{"id":36321,"date":"2024-04-19T10:05:00","date_gmt":"2024-04-19T13:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/um-em-cada-cinco-lares-recebia-beneficio-do-bolsa-familia-em-2023\/"},"modified":"2024-04-19T10:05:00","modified_gmt":"2024-04-19T13:05:00","slug":"um-em-cada-cinco-lares-recebia-beneficio-do-bolsa-familia-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=36321","title":{"rendered":"Um em cada cinco lares recebia benef\u00edcio do Bolsa Fam\u00edlia em 2023"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>De todas as fam\u00edlias brasileiras, 19% receberam o benef\u00edcio do Bolsa Fam\u00edlia em 2023, o que representa praticamente um em cada cinco domic\u00edlios. \u00c9 a maior propor\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada e significa 14,7 milh\u00f5es de lares. Os dados fazem parte de uma edi\u00e7\u00e3o especial da <em>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua)<\/em>, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/1713540928_325_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/1713540928_493_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE come\u00e7a em 2012, quando a propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios com algum benefici\u00e1rio do programa Bolsa Fam\u00edlia era 16,6%. Em 2019, \u00faltimo anos antes da eclos\u00e3o da pandemia de covid-19, o indicador era 14,3%.<\/p>\n<p>O levantamento aponta tamb\u00e9m que, em 2023, 4,2% dos domic\u00edlios tinham alguma pessoa que recebia o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC, um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou \u00e0 pessoa com defici\u00eancia de qualquer idade), e 1,4% recebia algum outro programa social.<\/p>\n<h2>Pandemia<\/h2>\n<p>O IBGE tra\u00e7a que com o agravamento da pandemia, que for\u00e7ou a interrup\u00e7\u00e3o de atividades econ\u00f4micas e aumento do desemprego, parte dos benefici\u00e1rios passou\u00a0a receber o Aux\u00edlio Emergencial, criado especialmente para mitigar efeitos econ\u00f4micos e sociais da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com isso, a propor\u00e7\u00e3o de lares recebendo o Bolsa Fam\u00edlia caiu pela metade, chegando a 7,2% em 2020. No entanto, cresceu a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que recebiam recursos de algum outro programa, como o Aux\u00edlio Emergencial. A propor\u00e7\u00e3o desses outros programas, que era de 0,7% em 2019, saltou para 23,7% em 2020.<\/p>\n<p>Em 2021, as mudan\u00e7as no Aux\u00edlio Emergencial ocorridas com a flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas sanit\u00e1rias (redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de parcelas pagas e do valor m\u00e9dio) fizeram com que voltasse a aumentar o percentual de domic\u00edlios recebendo Bolsa Fam\u00edlia (8,6%) e se reduzisse a propor\u00e7\u00e3o de outros programas sociais (15,4%).<\/p>\n<p>No fim de 2021, o pagamento do Aux\u00edlio Emergencial foi interrompido, e o governo do ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro substituiu o Bolsa Fam\u00edlia pelo Aux\u00edlio Brasil. Como esses dois programas n\u00e3o existiram ao mesmo tempo, ou seja, um substituiu o outro, a pesquisa do IBGE os considera com a mesma base de dados.<\/p>\n<p>Em 2022, o Aux\u00edlio Brasil foi recebido por 16,9% das fam\u00edlias brasileiras. O valor, que inicialmente era de R$ 400, foi reajustado ainda no ano em curso para R$ 600.<\/p>\n<p>Em 2023, j\u00e1 no governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o programa de transfer\u00eancia de renda voltou a ser chamado de Bolsa Fam\u00edlia e, al\u00e9m de ter mantido o valor de R$ 600, adotou a inclus\u00e3o de R$ 150 por crian\u00e7a de at\u00e9 6 anos e o adicional de R$ 50 por crian\u00e7a ou adolescente (de 7 a 18 anos) e por gestante.<\/p>\n<h2>Norte e Nordeste<\/h2>\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste t\u00eam a maior propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios com ao menos um benefici\u00e1rio do Bolsa Fam\u00edlia. O Nordeste lidera com 35,5%. O Norte tem pouco menos de um ter\u00e7o, 31,7%. No outro extremo, o Sul e o Sudeste figuram com a menor propor\u00e7\u00e3o de lares, 7,9% e 11,5%, respectivamente.<\/p>\n<p>Os estados com maior parte dos domic\u00edlios beneficiados s\u00e3o o Maranh\u00e3o (40,2%), Piau\u00ed (39,8%), Para\u00edba (38,8%) e Par\u00e1 (36,8%). Os \u00faltimos da lista s\u00e3o Santa Catarina (4,5%), Rio Grande do Sul (8,6%), Paran\u00e1 (9,2%) e S\u00e3o Paulo (9,4%).<\/p>\n<h2>Redu\u00e7\u00e3o da desigualdade<\/h2>\n<p>A pesquisa do IBGE apura informa\u00e7\u00f5es sobre todas os rendimentos recebidos pela popula\u00e7\u00e3o, o que inclui relacionados ao trabalho, programas sociais, rendimentos financeiros, pens\u00f5es e aposentadorias.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que, em 2023, o rendimento m\u00e9dio domiciliar por pessoa dos domic\u00edlios que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia equivalia a 28,5% do rendimento m\u00e9dio dos domic\u00edlios n\u00e3o beneficiados.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOu seja, o benef\u00edcio \u00e9, de fato, focado nas fam\u00edlias de menor renda\u201d, aponta o analista da pesquisa do IBGE, Gustavo Geaquinto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo identifica ainda que, entre 2019 e 2023, o rendimento\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0do grupo de domic\u00edlios que recebia o Bolsa Fam\u00edlia cresceu 42,4% (de R$ 446 para R$ 635), enquanto entre aqueles que n\u00e3o recebiam, a varia\u00e7\u00e3o foi de 8,6% (de R$ 2.051 para R$ 2.227).<\/p>\n<p>Essa evolu\u00e7\u00e3o das rendas em velocidades distintas contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade de renda no Norte e no Nordeste. O \u00cdndice Gini \u2013 medidos de desigualdade que vai de 0 a 1, sendo quanto mais perto de 0, menor desigualdade \u2013 teve as maiores quedas nessas duas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre 2019 e 2023, o Gini do Norte recuou de 0,537 para 0,500. No Nordeste, a redu\u00e7\u00e3o foi de 0,560 para 0,509, menor \u00edndice j\u00e1 registrado na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o duas regi\u00f5es que t\u00eam maiores propor\u00e7\u00f5es de domic\u00edlios benefici\u00e1rios de programas sociais, sobretudo do Bolsa Fam\u00edlia. Como houve aumento no valor do benef\u00edcio, isso pode ter sido um fator que impactou\u201d, aponta o analista do IBGE.<\/p>\n<p>Ele acrescenta como um dos motivos o comportamento positivo da oferta de empregos. \u201cA expans\u00e3o do mercado de trabalho tamb\u00e9m pode ser contribu\u00eddo. A Regi\u00e3o Norte, por exemplo, teve expans\u00e3o importante do mercado de trabalho\u201d.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-04\/um-em-cada-cinco-lares-recebia-beneficio-do-bolsa-familia-em-2023\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ De todas as fam\u00edlias brasileiras, 19% receberam o benef\u00edcio do Bolsa Fam\u00edlia em 2023, o que representa praticamente um em cada cinco domic\u00edlios. \u00c9 a maior propor\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada e significa 14,7 milh\u00f5es de lares. 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