{"id":34260,"date":"2024-02-26T19:01:00","date_gmt":"2024-02-26T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/divida-publica-cai-108-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-65-trilhoes\/"},"modified":"2024-02-26T19:01:00","modified_gmt":"2024-02-26T22:01:00","slug":"divida-publica-cai-108-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-65-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=34260","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica cai 1,08% em janeiro e fica abaixo de R$ 6,5 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>O alto volume de vencimentos de t\u00edtulos prefixados fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em janeiro. Segundo n\u00fameros divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,52 trilh\u00f5es em dezembro para R$ 6,45 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, queda de 1,08%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/1708990195_572_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/1708990195_650_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em abril do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 6 trilh\u00f5es. Mesmo com a alta em janeiro, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2024 entre R$ 7 trilh\u00f5es e <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-74-trilhoes-em-2024\">R$ 7,4 trilh\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) caiu 1,48%, passando de R$ 6,269 trilh\u00f5es em dezembro para R$ 6,176 trilh\u00f5es em janeiro. No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 147,3 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que resgatou, principalmente em pap\u00e9is prefixados (com juros definidos antecipadamente). O recuo foi parcialmente compensado pela apropria\u00e7\u00e3o de R$ 55,08 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide\u00a0sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 11,25% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 163,21 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi, o volume mais alto desde mar\u00e7o do ano passado. No entanto, com o alto volume de vencimentos em janeiro, os resgates somaram R$ 311,12 bilh\u00f5es, o volume mais alto desde setembro do ano passado.<\/p>\n<p>No mercado externo, a alta do d\u00f3lar e o lan\u00e7amento de t\u00edtulos no exterior aumentaram o endividamento do governo. A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 8,89%, passando de R$ 251,46 bilh\u00f5es em dezembro para R$ 273,83 bilh\u00f5es em janeiro. O principal fator foi a <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-01\/tesouro-capta-us-45-bi-no-exterior-com-juros-mais-altos\">emiss\u00e3o de US$ 4,5 bilh\u00f5es<\/a> (R$ 22,129 bilh\u00f5es) no fim de janeiro\u00a0e o avan\u00e7o de 2,32% da moeda norte-americana no m\u00eas passado.<\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s subir em dezembro, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) caiu. Essa reserva passou de R$ 982 bilh\u00f5es em dezembro para R$ 813 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o forte resgate l\u00edquido\u00a0(regate menos emiss\u00f5es) no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 7,1 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,235 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O resgate de t\u00edtulos prefixados (com rendimento definido no momento da emiss\u00e3o) mudou a composi\u00e7\u00e3o da DPF. A propor\u00e7\u00e3o desses pap\u00e9is caiu de 26,53% em dezembro para 22,93% em janeiro. O PAF prev\u00ea que o indicador feche 2024 entre 24% e 28%.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, o Tesouro tinha voltado a lan\u00e7ar mais pap\u00e9is prefixados, por causa da diminui\u00e7\u00e3o da turbul\u00eancia no mercado financeiro e da perspectiva de queda da Taxa Selic nos pr\u00f3ximos meses. No entanto, uma eventual volta das instabilidades no mercado pode comprometer as emiss\u00f5es, porque esses t\u00edtulos t\u00eam demanda maior em momento de estabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is corrigidos pelos juros b\u00e1sicos subiu fortemente de 39,66% em dezembro para 42,03% em janeiro. O PAF prev\u00ea que o indicador feche 2023 entre 40% e 44%. At\u00e9 recentemente, esse tipo de papel atra\u00eda o interesse dos compradores por causa das recentes altas da Taxa Selic, mas o percentual pode cair nos pr\u00f3ximos meses por causa do ciclo de queda nos juros b\u00e1sicos da economia, que come\u00e7ou a ser reduzida em agosto.<\/p>\n<p>A fatia de t\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o na DPF subiu fortemente, passando de 29,76% para 30,53%. O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos vinculados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o encerrar\u00e3o o ano entre 27% e 31%.<\/p>\n<p>Composto por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa, o peso do c\u00e2mbio na d\u00edvida p\u00fablica passou de 4,05% para 4,51%. A d\u00edvida p\u00fablica vinculada ao c\u00e2mbio est\u00e1 dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2023, entre 3% e 7%.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p>O prazo m\u00e9dio da DPF subiu de 3,95 para 4,11 anos. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n<p>Detentores<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras seguem como principais detentoras da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna, com 28,1% de participa\u00e7\u00e3o no estoque. Os fundos de pens\u00e3o, com 23,6%, e os fundos de investimento, com 23,5%, aparecem em seguida na lista de detentores da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Mesmo com a instabilidade no mercado externo, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) subiu de 9,5% em dezembro para 9,9% em janeiro. O percentual atingiu o maior n\u00edvel desde outubro do ano passado, quando a fatia dos estrangeiros na d\u00edvida p\u00fablica estava em 10,2%. Os demais grupos somam 14,8% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-02\/divida-publica-cai-108-em-janeiro-e-fica-abaixo-de-r-65-trilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ O alto volume de vencimentos de t\u00edtulos prefixados fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em janeiro. Segundo n\u00fameros divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,52 trilh\u00f5es em dezembro para R$ 6,45 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, queda de 1,08%. 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