{"id":43119,"date":"2024-10-25T19:54:00","date_gmt":"2024-10-25T22:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/estudo-aponta-falhas-em-tratamento-tradicional-contra-drogas\/"},"modified":"2024-10-25T19:54:00","modified_gmt":"2024-10-25T22:54:00","slug":"estudo-aponta-falhas-em-tratamento-tradicional-contra-drogas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=43119","title":{"rendered":"Estudo aponta falhas em tratamento tradicional contra drogas"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Um estudo in\u00e9dito, que entrevistou 90 pessoas que vivem na regi\u00e3o conhecida como Cracol\u00e2ndia, pela concentra\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios de drogas, na capital paulista, mostrou que 70% delas j\u00e1 foram internadas pelo menos uma vez. A equipe de pesquisadores tamb\u00e9m localizou usu\u00e1rios de crack que foram internados mais de 30 vezes, o que, na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, ambas as situa\u00e7\u00f5es indicam que os especialistas que defendem o tratamento nos moldes atuais est\u00e3o no caminho errado.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1729899157_891_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1729899159_723_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados constam do relat\u00f3rio <em>A \u2018Cracol\u00e2ndia\u2019 pelos usu\u00e1rios: como as pessoas que vivem nas ruas do territ\u00f3rio percebem as pol\u00edticas p\u00fablicas<\/em>, divulgado nesta sexta-feira (25), pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (NEB\/FGV), pelo Centro de Estudos da Metr\u00f3pole da Universidade de S\u00e3o Paulo (CEM\/USP) e pelo Grupo de Estudos (in)disciplinares do Corpo e do Territ\u00f3rio (C\u00f3ccix).\u00a0<\/p>\n<p>As entrevistas foram feitas em julho e agosto de 2022 e, como os autores do estudo esclarecem, ajudam a explicar muito sobre a efic\u00e1cia dos tratamentos em vigor e sobre a popula\u00e7\u00e3o que vive no local, embora n\u00e3o abranjam uma amostra representativa de toda a Cracol\u00e2ndia.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria dos participantes da pesquisa, mais de 80%, \u00e9 de homens negros, com idade entre 30 e 49 anos. A parcela que declarou fazer uso de crack passou de 90%, enquanto a parcela restante disse consumir \u00e1lcool regularmente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m quiseram compreender que rela\u00e7\u00f5es interpessoais os usu\u00e1rios mant\u00eam, mesmo vivendo na regi\u00e3o, e captar sua percep\u00e7\u00e3o sobre o servi\u00e7o de sa\u00fade oferecido. Uma descoberta que evidencia que a forma como o modelo foi pensado se distancia do que ocorre na pr\u00e1tica \u00e9 o fato de que muitos entrevistados veem a interna\u00e7\u00e3o como um local de passagem, que proporciona descanso e recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas n\u00e3o significa uma solu\u00e7\u00e3o para o uso de drogas, ou seja, n\u00e3o cumpre sua finalidade original.<\/p>\n<p>A maioria (69%) dorme nas ruas e quase metade (40%) disse que est\u00e1 na regi\u00e3o por vontade pr\u00f3pria. De acordo com os pesquisadores, essa parcela tem a Cracol\u00e2ndia como sua casa ou permanece na \u00e1rea por se sentir bem nela.\u00a0<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o ressalta que metade dos participantes segue em contato com a fam\u00edlia. Outro dado importante \u00e9 o de que mais de dois ter\u00e7os realizam atividades produtivas regularmente, como reciclagem e venda de objetos.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>, Letycia Bond &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-10\/estudo-aponta-falhas-em-tratamento-tradicional-contra-drogas\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo in\u00e9dito, que entrevistou 90 pessoas que vivem na regi\u00e3o conhecida como Cracol\u00e2ndia, pela concentra\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios de drogas, na capital paulista, mostrou que 70% delas j\u00e1 foram internadas pelo menos uma vez. 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