruz-aponta-desigualdades-no-acesso-ao-parto-hospitalar\/"},"modified":"2025-02-13T16:02:00","modified_gmt":"2025-02-13T19:02:00","slug":"estudo-da-fiocruz-aponta-desigualdades-no-acesso-ao-parto-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=47764","title":{"rendered":"Estudo da Fiocruz aponta desigualdades no acesso ao parto hospitalar"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Um estudo dos pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico em Sa\u00fade (CDTS\/Fiocruz) refor\u00e7a a exist\u00eancia de desigualdades no acesso ao parto hospitalar no Brasil. Foram mapeados 6,9 milh\u00f5es de partos em dois per\u00edodos distintos: em 2010-2011 e 2018-2019.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739474892_752_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739474893_796_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O artigo publicado na revista <em>The Lancet Regional Health \u2013 Americas<\/em>\u00a0mostra que, no bi\u00eanio\u00a02018-2019, uma em cada quatro mulheres (27,3%) precisou sair do munic\u00edpio em que vivia para dar \u00e0 luz em hospitais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). No per\u00edodo anterior de compara\u00e7\u00e3o, em 2010-2011, esse percentual tinha sido de 23,6%.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia e o tempo de viagem tamb\u00e9m cresceram, 31,1% e 33,6, respectivamente. O deslocamento m\u00e9dio era de 54 quil\u00f4metros (km) e passou a ser de 70,8 km. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das viagens passou de 63,1 minutos para 84,3 minutos. O estudo refor\u00e7a que a quest\u00e3o geogr\u00e1fica, relativa \u00e0 dificuldade de acesso aos hospitais, pode ter impactos negativos na sa\u00fade de gestantes e beb\u00eas.<\/p>\n<p>Com participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o levantamento usou dados agregados nacionais do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares (SIH) do SUS.<\/p>\n<p>O texto destaca que o problema \u00e9 desigual e afeta as regi\u00f5es de maneira diferente. Gestantes que vivem no Norte enfrentam maiores dist\u00e2ncias (133,4 km) e mais tempo de viagem (355 minutos). Na sequ\u00eancia, v\u00eam Centro-Oeste (104,4 km e 95 minutos), Nordeste (68,6 km e 65 minutos), Sudeste (55,9 km e 52 minutos) e Sul (54,8 km e 52 minutos).<\/p>\n<p>A coordenadora do estudo, Bruna Fonseca, explica que h\u00e1 desafios para promover o acesso adequado a uma rede obst\u00e9trica regionalizada.<\/p>\n<p>\u201cEmbora algumas pol\u00edticas busquem reduzir a dist\u00e2ncia de viagem, elas n\u00e3o definem refer\u00eancias espec\u00edficas para o que \u00e9 de fato a dist\u00e2ncia e o tempo aceit\u00e1vel para dar \u00e0 luz\u201d, diz Bruna.<\/p>\n<p>\u201cA regulamenta\u00e7\u00e3o atual estipula uma taxa de 0,28 leito\u00a0obst\u00e9trico\u00a0para cada mil habitantes dependentes do SUS, mas existem muitas diferen\u00e7as regionais \u2013\u00a0tanto et\u00e1ria, como nas taxas de fecundidade e nas pr\u00e1ticas de parto hospitalar ou domiciliar. \u00c9 importante que as pol\u00edticas deem conta dessa heterogeneidade dos territ\u00f3rios existentes no Brasil\u201d, completa.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, mulheres que enfrentaram \u00f3bito materno e\/ou neonatal viajaram por dist\u00e2ncias e tempos maiores para dar \u00e0 luz no SUS.<\/p>\n<p>Enquanto mulheres com resultados normais viajaram 74,9 km e 85\u00a0minutos, as que tiveram problemas no parto viajaram 94\u00a0km e 100,9 min no \u00faltimo bi\u00eanio analisado (2018-2019) pela pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cIsso sugere que a dist\u00e2ncia e o tempo de viagem podem ser potenciais fatores de risco para m\u00e3es e rec\u00e9m-nascidos, mas existem outros fatores a serem considerados, tal como o estado de sa\u00fade da gestante, a infraestrutura hospitalar ou o acesso ao pr\u00e9-natal. Em an\u00e1lises futuras, o uso de t\u00e9cnicas multivariadas se mostra fundamental para entender melhor como diferentes fatores, al\u00e9m do tempo e da dist\u00e2ncia, contribuem para resultados maternos e neonatais adversos\u201d, diz Bruna Fonseca.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-02\/estudo-da-fiocruz-aponta-desigualdades-no-acesso-ao-parto-hospitalar\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo dos pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico em Sa\u00fade (CDTS\/Fiocruz) refor\u00e7a a exist\u00eancia de desigualdades no acesso ao parto hospitalar no Brasil. Foram mapeados 6,9 milh\u00f5es de partos em dois per\u00edodos distintos: em 2010-2011 e 2018-2019. 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