{"id":17733,"date":"2023-02-07T16:54:00","date_gmt":"2023-02-07T19:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/mapa-social-do-corona-destaca-acoes-comunitarias-no-combate-a-pandemia\/"},"modified":"2023-02-07T16:54:00","modified_gmt":"2023-02-07T19:54:00","slug":"mapa-social-do-corona-destaca-acoes-comunitarias-no-combate-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=17733","title":{"rendered":"Mapa Social do Corona destaca a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias no combate \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>A 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Mapa Social do Corona, divulgada hoje (7) pelo Observat\u00f3rio de Favelas, evidencia que a chamada p\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a\u00e7\u00f5es emergenciais de enfrentamento \u00e0 covid-19 em favelas do Rio de Janeiro foi uma pol\u00edtica p\u00fablica inovadora ao reconhecer o protagonismo das representa\u00e7\u00f5es locais.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/1675801955_267_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/1675801955_714_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo a entidade, 54 organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, distribu\u00eddas em favelas da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro e da Costa Verde, foram contempladas pela chamada p\u00fablica com financiamento para realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es contra o novo coronav\u00edrus. O edital contou com recursos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no total de R$ 20 milh\u00f5es, com repasse feito com base na Lei 8.803\/20.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o coordenador do Eixo de Pol\u00edticas Urbanas do Observat\u00f3rio de Favelas, Aruan Braga, disse que o relat\u00f3rio, o primeiro de 2023, refor\u00e7a a import\u00e2ncia do trabalho volunt\u00e1rio e social feito em 2021 e 2022por organiza\u00e7\u00f5es e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias durante a pandemia da covid-19. O mapa tem foco na atua\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es Museu Sankofa da Rocinha, na zona sul; Centro de Integra\u00e7\u00e3o da Serra da Miseric\u00f3rdia, na Penha, zona norte; e Funda\u00e7\u00e3o Ang\u00e9lica Goulart, em Pedra de Guaratiba, zona oeste do Rio.<\/p>\n<p>Segundo Braga, as 54 organiza\u00e7\u00f5es beneficiadas pelo edital j\u00e1 vinham desenvolvendo a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 covid-19 em seus territ\u00f3rios e receberam financiamento para fortalecer atividades ao longo de 2021 e 2022, quando o edital foi pago. \u201cEstamos falando de uma pol\u00edtica p\u00fablica que conseguiu efetivar para a popula\u00e7\u00e3o de favela, sobretudo para as organiza\u00e7\u00f5es e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, um suporte para a luta, para as a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 vinham sendo desenvolvidas no enfrentamento da pandemia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com Braga, o que se percebeu no per\u00edodo foi que as organiza\u00e7\u00f5es, coletivos e associa\u00e7\u00f5es de moradores promoveram as primeiras rea\u00e7\u00f5es dos territ\u00f3rios populares para enfrentar a pandemia. \u201cAs a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas mais concretas vieram s\u00f3 muito tempo depois. Na primeira a\u00e7\u00e3o de mitiga\u00e7\u00e3o dos danos da pandemia, as organiza\u00e7\u00f5es e coletivos foram fundamentais. E a pol\u00edtica p\u00fablica veio para coroar e fortalecer esse processo.\u201d<\/p>\n<p>Braga explicou que isso p\u00f4de ser feito porque a chamada p\u00fablica permitiu qualificar as a\u00e7\u00f5es e ampliar o n\u00famero de beneficiados. Para ele, a chamada da Fiocruz permitiu tamb\u00e9m desenvolver institucionalmente os coletivos e organiza\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do suporte emergencial no cen\u00e1rio da pandemia, Braga diz que \u00e9 poss\u00edvel haver um efeito mais longevo de fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es, que continuar\u00e3o a desenvolver seus trabalhos no m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<h2>Exemplos<\/h2>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Aruan Braga, os territ\u00f3rios da Rocinha, da Penha e de Guaratiba s\u00e3o exemplares para entender como as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento da pandemia vinham sendo realizadas pelas organiza\u00e7\u00f5es locais. Nas favelas da Penha e de Pedra de Guaratiba, foram a\u00e7\u00f5es voltadas para a seguran\u00e7a e soberania alimentar, um dos principais desafios enfrentados pelas comunidades ao longo da pandemia. Isso foi disseminado na maior parte dos demais territ\u00f3rios analisados. \u201cMais de 80% dessas organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m atuaram com a seguran\u00e7a alimentar, a soberania alimentar, nos territ\u00f3rios populares\u201d.<\/p>\n<p>Na Rocinha, a preocupa\u00e7\u00e3o foi desenvolver a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o para o territ\u00f3rio. O Observat\u00f3rio de Favelas percebeu que as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o chegavam aos territ\u00f3rios ou, quando chegavam, n\u00e3o tinham conex\u00e3o com a realidade local. \u201cA simples orienta\u00e7\u00e3o para lavar as m\u00e3os era inviabilizada com frequ\u00eancia em diversas favelas que n\u00e3o tinham abastecimento de \u00e1gua regular, por exemplo.\u201d<\/p>\n<p>O que o coletivo da Rocinha fez foi organizar e disseminar as informa\u00e7\u00f5es com precis\u00e3o, com responsabilidade, no territ\u00f3rio, para que as comunidades tivessem mais legitimidade nas a\u00e7\u00f5es para evitar a contamina\u00e7\u00e3o pela covid-19. Os tr\u00eas casos foram exemplares entre as a\u00e7\u00f5es efetivadas nas favelas, enfatizou Braga.<\/p>\n<p>De acordo com Braga, isso refor\u00e7a a import\u00e2ncia das medidas adotadas, sobretudo quando se pensa em cen\u00e1rios cr\u00edticos como o da pandemia, que tendem a agravar, em momentos futuros de crise, as desigualdades entre as popula\u00e7\u00f5es mais vulnerabilizadas hoje,.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, o Observat\u00f3rio de Favelas deve lan\u00e7ar a 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Mapa Social do Corona, com o relat\u00f3rio focado em educa\u00e7\u00e3o, refletindo e aprofundando a an\u00e1lise sobre as desigualdades educacionais durante a pandemia. Nesse per\u00edodo, o acesso das crian\u00e7as \u00e0 escola foi afetado de maneira significativa, bem como a socializa\u00e7\u00e3o delas no ambiente escolar, que foi interrompida durante a pandemia.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-02\/mapa-social-do-corona-destaca-acoes-comunitarias-no-combate-pandemia\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Mapa Social do Corona, divulgada hoje (7) pelo Observat\u00f3rio de Favelas, evidencia que a chamada p\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a\u00e7\u00f5es emergenciais de enfrentamento \u00e0 covid-19 em favelas do Rio de Janeiro foi uma pol\u00edtica p\u00fablica inovadora ao reconhecer o protagonismo das representa\u00e7\u00f5es locais. 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