{"id":36254,"date":"2024-04-18T07:15:00","date_gmt":"2024-04-18T10:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/acredito-no-poder-transformador-da-educacao-diz-escritora-indigena\/"},"modified":"2024-04-18T07:15:00","modified_gmt":"2024-04-18T10:15:00","slug":"acredito-no-poder-transformador-da-educacao-diz-escritora-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=36254","title":{"rendered":"\u201cAcredito no poder transformador da educa\u00e7\u00e3o\u201d, diz escritora ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Considerada a primeira mulher ind\u00edgena a publicar um livro no Brasil, a escritora Eliane Potiguara\u00a0conquistou o respeito e admira\u00e7\u00e3o de estudiosos e leitores de suas obras. Em 2014, a autora de <em>A Terra \u00c9\u00a0a M\u00e3e do \u00cdndio<\/em>\u00a0(1989) e de <em>Metade Cara, Metade M\u00e1scara<\/em> (2004), entre outros t\u00edtulos, foi agraciada com a Ordem do M\u00e9rito Cultural, com a qual o Minist\u00e9rio da Cultura distingue pessoas e institui\u00e7\u00f5es que contribuem para fomentar a cultura brasileira. Em 2021, recebeu do Conselho Universit\u00e1rio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o t\u00edtulo de doutora <em>honoris causa<\/em>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/1713437316_233_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/1713437316_582_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=381048:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1697287984_875_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trbr5144.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 17\/04\/2024 - Eliane Potiguara, educadora e ativista, considerada a primeira escritora ind\u00edgena a publicar um livro no Brasil. Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trbr5144.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 17\/04\/2024 - Eliane Potiguara, educadora e ativista, considerada a primeira escritora ind\u00edgena a publicar um livro no Brasil. Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=381048 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Eliane Potiguara, educadora e ativista, \u00e9 considerada a primeira escritora ind\u00edgena a publicar um livro no Brasil\u00a0&#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=381048--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>O reconhecimento como escritora, educadora e ativista pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Principalmente para quem, como ela, s\u00f3 foi alfabetizada aos 7 anos de idade. \u00c0 \u00e9poca, ela assumiu\u00a0a tarefa de escrever as cartas que, do Rio de Janeiro, a av\u00f3 queria enviar aos parentes que, na primeira metade do s\u00e9culo passado, se espalharam para fugir de\u00a0conflitos fundi\u00e1rios e de outras formas de\u00a0viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cFui alfabetizada um pouco tarde, para escrever as cartas que a minha av\u00f3 enviava principalmente para a Para\u00edba, de onde a fam\u00edlia teve que fugir devido \u00e0s amea\u00e7as de morte\u201d, conta Eliane. Aos 73 anos de idade, a fundadora da Rede de Comunica\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Grumim (criada em 1987 e inspirada \u201cna saga de fam\u00edlias ind\u00edgenas que, ap\u00f3s terem passado por um processo de viol\u00eancia, tiveram que peregrinar em busca da sobreviv\u00eancia f\u00edsica, moral e \u00e9tnica\u201d) relembra a import\u00e2ncia desse processo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA partir da escrita das cartas, da leitura das respostas que receb\u00edamos e das hist\u00f3rias que minha av\u00f3 contava, fui compreendendo essa esp\u00e9cie de ex\u00edlio familiar que me levou a crescer no Morro da Provid\u00eancia, no Rio de Janeiro. Fiquei sabendo que parte da fam\u00edlia tinha fugido para n\u00e3o ser assassinada, como tantos outros ind\u00edgenas, mas da\u00ed a me entender como ind\u00edgena em uma sociedade racista, discriminat\u00f3ria, demorou um pouco mais\u201d, conta a escritora.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Defensora de uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade que leve em conta a diversidade cultural \u00e9tnica que comp\u00f5e o Brasil e forjada no movimento de resist\u00eancia e autoafirma\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, Eliane se revela otimista, mas n\u00e3o ing\u00eanua. \u201cA cultura ind\u00edgena \u00e9 maravilhosa e est\u00e1 viva. Seguiremos voltados a essa incr\u00edvel fidelidade a nossa ancestralidade, mantendo-nos alinhados com as novas tecnologias.\u201d<\/p>\n<p>Leia, a seguir, trechos da entrevista que Eliane Potiguara concedeu para a <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/entrevistas-dia-dos-povos-indigenas-2024\">s\u00e9rie de entrevistas<\/a> com intelectuais, lideran\u00e7as e ativistas ind\u00edgenas que a <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> publica esta semana, por ocasi\u00e3o do Dia dos Povos Ind\u00edgenas, na sexta-feira (19).<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:\u00a0<\/strong>A cartilha <em><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/lemad.fflch.usp.br\/sites\/lemad.fflch.usp.br\/files\/lemad-dh-usp_a_terra_%C3%A9_a_m%C3%A3e_do_%C3%ADndio.pdf\">A Terra \u00c9 a\u00a0M\u00e3e do \u00cdndio<\/a><\/em>, que a senhora escreveu, \u00e9 apontada como a primeira obra liter\u00e1ria publicada no Brasil por uma mulher ind\u00edgena, em 1989. Desde ent\u00e3o, muitos outros autores e autoras ind\u00edgenas surgiram, alguns com relativo sucesso comercial. O que tem motivado o surgimento de tantos autores ind\u00edgenas nas \u00faltimas d\u00e9cadas?<br \/><strong>Eliane Potiguara:<\/strong>\u00a0Primeiramente, [a necessidade de libertar] a voz sufocada da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Ao transformarmos [registrarmos] o pensamento ind\u00edgena em livros, encontramos um canal de resist\u00eancia e de luta. Um canal por meio do qual podemos divulgar as situa\u00e7\u00f5es que vivemos. Com o avan\u00e7o das tecnologias e com a internet, encontramos novos meios [de express\u00e3o] e caminhos. Muitos l\u00edderes, professores, pensadores ind\u00edgenas que t\u00eam algo a dizer \u00e0 sociedade em geral t\u00eam se valido desses canais.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Como esse trabalho de promover o acesso da popula\u00e7\u00e3o em geral \u00e0s narrativas ind\u00edgenas, transmitidas pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas, pode contribuir para o futuro dos povos origin\u00e1rios e da sociedade?<br \/><strong>Eliane:<\/strong>\u00a0Contribui como um elemento de conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre quem somos, para onde vamos e o que queremos enquanto brasileiros e enquanto povos ind\u00edgenas. Por exemplo: levar um material escrito por ind\u00edgenas para dentro das escolas \u00e9 uma iniciativa transformadora, inspiradora. Mexe com o universo cultural e com o inconsciente de parte da popula\u00e7\u00e3o, pois se trata de um material que tanto pode conscientizar professores n\u00e3o ind\u00edgenas, quanto ser trabalhado com estudantes ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas. H\u00e1 at\u00e9 pouco tempo, o material did\u00e1tico e liter\u00e1rio usado nas escolas em geral estava em conformidade com a realidade do colonizador. Hoje, mesmo com todos os problemas, temos uma <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\">lei que torna obrigat\u00f3rio<\/a> o estudo da hist\u00f3ria e das culturas ind\u00edgena e afro-brasileira e uma educa\u00e7\u00e3o que, de alguma forma, contempla os povos ind\u00edgenas. H\u00e1 muitos professores e gestores ind\u00edgenas, o que tamb\u00e9m \u00e9 um fato bastante relevante. Al\u00e9m do mais, as narrativas ind\u00edgenas tamb\u00e9m ajudam a revelar como n\u00f3s, ind\u00edgenas, com nossos conhecimentos tradicionais, podemos contribuir para, por exemplo, preservarmos o que os n\u00e3o ind\u00edgenas chamam de meio ambiente e n\u00f3s chamamos de natureza.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Chama a aten\u00e7\u00e3o que a senhora, que diz ter sido alfabetizada tardiamente, tornou-se educadora e autora de tantos livros. Qual foi a import\u00e2ncia da instru\u00e7\u00e3o formal e da leitura para sua trajet\u00f3ria pessoal? E qual \u00e9, a seu ver, a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o para o futuro das comunidades ind\u00edgenas?<br \/><strong>Eliane:<\/strong>\u00a0Fui alfabetizada um pouco tarde, entre 7 e 8\u00a0anos de idade, para escrever as cartas que a minha av\u00f3 enviava principalmente para a Para\u00edba, de onde a fam\u00edlia teve que fugir devido \u00e0s amea\u00e7as de morte. Nasci no Rio de Janeiro e cresci\u00a0no Morro da Provid\u00eancia, onde cresci fechada em uma esp\u00e9cie de gueto, protegida da viol\u00eancia ao redor. Minha av\u00f3 n\u00e3o queria sequer que eu olhasse para as pessoas, tentava limitar nossos contatos. Nesses primeiros anos, eu tinha como que uma esp\u00e9cie de anteolhos psicol\u00f3gicos que me mantinham alienada da realidade. A partir da escrita das cartas, da leitura das respostas que receb\u00edamos e das hist\u00f3rias que minha av\u00f3 contava, fui compreendendo essa esp\u00e9cie de ex\u00edlio familiar. Fiquei sabendo que parte da fam\u00edlia tinha fugido para n\u00e3o ser assassinada, como tantos outros ind\u00edgenas, mas da\u00ed a me entender como ind\u00edgena em uma sociedade racista, discriminat\u00f3ria, demorou um pouco mais. Da\u00ed seguirmos lutando por uma educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de qualidade, pela preserva\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas e das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0No poema<em> Identidade Ind\u00edgena<\/em>, de 1975, h\u00e1 um trecho em que a senhora destaca a import\u00e2ncia da ancestralidade e aposta que, no futuro, os povos ind\u00edgenas \u201cbrilhar\u00e3o no palco da hist\u00f3ria\u201d, n\u00e3o precisando mais \u201csair pelo mundo embebedados pelo sufoco do massacre, a chorar e derramar preciosas l\u00e1grimas por quem n\u00e3o lhes tem respeito\u201d. A senhora mant\u00e9m essa expectativa?<br \/><strong>Eliane:\u00a0<\/strong>Sim. Sou fruto desse nosso processo de coloniza\u00e7\u00e3o, assassinatos e de fam\u00edlias migrantes sofridas, mas sou tamb\u00e9m uma pessoa que acredita nas mudan\u00e7as, na conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em que vamos conseguir conscientizar a popula\u00e7\u00e3o em geral, que j\u00e1 vem se conscientizando. De um lado, temos, hoje, v\u00e1rios ind\u00edgenas m\u00e9dicos, antrop\u00f3logos, professores, advogados etc., al\u00e9m dos que est\u00e3o em cargos de poder. De outro, h\u00e1 uma grande parcela de pessoas preocupadas, por exemplo, com a quest\u00e3o ambiental, com o aquecimento global. Ent\u00e3o, a gente j\u00e1 percebe essa mudan\u00e7a que pode, sim, ser crescente. Como educadora, acredito em mudan\u00e7as positivas e no poder transformador de uma educa\u00e7\u00e3o mais de acordo com a realidade.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0No mesmo poema, a senhora constata que \u201cas contradi\u00e7\u00f5es nos envolvem e as car\u00eancias nos encaram\u201d. Hoje, isso parece ainda mais evidente. De um lado, h\u00e1 pensadores ind\u00edgenas viajando o mundo para proferir palestras e publicando livros de sucesso. H\u00e1 ind\u00edgenas no comando de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos como o minist\u00e9rio e a funda\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas (Funai). O n\u00famero de pessoas que se autodeclaram ind\u00edgenas saltou de 294 mil, em 1991, para <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-12\/brasil-tem-169-milhao-de-indigenas-e-133-milhao-de-quilombolas#:~:text=A%20popula%C3%A7%C3%A3o%20ind%C3%ADgena%20no%20pa%C3%ADs,julho%20deste%20ano%20pelo%20IBGE\">quase 1,7 milh\u00e3o<\/a>, em 2022. Por outro lado, os conflitos por terra persistem; h\u00e1 problemas na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas e crises humanit\u00e1rias como a que afetam os yanomami, na Amaz\u00f4nia, e os guarani e kaiow\u00e1, em Mato Grosso do Sul. Neste contexto, e considerando que o futuro n\u00e3o est\u00e1 dado, est\u00e1 sempre em disputa, como a senhora imagina o futuro dos povos ind\u00edgenas?<br \/><strong>Eliane:<\/strong>\u00a0Vivemos um conflito, uma luta de classes, mas, apesar desse sistema opressor e ego\u00edsta que admite que um homem explore outro homem apenas para ampliar seu capital financeiro, acredito na evolu\u00e7\u00e3o, em mudan\u00e7as positivas. Veja o exemplo dos navajos [da Am\u00e9rica do Norte], cuja sociedade domina tecnologias modernas sem abrir m\u00e3o da identidade, cultura, l\u00edngua ou espiritualidade ind\u00edgena. Temos condi\u00e7\u00f5es de conciliar esses aspectos \u2013 que n\u00e3o s\u00e3o antag\u00f4nicos. H\u00e1 exemplos parecidos no M\u00e9xico, na Finl\u00e2ndia. Obviamente, \u00e9 preciso respeitar a diversidade \u00e9tnica e cultural e a autodetermina\u00e7\u00e3o das comunidades que optam por viver isoladas, cujos modos de vida e tradi\u00e7\u00e3o devem ser igualmente preservados.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:\u00a0<\/strong>Ent\u00e3o a senhora aposta em um futuro em que os \u00edndios ter\u00e3o dom\u00ednio e acesso aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e seus benef\u00edcios, mas preservando suas identidades?<br \/><strong>Eliane:<\/strong>\u00a0Claro. Seguiremos voltados a essa incr\u00edvel fidelidade a nossa ancestralidade, mantendo-nos alinhados com as novas tecnologias. At\u00e9 por causa dos estere\u00f3tipos, preconceitos e do tipo de educa\u00e7\u00e3o de que falei no in\u00edcio, quando eu era mais jovem, acreditava que ser ind\u00edgena \u00e9 ser pobre e algo em vias de ser extinto. N\u00e3o \u00e9. A cultura ind\u00edgena \u00e9 maravilhosa, est\u00e1 viva. Ela \u00e9 extremamente resistente. Haja vista esses 524 anos de opress\u00e3o a que seguimos resistindo. Com quase 74 anos de idade, ainda vejo um futuro promissor. O Brasil \u00e9 terra ind\u00edgena e os brasileiros precisam ter consci\u00eancia de sua ancestralidade.<\/p>\n<p>*Dentro da <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/entrevistas-dia-dos-povos-indigenas-2024\">s\u00e9rie especial<\/a> sobre o futuro dos povos ind\u00edgenas, a <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>publicar\u00e1 amanh\u00e3 a\u00a0entrevista com a ministra dos Povos Ind\u00edgenas, Sonia Guajajara.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Alex Rodrigues &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2024-04\/acredito-no-poder-transformador-da-educacao-diz-escritora-indigena\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerada a primeira mulher ind\u00edgena a publicar um livro no Brasil, a escritora Eliane Potiguara\u00a0conquistou o respeito e admira\u00e7\u00e3o de estudiosos e leitores de suas obras. Em 2014, a autora de A Terra \u00c9\u00a0a M\u00e3e do \u00cdndio\u00a0(1989) e de Metade Cara, Metade M\u00e1scara (2004), entre outros t\u00edtulos, foi agraciada com a Ordem do M\u00e9rito Cultural, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36255,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-36254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/36255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}