{"id":47635,"date":"2025-02-11T12:48:00","date_gmt":"2025-02-11T15:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/apenas-27-das-mulheres-em-cursos-de-ciencias-concluiram-os-estudos\/"},"modified":"2025-02-11T12:48:00","modified_gmt":"2025-02-11T15:48:00","slug":"apenas-27-das-mulheres-em-cursos-de-ciencias-concluiram-os-estudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=47635","title":{"rendered":"Apenas 27% das mulheres em cursos de ci\u00eancias conclu\u00edram os estudos"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>A porcentagem de mulheres que se formam em cursos de ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica no Brasil caiu quase pela metade desde a pandemia da covid-19.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739293884_715_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1739293886_325_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em 2019, 53% das mulheres que ingressaram em cursos dessas \u00e1reas se formaram, enquanto 37% dos homens receberam os diplomas. Desde 2020, ambas porcentagens ca\u00edram, mas entre as mulheres a queda foi maior. Em 2023, 27% das mulheres e 23% dos homens conclu\u00edram a forma\u00e7\u00e3o. Isso representa, para elas, uma queda de 48% na taxa de forma\u00e7\u00e3o e, para eles, uma queda de 36%.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de levantamento feito pela Nexus &#8211; Pesquisa e Intelig\u00eancia de Dados, a partir de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), divulgado nesta ter\u00e7a-feira (11), no <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-02\/ausencia-de-mulheres-negras-e-desafio-para-ciencia\">Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia<\/a>.<\/p>\n<p>Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados, desde a pandemia, s\u00e3o preocupantes. \u201cA taxa de conclus\u00e3o vem caindo entre elas e eles, mas em maior intensidade entre as mulheres, provavelmente reflexo de impactos econ\u00f4micos, como o desemprego ou a queda na renda, e de quest\u00f5es envolvendo as tarefas de cuidado das fam\u00edlias\u201d, avalia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), Francilene Garcia, explica que, em per\u00edodos de crise, as mulheres acabam sendo mais demandadas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c[A pandemia] Afetou a todos e afetou muito as mulheres. \u00c9 natural que a gente entenda que h\u00e1 uma press\u00e3o maior da sociedade sobre as mulheres em per\u00edodos de crises sanit\u00e1rias como essa que a gente viveu. As mulheres acabam sendo demandadas a assumir ou ocupar espa\u00e7os junto ao seu n\u00facleo familiar, o que muito provavelmente as colocou em situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis para continuar a forma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Francilene Garcia acrescenta que ao longo dos \u00faltimos anos pol\u00edticas afirmativas como ofertas de bolsas de estudos, editais voltados para mulheres, entre outras, desenvolvidas tanto pelos governos quanto por funda\u00e7\u00f5es de amparo \u00e0 pesquisa e outras organiza\u00e7\u00f5es, foram fundamentais para a inclus\u00e3o de mulheres, e que agora essas pol\u00edticas precisam tamb\u00e9m olhar para a garantia da forma\u00e7\u00e3o delas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a gente revisite as pol\u00edticas e fa\u00e7a os ajustes para que essa presen\u00e7a das mulheres seja mais forte\u201d, defende a vice-presidente da SBPC.\u00a0<\/p>\n<h2>Carreiras em ci\u00eancias<\/h2>\n<p>As carreiras em ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica ainda s\u00e3o mais dominadas pelos homens no Brasil. Os dados, no entanto, mostram que, ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, mais mulheres t\u00eam se interessado por essas \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que, em 2023, 74% dos ingressantes nos cursos de STEM (sigla em ingl\u00eas para ci\u00eancias, tecnologia, engenharias e matem\u00e1tica) eram homens, enquanto um quarto, 26%, eram mulheres.<\/p>\n<p>Embora a porcentagem feminina seja menor, ela tem aumentado, ainda que n\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o do que a dos homens.<\/p>\n<p>De 2013 e 2023, o n\u00famero absoluto de mulheres que entraram nas gradua\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias exatas e biol\u00f3gicas aumentou, passando de 176.547 em 2013 para 227.317 em 2023, o que representa uma alta de 29%. No mesmo per\u00edodo, o crescimento dos calouros homens foi o dobro, chegando a 56%.<\/p>\n<p>\u201cOs dados indicam que a presen\u00e7a masculina segue preponderante no ambiente acad\u00eamico de ci\u00eancias, engenharia, matem\u00e1tica e tecnologias, indicando que ainda h\u00e1 barreiras para atrair brasileiras para esses cursos. E a maior prova disso \u00e9 que, mesmo em menor n\u00famero, todos os anos a taxa de conclus\u00e3o \u00e9 maior entre as mulheres do que entre os homens\u201d, explica Tokarski.<\/p>\n<h2>Cursos mais procurados\u00a0<\/h2>\n<p>De acordo com um estudo, os cursos de STEM s\u00e3o classificados em tr\u00eas grandes grupos. Um dos grupos \u00e9 de ci\u00eancias naturais, matem\u00e1tica e estat\u00edstica, que incluem 22 cursos ligados a ci\u00eancias naturais, como biologia, f\u00edsica, qu\u00edmica e geologia. O outro grupo \u00e9 de computa\u00e7\u00e3o e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC), grupo com 19 cursos, incluindo ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia artificial e outras gradua\u00e7\u00f5es ligadas ao ambiente digital. O terceiro grupo \u00e9 o de engenharia, produ\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o, com 88 gradua\u00e7\u00f5es, incluindo arquitetura e urbanismo.<\/p>\n<p>Da maioria das mulheres ingressantes em 2023, 48% est\u00e3o no grupo das engenharias. Em segundo lugar, est\u00e1 o grupo da computa\u00e7\u00e3o, com 43% das calouras e, por fim, o grupo das ci\u00eancias naturais, com 9%.<\/p>\n<p>Apesar de as engenheiras ainda representarem o maior grupo, a tend\u00eancia, segundo o levantamento, \u00e9 de queda no n\u00famero de calouras. Entre 2013 e 2023, houve um recuo de 21% na procura pelos cursos desse grupo. J\u00e1 a \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o cresceu 368% entre as mulheres. O grupo das ci\u00eancias naturais, matem\u00e1tica e estat\u00edstica teve tamb\u00e9m um aumento de 11% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo Francilene Garcia, uma maior presen\u00e7a de mulheres, uma maior diversidade e pluralidade garantem tamb\u00e9m melhores resultados cient\u00edficos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA ci\u00eancia vai ser t\u00e3o mais impactante para a vida humana na Terra quanto mais plural e diversa ela for. A gente precisa ter homens e mulheres capazes de estudar e conhecer os fen\u00f4menos que a gente vive hoje, os problemas globais, as quest\u00f5es locais, com a presen\u00e7a equilibrada\u201d, defende.<\/p>\n<p>\u201cA diversidade e a pluralidade para os avan\u00e7os cient\u00edficos \u00e9 t\u00e3o transformador quanto os resultados que ci\u00eancia traz para a vida de maneira geral no planeta\u201d.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2025-02\/apenas-27-das-mulheres-em-cursos-de-ciencias-concluiram-os-estudos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A porcentagem de mulheres que se formam em cursos de ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica no Brasil caiu quase pela metade desde a pandemia da covid-19.\u00a0 Em 2019, 53% das mulheres que ingressaram em cursos dessas \u00e1reas se formaram, enquanto 37% dos homens receberam os diplomas. 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