{"id":41980,"date":"2024-09-20T14:02:00","date_gmt":"2024-09-20T17:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/consultas-medicas-e-internacoes-caem-de-2019-para-2023\/"},"modified":"2024-09-20T14:02:00","modified_gmt":"2024-09-20T17:02:00","slug":"consultas-medicas-e-internacoes-caem-de-2019-para-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=41980","title":{"rendered":"Consultas m\u00e9dicas e interna\u00e7\u00f5es caem de 2019 para 2023"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Um levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hospitais Privados (Anahp), associa\u00e7\u00e3o que representa um grupo de mais de 120 hospitais particulares, mostrou que, de 2019 a 2023, houve uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de consultas ambulatoriais, interna\u00e7\u00f5es e terapias, por paciente. Mas houve aumento dos exames e atendimentos m\u00e9dicos em prontos socorros.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1726854792_37_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1726854793_160_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O levantamento mostra que o n\u00famero de consultas ambulatoriais por paciente caiu de 4,7 em 2019 para 4,1 em 2023, ou seja, 12%. As interna\u00e7\u00f5es ca\u00edram de 0,193 para 0,189 por paciente nos 5 anos, queda de 2%, enquanto os procedimentos odontol\u00f3gicos diminu\u00edram de 6,6 para 5,7, queda de 13%, e as terapias passaram de 1,7 para 1,6, redu\u00e7\u00e3o de 8%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de exames aumentou no per\u00edodo, subindo de 19,8 para 23,4, ou seja, uma alta de 18%. Tamb\u00e9m tiveram alta os atendimentos m\u00e9dicos em prontos socorros (4%).<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2022, no entanto, foi constatada um aumento de quase 3% no n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es por pacientes, j\u00e1 que naquele ano a m\u00e9dia calculada foi 0,184.<\/p>\n<h2>Operadoras<\/h2>\n<p>O levantamento da Anahp mostrou ainda que as operadoras de plano de sa\u00fade apresentaram um resultado financeiro l\u00edquido positivo de R$ 5,1 bilh\u00f5es no primeiro semestre deste ano, o que representa cerca de 3,5% do que as empresas arrecadaram com as taxas pagas pelos 51 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios desses planos no per\u00edodo, o chamado pr\u00eamio, que chegou a R$ 147,41 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os planos de sa\u00fade desembolsaram 83% desses pr\u00eamios com os pagamentos dos procedimentos m\u00e9dicos aos usu\u00e1rios desses planos, ou seja, R$ 123,02 bilh\u00f5es. Esse percentual, chamado de taxa de sinistralidade, foi inferior aos observados nos 12 meses de 2021 (87%), de 2022 (89%) e de 2023 (87%), anos em que os planos fecharam com preju\u00edzos de 1,6%, 9,9% e 9,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa, a varia\u00e7\u00e3o dos custos m\u00e9dico-hospitalares no pa\u00eds chegou a 11,66% em 2023, acima dos 8,78% em 2022, mas abaixo dos 13,86% de 2019. Desde 2014, esses custos variaram acima da infla\u00e7\u00e3o oficial, com exce\u00e7\u00e3o de 2020, ano de in\u00edcio da pandemia, quando caiu 8,45%.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial em 2023, por exemplo, ficou em 4,62%. Em 2022, foi de 5,79%. \u201cOlhando 100% dos benefici\u00e1rios e a varia\u00e7\u00e3o do seu custo per capita, a gente tem a not\u00edcia que todo mundo conhece, de que os custos m\u00e9dicos variam acima dos custos da infla\u00e7\u00e3o geral\u201d, afirma Luiz Feitoza, um dos respons\u00e1veis pelo estudo.<\/p>\n<p>De acordo com Feitoza, a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 calculada com base na demanda dos servi\u00e7os e no custo propriamente dito dos procedimentos. E o principal respons\u00e1vel pela varia\u00e7\u00e3o positiva do indicador no acumulado dos 10 anos, entre 2014 e 2023, foi o custo propriamente dito, que cresceu 119,8%, enquanto a demanda subiu apenas 23,22%.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o do custo m\u00e9dico hospitalar em 2023 foi muito pressionada pelo aumento do custo das terapias, segundo o estudo.<\/p>\n<p>\u201cA crise na sa\u00fade suplementar tem que passar vigorosamente pela identifica\u00e7\u00e3o real dos motivos. Buscamos com esse levantamento e avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do ponto de vista financeiro e operacional. Identificamos, por exemplo, que os usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade realizam menos consultas m\u00e9dicas, interna\u00e7\u00f5es e terapias. Mas, por outro lado, os custos tiveram um aumento importante, como as terapias, que cresceram 40% por procedimento, em valores reais descontado o IPCA, nos \u00faltimos cinco anos\u201d, avalia Ant\u00f4nio Britto, diretor-executivo da Anahp.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Vitor Abdala &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-09\/consultas-medicas-e-internacoes-caem-de-2019-para-2023\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hospitais Privados (Anahp), associa\u00e7\u00e3o que representa um grupo de mais de 120 hospitais particulares, mostrou que, de 2019 a 2023, houve uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de consultas ambulatoriais, interna\u00e7\u00f5es e terapias, por paciente. Mas houve aumento dos exames e atendimentos m\u00e9dicos em prontos socorros. 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