{"id":33714,"date":"2024-02-13T10:11:00","date_gmt":"2024-02-13T13:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/mudancas-climaticas-podem-ampliar-infestacao-de-mosquito-aedes-no-rio\/"},"modified":"2024-02-13T10:11:00","modified_gmt":"2024-02-13T13:11:00","slug":"mudancas-climaticas-podem-ampliar-infestacao-de-mosquito-aedes-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=33714","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ampliar infesta\u00e7\u00e3o de mosquito\u00a0Aedes\u00a0no Rio"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas v\u00e3o aumentar\u00a0a frequ\u00eancia de dias mais quentes no Rio de Janeiro, nos pr\u00f3ximos anos, e isso tem o potencial de amplia\u00e7\u00e3o da\u00a0da popula\u00e7\u00e3o de mosquito\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>\u00a0e a transmiss\u00e3o da dengue no estado. A conclus\u00e3o \u00e9 de estudo realizado pelos pesquisadores Antonio Carlos Oscar J\u00fanior, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e\u00a0Francisco de Assis Mendon\u00e7a, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/1707842069_721_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/1707842069_487_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A pesquisa, publicada em 2021 utiliza modelos de previs\u00e3o clim\u00e1tica para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e uma avalia\u00e7\u00e3o sobre o potencial impacto \u00e0 eclos\u00e3o de ovos do mosquito Aedes, transmissor da dengue, e ao ciclo de vida do inseto, para estimar a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a at\u00e9 2070.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, um dos principais fatores para o aumento da prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito \u00e9 a temperatura. No\u00a0Rio de Janeiro, a previs\u00e3o \u00e9 de aumentos das temperaturas m\u00e9dia e m\u00ednima nos pr\u00f3ximos anos, o que favoreceria o ciclo de reprodu\u00e7\u00e3o do Aedes.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-sem_processamento type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=368676:sem_processamento {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1697287984_875_loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1706200982_51_eliminar-criadouros_copy.jpg\" alt=\"A melhor forma de combater a dengue \u00e9 impedir a reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito. Foto: Arte\/EBC\" title=\"Arte\/EBC\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1706200982_51_eliminar-criadouros_copy.jpg\" alt=\"A melhor forma de combater a dengue \u00e9 impedir a reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito. Foto: Arte\/EBC\" title=\"Arte\/EBC\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=368676 --><\/div>\n<\/div>\n<p>Com isso, o per\u00edodo de inverno, quando historicamente h\u00e1 menos infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da dengue, dever\u00e1 passar a ter dias mais quentes, o que ampliar\u00e1 a janela de temperatura \u00f3tima para a infesta\u00e7\u00e3o pelo mosquito\u00a0Aedes\u00a0e, consequentemente, o potencial para novos casos da doen\u00e7a nessa esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O aumento da temperatura no estado tamb\u00e9m poder\u00e1 expandir a ocorr\u00eancia do mosquito em\u00a0locais do territ\u00f3rio fluminense onde hoje \u00e9 limitada por causa do frio, como a regi\u00e3o serrana, o sul fluminense e o noroeste do estado.<\/p>\n<p>\u201cProvavelmente, at\u00e9 2070, vai ser ampliada a popula\u00e7\u00e3o do estado exposta \u00e0 dengue. Eu n\u00e3o posso falar que vai ter um aumento no n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es ou um aumento no n\u00famero de mortes. O que posso dizer \u00e9 que s\u00e3o desenvolvidas condi\u00e7\u00f5es ambientais adequadas para um aumento da popula\u00e7\u00e3o do mosquito. Como aumenta o vetor, tem uma maior difus\u00e3o do v\u00edrus e uma maior exposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o do estudo, em 2021, n\u00e3o encerrou a pesquisa, que continua coletando dados clim\u00e1ticos e sua rela\u00e7\u00e3o com a ocorr\u00eancia do\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>. O professor Oscar J\u00fanior coordena uma rede de esta\u00e7\u00f5es que fazem monitoramento meteorol\u00f3gico e possuem ovitrampas (armadilhas para mosquitos).<\/p>\n<p>A rede de monitoramento hoje funciona em cerca de dez esta\u00e7\u00f5es no Grande Rio e nas regi\u00f5es sul, serrana e dos Lagos. A meta \u00e9 expandi-la para outras regi\u00f5es do estado. Al\u00e9m de contribuir para o entendimento entre a rela\u00e7\u00e3o do mosquito com o clima, o sistema poder\u00e1 ser usado para alertar autoridades sanit\u00e1rias sobre riscos de infesta\u00e7\u00e3o de\u00a0Aedes aegypti, atrav\u00e9s de relat\u00f3rios peri\u00f3dicos.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s\u00a0dessa rede de monitoramento, a gente quer criar um sistema de alerta para que a gente possa diuturnamente, semanalmente avaliar o risco de desenvolvimento do\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>\u00a0e, portanto, de infec\u00e7\u00e3o\u201d, explica Oscar J\u00fanior. \u201cA gente acredita que esse sistema de alerta vai ser um produto \u00fatil e pr\u00e1tico pra fornecer informa\u00e7\u00f5es semanalmente para que sejam tomadas decis\u00f5es e possam atuar em rela\u00e7\u00e3o ao risco de um aumento do n\u00famero de casos de dengue\u201d.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 come\u00e7ar a emitir relat\u00f3rios semanais, a partir dos dados coletados na rede de monitoramento, j\u00e1 no pr\u00f3ximo semestre.<\/p>\n<p>Segundo Oscar J\u00fanior, independentemente da imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra a dengue, que deve come\u00e7ar neste m\u00eas em algumas cidades brasileiras, o monitoramento do mosquito continua sendo importante, n\u00e3o s\u00f3 por causa da dengue, mas tamb\u00e9m devido a outras arboviroses transmitidas pelo\u00a0<em>Aedes<\/em>, como a zika, a chikungunya e a febre amarela.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Vitor Abdala\u00a0&#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-02\/mudancas-climaticas-podem-ampliar-infestacao-de-mosquito-aedes-no-rio\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas v\u00e3o aumentar\u00a0a frequ\u00eancia de dias mais quentes no Rio de Janeiro, nos pr\u00f3ximos anos, e isso tem o potencial de amplia\u00e7\u00e3o da\u00a0da popula\u00e7\u00e3o de mosquito\u00a0Aedes aegypti\u00a0e a transmiss\u00e3o da dengue no estado. 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