{"id":40369,"date":"2024-08-02T11:17:00","date_gmt":"2024-08-02T14:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/febre-do-oropouche-entenda-o-que-e-a-doenca-que-preocupa-o-brasil\/"},"modified":"2024-08-02T11:17:00","modified_gmt":"2024-08-02T14:17:00","slug":"febre-do-oropouche-entenda-o-que-e-a-doenca-que-preocupa-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=40369","title":{"rendered":"Febre do Oropouche: entenda o que \u00e9 a doen\u00e7a que preocupa o Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,\u00a0 em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1722615665_930_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1722615666_204_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, casos isolados e surtos foram relatados no pa\u00eds, sobretudo na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, considerada end\u00eamica. Em 2024, entretanto, a doen\u00e7a passou a preocupar autoridades sanit\u00e1rias brasileiras. At\u00e9 o in\u00edcio de julho, mais de 7 mil casos haviam sido confirmados no pa\u00eds, com transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone em pelo menos 16 unidades federativas. Esta semana, S\u00e3o Paulo confirmou os primeiros casos no interior do estado.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o acontece principalmente por meio do vetor <em>Culicoides paraensis<\/em>, conhecido popularmente como <em>maruim<\/em> ou mosquito-p\u00f3lvora. No ciclo silvestre, bichos-pregui\u00e7a e primatas n\u00e3o-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. H\u00e1 registros de isolamento do v\u00edrus em outras esp\u00e9cies de insetos, como <em>Coquillettidia venezuelensis<\/em> e <em>Aedes serratus<\/em>.<\/p>\n<p>J\u00e1 no ciclo urbano, os humanos s\u00e3o os principais hospedeiros. Nesse cen\u00e1rio, o mosquito <em>Culex quinquefasciatus<\/em>, popularmente conhecido como pernilongo e comumente encontrado em ambientes urbanos, tamb\u00e9m pode transmitir o v\u00edrus.<\/p>\n<h2>Sintomas<\/h2>\n<p>Os sintomas da febre do Oropouche, de acordo com o minist\u00e9rio, s\u00e3o parecidos com os da dengue e incluem dor de cabe\u00e7a intensa, dor muscular, n\u00e1usea e diarreia. \u201cNesse sentido, \u00e9 importante que profissionais da \u00e1rea de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade sejam capazes de diferenciar essas doen\u00e7as por meio de aspectos cl\u00ednicos, epidemiol\u00f3gicos e laboratoriais e orientar as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle\u201d, alerta a pasta.<\/p>\n<p>O quadro cl\u00ednico agudo, segundo a pasta, evolui com febre de in\u00edcio s\u00fabito, cefaleia (dor de cabe\u00e7a), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, n\u00e1useas e v\u00f4mitos tamb\u00e9m s\u00e3o relatados. Casos com acometimento do sistema nervoso central (como meningite ass\u00e9ptica e meningoencefalite), especialmente em pacientes imunocomprometidos, e com manifesta\u00e7\u00f5es hemorr\u00e1gicas (pet\u00e9quias, epistaxe, gengivorragia) podem ocorrer.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o minist\u00e9rio, parte dos pacientes (estudos relatam at\u00e9 60%) pode apresentar recidiva, com manifesta\u00e7\u00e3o dos mesmos sintomas ou apenas febre, cefaleia e mialgia ap\u00f3s uma ou duas semanas a partir das manifesta\u00e7\u00f5es iniciais. \u201cOs sintomas duram de dois a sete dias, com evolu\u00e7\u00e3o benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves\u201d.<\/p>\n<h2>Mortes in\u00e9ditas<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=394654:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1697287984_875_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mosquito_maruim_.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/02\/2024 - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,  em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia.&#13;&#10;Foto: Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mosquito_maruim_.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/02\/2024 - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,  em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia.&#13;&#10;Foto: Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=394654 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><!--copyright=394654-->Mosquito Maruim. Foto:\u00a0<strong>Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=394654--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>No \u00faltimo dia 25, entretanto, a Bahia confirmou duas mortes por febre do Oropouche no estado. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia nenhum registro de \u00f3bito associado \u00e0 infec\u00e7\u00e3o em todo o mundo.<\/p>\n<p>De acordo com a Secretaria de Sa\u00fade da Bahia, as mortes foram registradas em pacientes sem comorbidades e n\u00e3o gestantes. A primeira morte, uma mulher de 24 anos que residia no munic\u00edpio de Valen\u00e7a, ocorreu no dia\u00a027 de mar\u00e7o. O segundo \u00f3bito, uma mulher de 21 anos que residia em Camamu, foi registrado no dia\u00a010 de maio.<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade baianos informaram que as pacientes apresentaram in\u00edcio abrupto de febre, dor de cabe\u00e7a, dor retro orbital e mialgia, que rapidamente evolu\u00edram para sintomas graves, incluindo dor abdominal intensa, sangramento e hipotens\u00e3o.<\/p>\n<h2>Diagn\u00f3stico<\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico da febre do Oropouche \u00e9 cl\u00ednico, epidemiol\u00f3gico e laboratorial e todos os casos positivos devem ser notificados. Al\u00e9m de ser de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, a doen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 classificada pelo minist\u00e9rio como de notifica\u00e7\u00e3o imediata, \u201cem fun\u00e7\u00e3o do potencial epid\u00eamico e da alta capacidade de muta\u00e7\u00e3o, podendo se tornar uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tratamento espec\u00edfico para a febre do Oropouche. A orienta\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias brasileiras \u00e9 que os pacientes permane\u00e7am em repouso, com tratamento sintom\u00e1tico e acompanhamento m\u00e9dico. Em caso de sintomas suspeitos, o minist\u00e9rio pede que o paciente procure ajuda m\u00e9dica imediatamente e informe sobre uma exposi\u00e7\u00e3o potencial \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<h2>Preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Dentre as recomenda\u00e7\u00f5es citadas pela pasta para prevenir a febre do Oropouche est\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Evitar o contato com \u00e1reas de ocorr\u00eancia e\/ou minimizar a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s picadas dos vetores.<\/p>\n<p>&#8211; Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas \u00e1reas expostas da pele.<\/p>\n<p>&#8211; Limpar terrenos e locais de cria\u00e7\u00e3o de animais.<\/p>\n<p>&#8211; Recolher folhas e frutos que caem no solo.<\/p>\n<p>&#8211; Usar telas de malha fina em portas e janelas.<\/p>\n<h2>Transmiss\u00e3o vertical e microcefalia<\/h2>\n<p>Apenas em julho, o minist\u00e9rio publicou duas notas t\u00e9cnicas voltadas para gestores estaduais e municipais envolvendo a febre do Oropouche. Uma delas recomenda intensificar a vigil\u00e2ncia de casos e alerta para a possibilidade de transmiss\u00e3o vertical da doen\u00e7a, que acontece quando o v\u00edrus \u00e9 transmitido da m\u00e3e para o beb\u00ea, durante a gesta\u00e7\u00e3o ou no parto.<\/p>\n<p>Em junho, a Se\u00e7\u00e3o de Arbovirologia e Febres Hemorr\u00e1gicas do Instituto Evandro Chagas analisou amostras de soro e l\u00edquor armazenadas na institui\u00e7\u00e3o, coletadas para investiga\u00e7\u00e3o de arboviroses e negativas para dengue, <em>chikungunya, zika<\/em> e v\u00edrus do Nilo Ocidental. Nesse estudo, foi detectado em quatro rec\u00e9m-nascidos com microcefalia a presen\u00e7a de anticorpos contra o v\u00edrus da febre do Oropouche. \u201cEssa \u00e9 uma evid\u00eancia de que ocorre transmiss\u00e3o vertical do v\u00edrus, por\u00e9m, limita\u00e7\u00f5es do estudo n\u00e3o permitem estabelecer rela\u00e7\u00e3o causal entre a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus durante a vida uterina e malforma\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas nos beb\u00eas\u201d, destacou o minist\u00e9rio do documento.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a investiga\u00e7\u00e3o laboratorial de um caso de \u00f3bito fetal com 30 semanas de gesta\u00e7\u00e3o identificou material gen\u00e9tico do v\u00edrus da febre do Oropouche em sangue de cord\u00e3o umbilical, placenta e diversos \u00f3rg\u00e3os fetais, incluindo tecido cerebral, f\u00edgado, rins, pulm\u00f5es, cora\u00e7\u00e3o e ba\u00e7o. \u201cEssa \u00e9 uma evid\u00eancia da ocorr\u00eancia de transmiss\u00e3o vertical do v\u00edrus. An\u00e1lises laboratoriais e de dados epidemiol\u00f3gicos est\u00e3o sendo realizadas para a conclus\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o final desse caso\u201d, informou a pasta no mesmo documento.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Paula Laboissi\u00e8re &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-08\/febre-do-oropouche-entenda-o-que-e-doenca-que-preocupa-o-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,\u00a0 em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia. 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