{"id":47668,"date":"2025-02-11T17:42:00","date_gmt":"2025-02-11T20:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/fabricantes-de-aco-defendem-restabelecimento-de-acordo-de-2018\/"},"modified":"2025-02-11T17:42:00","modified_gmt":"2025-02-11T20:42:00","slug":"fabricantes-de-aco-defendem-restabelecimento-de-acordo-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=47668","title":{"rendered":"Fabricantes de a\u00e7o defendem restabelecimento de acordo de 2018"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>O Instituto A\u00e7o Brasil (IAB), que representa fabricantes de a\u00e7o brasileiras, defendeu a abertura de di\u00e1logo entre o Brasil e os Estados Unidos para se chegar a um acordo sobre o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-02\/trump-eleva-para-25-tarifas-sobre-importacoes-de-aco-e-aluminio\">aumento da tarifa para 25% sobre as importa\u00e7\u00f5es de a\u00e7o<\/a> e alum\u00ednio pelos EUA.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739341189_909_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739341190_547_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em nota nesta ter\u00e7a-feira (11), o instituto defendeu o restabelecimento do acordo de 2018 feito entre os pa\u00edses ap\u00f3s os Estados Unidos terem aumentado para 25%, na \u00e9poca, as tarifas de importa\u00e7\u00e3o sobre o produto brasileiro.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO Instituto A\u00e7o Brasil e empresas associadas est\u00e3o confiantes na abertura de di\u00e1logo entre os governos dos dois pa\u00edses, de forma a restabelecer o fluxo de produtos de a\u00e7o para os Estados Unidos nas bases acordadas em 2018, em raz\u00e3o da parceria ao longo de muitos anos e por entender que a taxa\u00e7\u00e3o de 25% sobre os produtos de a\u00e7o brasileiros n\u00e3o ser\u00e1 ben\u00e9fica para ambas as partes\u201d, disse o IAB.<\/p>\n<p>Em 2018, os governos de Estados Unidos e Brasil negociaram o estabelecimento de cotas de exporta\u00e7\u00e3o para o mercado norte-americano de 3,5 milh\u00f5es de toneladas de semiacabados e placas e de 687 mil toneladas de laminados.\u00a0<\/p>\n<p>O IAB lembra ainda que os Estados Unidos e o Brasil det\u00eam parceria comercial de longa data, historicamente favor\u00e1vel aos EUA.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cConsiderando, especificamente, o com\u00e9rcio dos principais itens da cadeia do a\u00e7o \u2013 carv\u00e3o, a\u00e7o e m\u00e1quinas e equipamentos \u2013 Estados Unidos e Brasil det\u00eam uma corrente de com\u00e9rcio de US$ 7,6 bilh\u00f5es, sendo os Estados Unidos superavit\u00e1rios em US$ 3 bilh\u00f5es\u201d, diz a nota.<\/p>\n<h2>Alum\u00ednio<\/h2>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Alum\u00ednio (Abal), que representa as fabricantes brasileiras do produto, manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com os impactos das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que pretende impor um acr\u00e9scimo de 25% sobre as importa\u00e7\u00f5es de alum\u00ednio. A entidade ressaltou que ainda n\u00e3o tem clareza se a nova tarifa substituir\u00e1 a sobretaxa j\u00e1 existente de 10% ou se ser\u00e1 adicionada a ela, resultando em uma tarifa total de 35%.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a Abal, os efeitos imediatos para o Brasil ser\u00e3o sentidos primeiramente nas exporta\u00e7\u00f5es e na dificuldade de acesso dos produtos brasileiros ao mercado estadunidense.<\/p>\n<p>\u201cApesar de os produtos de alum\u00ednio brasileiros terem plena condi\u00e7\u00e3o de competir em mercados altamente exigentes como o americano, seja pelo aspecto da qualidade ou da sustentabilidade, nossos produtos se tornar\u00e3o significativamente menos atrativos comercialmente devido \u00e0 nova sobretaxa\u201d, explica a entidade, em nota.<\/p>\n<p>A Abal enfatizou ainda que, al\u00e9m dos impactos na balan\u00e7a comercial, poder\u00e3o ocorrer efeitos indiretos associados ao aumento da \u201cexposi\u00e7\u00e3o do Brasil aos desvios de com\u00e9rcio e \u00e0 concorr\u00eancia desleal\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cProdutos de outras origens que perderem acesso ao mercado americano buscar\u00e3o novos destinos, incluindo o Brasil, podendo gerar uma satura\u00e7\u00e3o do mercado interno de produtos a pre\u00e7os desleais\u201d, alerta.<\/p>\n<p>As fabricantes de alum\u00ednio defenderam ainda a amplia\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es sobre o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e a recalibra\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica tarif\u00e1ria nacional, \u201cde forma a corrigir distor\u00e7\u00f5es no mercado para proteger a ind\u00fastria nacional contra a concorr\u00eancia desleal e os impactos adversos provenientes dessa nova reconfigura\u00e7\u00e3o internacional\u201d.\u00a0<\/p>\n<h2>Minas Gerais<\/h2>\n<p>Um dos principais exportadores de produtos sider\u00fargicos, Minas Gerais poder\u00e1 ser um dos estados mais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse acompanhar com aten\u00e7\u00e3o os desdobramentos sobre a taxa\u00e7\u00e3o de 25% nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de a\u00e7o e alum\u00ednio aos EUA. A entidade ressalvou, no entanto, que, por se tratar de uma taxa\u00e7\u00e3o aplicada a todas as economias e n\u00e3o exclusivamente ao Brasil, o cen\u00e1rio poderia colocar os pa\u00edses em condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia mais equilibradas.\u00a0<\/p>\n<p>Em nota, o presidente da Fiemg, Fl\u00e1vio Roscoe, disse ter a expectativa de que o Brasil obtenha uma vantagem competitiva, &#8220;uma vez que a ind\u00fastria brasileira complementa a americana\u201d.<\/p>\n<p>\u201cGrande parte das nossas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o de produtos semielaborados, que passam por processos de industrializa\u00e7\u00e3o em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas \u00e0 companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favor\u00e1vel para que o Brasil n\u00e3o saia machucado dessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<h2>S\u00e3o Paulo<\/h2>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) disse lamentar a decis\u00e3o dos Estados Unidos e destacou que a medida afeta diretamente os exportadores brasileiros, que forneceram 15% do valor importado em produtos sider\u00fargicos aos EUA em 2024.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil est\u00e1 longe de ser uma amea\u00e7a comercial para os Estados Unidos: nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, os norte-americanos registraram super\u00e1vits comerciais com o Brasil em 16 oportunidades\u201d, disse em nota.<\/p>\n<p>A federa\u00e7\u00e3o ressaltou que muitos produtos estadunidenses importados pelo Brasil, como m\u00e1quinas e equipamentos, utilizam-se de regimes especiais de redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria, \u201cque facilitam o acesso do exportador ao nosso mercado por meio de al\u00edquotas zero ou pr\u00f3ximas disso\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, a Fiesp confia que as bases deste relacionamento hist\u00f3rico sejam suficientes para que uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida seja encontrada, com base nas regras internacionais de com\u00e9rcio, e em benef\u00edcio das ind\u00fastrias tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/fabricantes-de-aco-defendem-restabelecimento-de-acordo-de-2018\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ O Instituto A\u00e7o Brasil (IAB), que representa fabricantes de a\u00e7o brasileiras, defendeu a abertura de di\u00e1logo entre o Brasil e os Estados Unidos para se chegar a um acordo sobre o aumento da tarifa para 25% sobre as importa\u00e7\u00f5es de a\u00e7o e alum\u00ednio pelos EUA.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em nota nesta ter\u00e7a-feira (11), o instituto defendeu o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":47669,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-47668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47668\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/47669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}