{"id":27927,"date":"2023-09-25T13:23:00","date_gmt":"2023-09-25T16:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/professores-apoiam-alunos-em-situacoes-sensiveis-na-internet\/"},"modified":"2023-09-25T13:23:00","modified_gmt":"2023-09-25T16:23:00","slug":"professores-apoiam-alunos-em-situacoes-sensiveis-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=27927","title":{"rendered":"Professores apoiam alunos em situa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis na internet"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Seis a cada dez professores precisaram apoiar os alunos no enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis vivenciadas na internet. Entre essas situa\u00e7\u00f5es est\u00e1 o uso excessivo de jogos e tecnologias digitais, <em>cyberbullying<\/em>, discrimina\u00e7\u00e3o, dissemina\u00e7\u00e3o ou vazamento de imagens sem consentimento e ass\u00e9dio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/1695661489_853_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/1695661489_891_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da pesquisa TIC Educa\u00e7\u00e3o 2022, lan\u00e7ada nesta segunda-feira (25) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br), do N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br).\u00a0<\/p>\n<p>Os dados mostram ainda que os estudantes, ainda mais os mais velhos, buscam os professores para pedir ajuda e se informar sobre o uso de tecnologias digitais. Por outro lado, ainda h\u00e1 lacunas tanto na forma\u00e7\u00e3o de professores quanto na oferta de aulas e cursos nas escolas para os estudantes, para os respons\u00e1veis e para a comunidade escolar voltados para essas quest\u00f5es. \u00a0<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que maioria dos professores, 61%, afirmou ter apoiado alunos no enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis vivenciadas na internet. Essa porcentagem aumentou em rela\u00e7\u00e3o a 2021, quando 49% disseram ter apoiado os estudantes nessas quest\u00f5es. Entre os motivos est\u00e3o o uso excessivo de jogos e de tecnologias digitais (46%); <em>cyberbullying<\/em> (34%); discrimina\u00e7\u00e3o (30%); dissemina\u00e7\u00e3o ou vazamento de imagens sem consentimento (26%); e ass\u00e9dio (20%).\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, quanto mais novos,\u00a0os alunos buscam mais ou pais ou respons\u00e1veis para obter informa\u00e7\u00f5es sobre o uso de tecnologias digitais, essa porcentagem chega a 80% entre aqueles com idade de 9 e 10 anos.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que v\u00e3o ficando mais velhos, essa porcentagem cai, chegando a 34% entre aqueles com 18 anos ou mais. J\u00e1 a busca pelos professores permanece praticamente constante, em torno dos 43% at\u00e9 os 17 anos. Nas \u00e1reas rurais, a busca por professores \u00e9 ainda maior, chega a 56%, considerada a m\u00e9dia de todas as idades. \u00a0<\/p>\n<p>\u201cA propor\u00e7\u00e3o de alunos que buscam pais e respons\u00e1veis e familiares vai diminuindo de acordo com a faixa et\u00e1ria. Ent\u00e3o, aqueles alunos de 15, 16 17 anos v\u00e3o se tornando mais independentes. Surgem os amigos, os v\u00eddeos e tutoriais na internet ou at\u00e9 mesmo aprender sozinho se torna mais relevante que buscar informa\u00e7\u00f5es com pais e respons\u00e1veis. Mas, os professores s\u00e3o uma fonte de refer\u00eancia mais est\u00e1vel no desenvolvimento dos estudantes\u201d, diz a coordenadora da pesquisa TIC Educa\u00e7\u00e3o, Daniela Costa. \u00a0<\/p>\n<p>A\u00a0propor\u00e7\u00e3o\u00a0daqueles que aprendem com v\u00eddeos e tutoriais da internet variam entre 63% e 90% conforme os estudantes v\u00e3o crescendo. A propor\u00e7\u00e3o daqueles que aprendem sozinhos passam de 76% entre aqueles com 9 e 10 anos e chegam a 97% entre aqueles de 18 anos ou mais.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com os estudantes, eles recebem mais orienta\u00e7\u00f5es de professores \u00e0 medida que v\u00e3o ficando mais velhos. No 4\u00ba e 5\u00ba do ensino fundamental, menos da metade dos alunos diz ter recebido alguma informa\u00e7\u00e3o. No ensino m\u00e9dio, essa propor\u00e7\u00e3o chega a at\u00e9 67%. Entre os assuntos tratados est\u00e3o como usar a internet de forma segura, o que fazer quando alguma coisa incomoda na internet, como verificar se uma not\u00edcia ou informa\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa e indica\u00e7\u00f5es para trabalhos escolares. \u00a0<\/p>\n<h2>Cursos e disciplinas \u00a0<\/h2>\n<p>Diante da demanda por informa\u00e7\u00f5es, os professores dizem precisar de forma\u00e7\u00e3o. Para a maior parte dos docentes, 75%, falta um curso espec\u00edfico voltado para a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais nas atividades educacionais com os alunos. \u00a0<\/p>\n<p>Na hora de incorporar a tecnologia na sala de aula, os professores tamb\u00e9m enfrentam desafios: 50% dizem que os alunos ficam dispersos quando h\u00e1 uso de tecnologias durante as aulas. De acordo com Costa, as escolas devem cuidado na hora de proibir o uso de equipamentos tecnol\u00f3gicos e que isso deve ser incorporado a uma proposta pedag\u00f3gica. \u00a0<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes quando h\u00e1 essa restri\u00e7\u00e3o ao uso ou mesmo a proibi\u00e7\u00e3o, corremos o risco de, novamente, inviabilizar oportunidades de uso para estudantes que j\u00e1 enfrentam desigualdades de oportunidades em outros \u00e2mbitos\u201d, diz a coordenadora da pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cVerificamos que professores e alunos fazem o uso desse dispositivo, ent\u00e3o, h\u00e1 necessidade, nas escolas, de haver uma maior conversa e debate do uso de tecnologia e como ela pode ser melhor aproveitada por estudantes e professores, para usufru\u00edrem de oportunidades e uso cr\u00edtico, seguro e respons\u00e1vel dessas tecnologias\u201d. \u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a como esses assuntos s\u00e3o trabalhados de maneira formal nas salas de aulas, segundo a pesquisa, 47% dos coordenadores das escolas dizem que as atividades fazem parte do conte\u00fado de um ou mais disciplinas do curr\u00edculo comum da escola. Outros 27% afirmam que s\u00e3o oferecidas em disciplinas ou atividades extracurriculares e 17% dizem que essas atividades s\u00e3o realizadas apenas quando os alunos enfrentam algum problema no uso da internet ou das tecnologias. \u00a0<\/p>\n<p>Quando se trata de envolver a comunidade escolar, cerca da metade das escolas oferece atividades apenas uma vez por ano ou mesmo n\u00e3o oferece atividades voltadas a pais e respons\u00e1veis e a outros funcion\u00e1rios da escola sobre o uso de tecnologia.\u00a0<\/p>\n<h2>Mais acesso \u00a0<\/h2>\n<p>O estudo mostra ainda que as escolas brasileiras est\u00e3o <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-09\/escolas-ampliam-conexao-internet-apos-pandemia\">mais conectadas<\/a> ap\u00f3s a pandemia, mas ainda faltam tanto dispositivos para acessar a internet\u00a0quanto uma maior qualifica\u00e7\u00e3o do\u00a0uso. \u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente pensa de uma conectividade significativa para a escola, n\u00e3o estamos falando s\u00f3 da conectividade em si, do acesso \u00e0 internet ou aos dispositivos, estamos falando de uma educa\u00e7\u00e3o significativa mediada por tecnologias digitais. Essa conectividade significativa e educa\u00e7\u00e3o significativa englobam a educa\u00e7\u00e3o digital, a educa\u00e7\u00e3o para o uso e a inclus\u00e3o desse tema tamb\u00e9m no curr\u00edculo das escolas\u201d, diz Costa. \u00a0<\/p>\n<p>A pesquisa TIC Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada desde 2010 e tem o objetivo de investigar a disponibilidade de tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) nas escolas brasileiras de ensino fundamental e m\u00e9dio e o uso e apropria\u00e7\u00e3o por estudantes e educadores. Na edi\u00e7\u00e3o de 2022, a TIC Educa\u00e7\u00e3o realizou, presencialmente, entre outubro de 2022 e maio de 2023, 10.448 entrevistas em 1.394 escolas p\u00fablicas municipais, estaduais e federais e em escolas particulares. Ao todo, os pesquisadores ouviram 959 gestores escolares, 873 coordenadores, 1.424 professores e 7.192 alunos. A pesquisa est\u00e1 <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cetic.br\/pt\/pesquisa\/educacao\/indicadores\/\">dispon\u00edvel na internet<\/a>.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Mariana Tokarnia \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-09\/professores-apoiam-alunos-em-situacoes-sensiveis-na-internet\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis a cada dez professores precisaram apoiar os alunos no enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis vivenciadas na internet. Entre essas situa\u00e7\u00f5es est\u00e1 o uso excessivo de jogos e tecnologias digitais, cyberbullying, discrimina\u00e7\u00e3o, dissemina\u00e7\u00e3o ou vazamento de imagens sem consentimento e ass\u00e9dio. 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