{"id":17821,"date":"2023-02-08T20:51:00","date_gmt":"2023-02-08T23:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/undime-ve-como-positivo-aumento-de-matriculas-na-educacao-infantil\/"},"modified":"2023-02-08T20:51:00","modified_gmt":"2023-02-08T23:51:00","slug":"undime-ve-como-positivo-aumento-de-matriculas-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=17821","title":{"rendered":"Undime v\u00ea como positivo aumento de matr\u00edculas na educa\u00e7\u00e3o infantil"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>Depois de um per\u00edodo agudo da pandemia de covid-19 que &#8220;ampliou o fosso da desigualdade&#8221; no acesso \u00e0s creches e pr\u00e9-escolas, o presidente da\u00a0 Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), Luiz Miguel Garcia, v\u00ea como positivo o aumento de matr\u00edculas apontado no \u00faltimo Censo Escolar, divulgado\u00a0hoje\u00a0(8). Dirigente Municipal de Educa\u00e7\u00e3o da cidade de Sud Mennucci, em S\u00e3o Paulo, Garcia pondera, no entanto, que \u00e9 preciso garantir que essa retomada reduza disparidades e garanta vagas de qualidade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/1675903694_106_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/1675903695_666_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>&#8220;O retorno do n\u00famero de matr\u00edculas \u00e9 muito animador, positivo e desafiador e mostra que a educa\u00e7\u00e3o continua sendo uma preocupa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias em todos os estratos sociais. O que a gente precisa \u00e9 diminuir esse fosso de desigualdade e garantir que fam\u00edlias de crian\u00e7as pretas, pobres e perif\u00e9ricas tenham acesso \u00e0 creche, e que esse acesso seja pr\u00f3ximo a suas resid\u00eancias, respeitando a sua cultura e respeitando as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de uma crian\u00e7a, que n\u00e3o pode\u00a0ter\u00a0um deslocamento t\u00e3o grande que a deixe cansada e debilitada.&#8221;\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Garcia avalia que o Brasil passou um longo per\u00edodo sem uma pol\u00edtica efetiva e criteriosa de gera\u00e7\u00e3o de vagas em creches, e o governo federal agora precisa apoiar a gera\u00e7\u00e3o de vagas pr\u00f3ximas \u00e0s fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis, uma vez que as\u00a0desigualdades foram agravadas pela pandemia de covid-19. Esse acirramento, aponta ele, tem a ver com o aumento da informalidade no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;O trabalho informal n\u00e3o permite planejamento e organiza\u00e7\u00e3o, o que implica na quebra da rotina da crian\u00e7a e, para o aprendizado infantil, \u00e9 muito importante&#8221;, explica. &#8220;Mesmo havendo vagas, muitas vezes ela n\u00e3o consegue levar a crian\u00e7a at\u00e9 a escola. E esse movimento acaba fazendo com que a crian\u00e7a acompanhe e v\u00e1 ao trabalho com a m\u00e3e na rua, em trabalhos\u00a0dom\u00e9sticos que permitem, e ficando fora da escola. Essa \u00e9 uma forma de exclus\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2>Pr\u00e9-escola<\/h2>\n<p>Uma pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) e a Undime mostrou que, em 2019, a frequ\u00eancia escolar na pr\u00e9-escola de crian\u00e7as brancas e amarelas chegava a 93,5%, enquanto a de pretas, pardas e ind\u00edgenas era de 91,9%.\u00a0As crian\u00e7as pobres tamb\u00e9m eram mais desfavorecidas: a frequ\u00eancia delas era de 92%, enquanto, nas outras faixas de renda, a m\u00e9dia era de 94,8%.<\/p>\n<p>Fatores que indicam vulnerabilidade social da m\u00e3e tamb\u00e9m afetam a frequ\u00eancia escolar na pr\u00e9-escola, segundo a pesquisa: filhos de mulheres que se tornaram m\u00e3es com menos de 20 anos, menos escolarizadas e com trabalhos informais t\u00eam menor frequ\u00eancia na pr\u00e9-escola, em m\u00e9dia.\u00a0<\/p>\n<p>Para a CEO da Funda\u00e7\u00e3o, Mariana Luz, &#8220;isso indica que o problema n\u00e3o \u00e9 exclusivo no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m de emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres e dos negros, al\u00e9m da quebra de ciclos intergeracionais de pobreza&#8221;.<\/p>\n<h2>Retomada<\/h2>\n<p>O Censo Escolar de 2022 mostra que as matr\u00edculas em creches, que haviam recuado entre 2019 e 2021, cresceram no ano passado. Em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, o aumento foi de 8,9% na rede p\u00fablica e de 29,9% na rede privada de ensino, ultrapassando os \u00edndices observados no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia em ambas as redes. Tamb\u00e9m houve aumento na pr\u00e9-escola, e, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica como um todo, foram registrados 47,4 milh\u00f5es de estudantes \u2013 714 mil alunos a mais que em 2021.<\/p>\n<p>As entidades respons\u00e1veis pela pesquisa sobre desigualdade no acesso \u00e0 pr\u00e9-escola apontam que os gestores municipais devem\u00a0planejar a expans\u00e3o de vagas, com especial aten\u00e7\u00e3o aos p\u00fablicos mais vulner\u00e1veis identificados neste estudo; identificar e localizar as crian\u00e7as que n\u00e3o est\u00e3o matriculadas na pr\u00e9-escola, utilizando estrat\u00e9gias como a busca ativa escolar; e sensibilizar as fam\u00edlias para a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o Infantil;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es intersetoriais, integrando sa\u00fade, assist\u00eancia social e educa\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 pr\u00e9-escola. Os gestores devem ainda buscar apoio de pol\u00edticas estaduais e federais.<\/p>\n<p>Ao divulgar a pesquisa, a Oficial de Primeira Inf\u00e2ncia do UNICEF no Brasil, Ma\u00edra Souza, refor\u00e7ou que crian\u00e7as pretas e pobres s\u00e3o historicamente mais vulnerabilizadas no Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As crian\u00e7as pretas e pobres que n\u00e3o frequentam a pr\u00e9-escola t\u00eam menos acesso a est\u00edmulos, intera\u00e7\u00f5es, alimenta\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Isso pode comprometer o desenvolvimento, impactar a progress\u00e3o e a transi\u00e7\u00e3o para as etapas de ensino sequentes, al\u00e9m de reproduzir desigualdades que atrasam o nosso pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-02\/undime-ve-como-positivo-aumento-de-matriculas-na-educacao-infantil\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um per\u00edodo agudo da pandemia de covid-19 que &#8220;ampliou o fosso da desigualdade&#8221; no acesso \u00e0s creches e pr\u00e9-escolas, o presidente da\u00a0 Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), Luiz Miguel Garcia, v\u00ea como positivo o aumento de matr\u00edculas apontado no \u00faltimo Censo Escolar, divulgado\u00a0hoje\u00a0(8). 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