{"id":34616,"date":"2024-03-08T19:01:00","date_gmt":"2024-03-08T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/brasil-e-o-terceiro-colocado-na-participacao-feminina-na-ciencia\/"},"modified":"2024-03-08T19:01:00","modified_gmt":"2024-03-08T22:01:00","slug":"brasil-e-o-terceiro-colocado-na-participacao-feminina-na-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=34616","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o terceiro colocado na participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Nos \u00faltimos 20 anos, a propor\u00e7\u00e3o de pesquisadoras que assinam publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas no pa\u00eds saltou de 38% para 49%. O Brasil \u00e9 o terceiro colocado na lista dos locais com maior participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia, que conta com 18 pa\u00edses mais a Uni\u00e3o Europeia. Os dados constam do relat\u00f3rio da Elsevier-Bori <em>Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 equidade de g\u00eanero na pesquisa no Brasil<\/em>, lan\u00e7ado nesta sexta-feira (8).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/1710219574_383_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/1710219574_898_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A Elsevier \u00e9 uma empresa holandesa, que atua na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado cient\u00edfico e t\u00e9cnico, enquanto a Ag\u00eancia Bori tem como miss\u00e3o a valoriza\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias cient\u00edficas por meio da divulga\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa. O relat\u00f3rio resultante dessa parceria cita que Argentina e Portugal ocupam os primeiros lugares no ranking. Ambos t\u00eam maioria (52%) de mulheres como autoras dos artigos.\u00a0<\/p>\n<p>O que se observou para fazer a an\u00e1lise foi a base de dados Scopus, a partir da ferramenta da Elsevier. O recurso \u00e9 capaz de fazer um recorte de g\u00eanero, de forma bin\u00e1ria, ou seja, com um limite de alcance.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o levantamento, o crescimento da participa\u00e7\u00e3o de mulheres na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m se verificou, no per\u00edodo analisado, nas \u00e1reas chamadas de STEM (sigla para representar Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica, em ingl\u00eas). Nesse caso, a porcentagem era de 35% em 2020 e passou, em 2022, para 45%. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m registra que, nessas \u00e1reas do conhecimento, houve uma desacelera\u00e7\u00e3o no aumento da participa\u00e7\u00e3o das pesquisadoras desde 2009-2010.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o nas STEM, h\u00e1, ainda, desafios a superar. Um deles consiste em obter mais equil\u00edbrio independentemente do tempo de experi\u00eancia das pesquisadoras. Isso porque, conforme ressalta o relat\u00f3rio produzido, \u00e0 medida que a carreira avan\u00e7a, o que se constata \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de mulheres.\u00a0<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 2018 a 2022, as mulheres com at\u00e9 5 anos de experi\u00eancia foram autoras ou coautoras em mais da metade (51%) das publica\u00e7\u00f5es. A parcela cai para 36% quando se confere sua exist\u00eancia entre autores com mais de 21 anos de estrada na pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p>Outro dado que exp\u00f5e a necessidade de se pensar em medidas de redu\u00e7\u00e3o da iniquidade de g\u00eanero diz respeito \u00e0 preponder\u00e2ncia de homens em determinadas \u00e1reas. De 2018 a 2022, houve tr\u00eas campos em que as mulheres representavam um quinto ou pouco mais disso,\u00a0 matem\u00e1tica (19%), ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o (21%) e engenharia (24%).\u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a patentes de inova\u00e7\u00e3o, os homens continuam acumulando muito mais direitos do que as mulheres. Houve, segundo o relat\u00f3rio, estagna\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o feminina nos \u00faltimos 15 anos, quando a propor\u00e7\u00e3o variou de 3% a 6%. Quando os inventores que levam cr\u00e9dito pelas cria\u00e7\u00f5es s\u00e3o homens e mulheres, a porcentagem subiu de 24% para 33%, de 2008 para 2022.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Letycia Bond &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2024-03\/brasil-e-o-terceiro-colocado-na-participacao-feminina-na-ciencia\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos 20 anos, a propor\u00e7\u00e3o de pesquisadoras que assinam publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas no pa\u00eds saltou de 38% para 49%. O Brasil \u00e9 o terceiro colocado na lista dos locais com maior participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia, que conta com 18 pa\u00edses mais a Uni\u00e3o Europeia. 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